Artigo - Advogado a beira de um ataque de nervos

9/1/2008
Joel dos Santos Leitão - advogado

"As migalhas do Dr. Mauro Tavares Cerdeira são de uma lucidez única (Migalhas 1.814 – 9/1/08 - Nervos a "flor da pele" – clique aqui). No ano passado encontrei um amigo juiz numa livraria e fiz comentários semelhantes. Disse a ele que mais do que excelentes técnicos, nossos juízes deveriam saber gerenciar seus Cartórios, e ler, dentre outros, livros como 'O Monge e o Executivo', 'Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes', além de autores como Jack Welch, Peter Drucker e Fred Kofman (este último escreveu 'Metamanagement'). Ele me olhou espantado, mas o fato é que os próprios advogados negligenciam o gerenciamento de seus escritórios, e tendem a considerar esse tipo de leitura como 'perda de tempo', quando na verdade, teríamos a oportunidade de mudar expedientes obsoletos. Quanto ao procedimento para facilitar o sistema de expedição de guias de levantamento, vale reproduzir idéia da nossa Associação dos Advogados de São Paulo - AASP, que publicou a seguinte notícia no Boletim AASP n.º 2556 (31/12/2007 a 6/1/2008), da semana passada: 'Com intuito de colaborar com a Classe, a AASP apresentou à Corregedora do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região proposta de modificação no sistema de expedição de guias de levantamento de valores depositados judicialmente. A AASP entende que, com todos os atuais avanços tecnológicos, principalmente na área da informática voltada aos serviços bancários, inclusive com a criação do Sistema Bacen-Jud, não se justifica a manutenção de arcaico sistema de emissão, conferência e assinatura, por Servidores e Magistrados, de guia de levantamento com posterior envio de relação à instituição bancária, para só então ser agendada data para o efetivo recebimento do valor almejado. Contudo, defende a AASP que seja permitido aos Advogados que assim desejarem que, por ocasião da apresentação dos respectivos pedidos de levantamento, indiquem a conta em que deverão ser depositados os valores a ser recebidos, facilitando aos Magistrados providenciar, de forma eletrônica junto ao Banco Central do Brasil, a transferência dos recursos sem a necessidade de maiores trâmites burocráticos, tal qual realizado no sistema de penhora on-line'."

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