sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Artigo - O sucateamento das forças armadas e as ameaças externas

de 23/12/2007 a 29/12/2007

"Em relação à menção á Guerra do Paraguai (Migalhas 1.807 – 27/12/07 – "O sucateamento das forças armadas e as ameaças externas" - clique aqui), tenho o seguinte a dizer: Bullshit! Essa guerra ser motivo de orgulho para a nação brasileira! Defendemos nossa soberania, e repelimos um ataque injusto à nossa nação! Não foi um ataque brasileiro a uma nação menor, com propósitos meramente imperialistas. Ao contrário: o Paraguai nos declarou guerra, após termos enviado tropas ao Uruguai, a pedido do governo daquele país, para estabilizar politicamente a região."

João Nadal - 27/12/2007

"Repriso comentário que fiz no site Espaço Vital (Porto Alegre/RS), a respeito do mesmo artigo da Advogada Sylvia Romano acerca do sucateamento das Forças Armadas (Migalhas 1.807 – 27/12/07 – "O sucateamento das forças armadas e as ameaças externas" - clique aqui). A respeito do artigo, é interessante lembrar que esse processo vem desde 1985. Lula não o começou. Aliás, dentro das realidades econômicas e sociais do País, está investindo alguma coisa. Lembre-se que o governo Fernando Henrique atiçou os apetites da FAB com a compra de um novo caça e deixou para o novo governo resolver. E lembre-se, também, que Fernando Henrique realmente foi perseguido pelo governo militar, tanto que se exilou na Europa. Lula só foi preso porque embestou de fazer uma greve no ABC, o que os militares não admitiram. Outra coisa: Fernando Collor não era popular entre os militares, apesar de toda a pantomima com submarinos, caças e visitas à Amazônia. Nunca abriu a carteira para sequer pensar em uma reforma no material, além de aumentar o arrocho dos soldos. Fui oficial do Exército entre 1986 e 1991 e pude ver ao vivo o problema do "sucateamento" das Forças Armadas. Salvo a compra de helicópteros pelo Exército e do AMX pela FAB, pouco melhorou o equipamento. Temos uma dívida enorme, não dá para comprar F-22, nem tanque Abrahams, nem porta-aviões nuclear. No máximo, dá para manter o material em condições de uso (veja-se o caso do F5-M, modernizado aqui). Durante anos, o Brasil sequer teve acesso aos mercados de tecnologia militar de ponta (ao contrário dos chilenos, por exemplo, ao tempo de Pinochet), inclusive o maior negócio da extinta Engesa - venda do tanque Osório aos árabes, na década de 80 - foi melado pelos EUA. Ademais, nosso território comporta vários teatros de operações, o material tem de ser diversificado, o que encarece. Não temos tropas profissionais a valer, salvo alguns núcleos (Fuzileiros Navais, Forças Especiais do Exército, pilotos), o grosso da tropa, especialmente cabos e soldados, é de conscritos ou de temporários. E sem gente, avião não voa, tanque não anda, navio não navega, fuzil e canhão não disparam. Antes de equipamento, entendo que deve ser priorizada a organização e emprego das Forças Armadas, pois ninguém compra caça, navio e avião para expô-lo no jardim. Reequipar é preciso, mas custa caro. Antes, é necessário definir a missão das Forças Armadas, o que ninguém tem coragem de fazer. Soldado não é policial, nem assistente social, salvo em casos excepcionais."

César Augusto Hülsendeger - 28/12/2007

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