terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalheiros

de 23/12/2007 a 29/12/2007

"Diz ao mundo que ainda existe amor, acorde a esperança, abrace a certeza, mas muito cuidado pra não despertar a tristeza. Avança, grite, não fique parado que ainda há tempo de começar. Busca os aflitos, dê seu alento, afasta os pecados, fantasmas, mitos. Vem amar, amar, amar."

Ivone Boechat - 26/12/2007

"O escritor Machado de Assis, em 1901, ao publicar o livro 'Poesias Completas', já mostrava sua angústia frente aos rumos tomados pelos festejos natalinos, ao incluir um poema, intitulado 'Soneto de Natal', onde perguntava: 'Mudou o Natal, ou mudei eu ?'. O fato é que desde então já ficavam evidentes as transformações nas comemorações natalinas, que paulatinamente deixavam de lado o cunho religioso, para se transformar em uma festa mercantilista, onde a reverência ao aniversariante, na maioria das vezes isolado em um presépio, em canto qualquer da casa, foi sendo repassada para a Árvore de Natal e Papai Noel, que passaram a ser os verdadeiros protagonistas da noite. As igrejas, antes o rumo natural das famílias, que ali se reuniam para assistir a tradicional Missa do Galo, hoje foram substituídas pelos shoppings centers, onde os 'deuses do consumo' são avidamente venerados. Pergunte-se às crianças o que se comemora no Natal e, infelizmente, a maioria dirá que é o dia de Papai Noel."

Júlio Ferreira – Recife/PE - 26/12/2007

"Migalhas não tenho mais

abandonei este ringue

alguém que de mim se vingue

nem olharei como faz

não quero nem ver prá trás

quem vai prá riba do pódio

fiquei danado de ódio

co'a perdeção do Curintcha

e a copa vai ser é mincha

nós fora dos episódio."

Ontõe Gago - Ipu/CE - 27/12/2007

"Barreira Humana

Quando a realidade
Parece muito dura
Sendo verde ou madura
No campo ou na cidade

Busca a oralidade
A notícia genuína
É o fel da mina
Ou a força da idade

Não dá para suportar
A Questão que se lida
É à força da vida
Que não pode parar

Em um assentamento
Colocamos a barraca
De uma situação ingrata
De posse ao pensamento

O Cheiro do cimento
Do queimado ou amargura
Não tem mais bravura
Não pode ser diferente

É a cola do tecido social
Limite de uma operação
É o sim dizendo não
É o operário em construção

É o primeiro sinal
É o vem e vai
Limites sem limites
Limitai!
ou
Iluminai ?"

Luiz Domingos de Luna - 28/12/2007

"Sou 'migalheiro' e procuro divulgar a preciosa fonte de informação que é o nosso site Migalhas. É bom saber que nunca nesse país existiu nada parecido com Migalhas. Até filhos de mães que nasceram analfabetas são 'migalheiros'. Abraços."

João Umberto Nassif - 28/12/2007

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