quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Justiça determina apreensão dos games Counter-Strike e EverQuest

de 20/1/2008 a 26/1/2008

"Leio no Migalhas de hoje que a Justiça determinou o recolhimento de jogos de videogame violentos por serem considerados impróprios para o consumo (1.824 – 23/1/08 – "Migas – 10"clique aqui). Em princípio achei que se tratasse de jogos piratas ou então de jogos com indicação etária inadequada. Para o meu absoluto espanto não. Um promotor em Minas Gerais e um magistrado acham que podem decidir o que eu, maior de idade, capaz, que pago minhas contas e impostos, posso ou não jogar. Não é possível, acordei no país errado. Impróprio para consumo? Se o jogo se propõe a ser violento e é violento qual a impropriedade? A velha brincadeira de crianças, polícia e ladrão, fica também proibida? E filmes – artisticamente – amorais como 'Tropa de Elite'? Que tipo de censura é essa? Queremos viver em um país em que o Judiciário escolhe o que pessoas maiores de idade, devidamente informadas, podem ou não assistir? Censura judicial? Espero que o Tribunal não mantenha essa loucura."

Tiago Zapater - escritório Dinamarco e Rossi Advocacia - 23/1/2008

"Brilhantes as colocações do Dr. Marcel Leonardi sobre a proibição de jogos de videogame (Migalhas 1.825 – 24/1/08 – "Game" – clique aqui). Em nosso país está se criando o hábito de proibir tudo aquilo que não se compreende ou que o Estado, por sua ineficiência, não consegue fiscalizar e regulamentar. Aparentemente, a proibição de jogos de videogame pode parecer uma questão de pouca importância, mas, no fundo, ela representa a violação da liberdade individual dos cidadãos."

Eduardo Landi Nowill - 24/1/2008

"Parabéns ao i. migalheiro Marcel Leonardi, que conseguiu verbalizar toda a incoerência da decisão judicial exarada nos autos da Ação Civil Pública em comento (Migalhas 1.825 – 24/1/08 – "Game" – clique aqui). Só recomendo ao colega cuidado ao receber os responsáveis por esse teratológico decisum (de eficácia discutível), pois corre o risco de receber ordem de prisão ou coisa pior. E, aproveitando o ensejo, fico cá a matutar: quantas horas por dia com esses jogos será que perdia o então adolescente Champinha?"

Reginaldo de Andrade - 24/1/2008

"Excelente exposição, compactuo plenamente com o que fora exposto pelo nobre jurista  (Migalhas 1.825 – 24/1/08 – "Game", Marcel Leonardi – clique aqui). Jogo games desde o tempo de Didi na mina encantada, nos velhos tempos do Odyssei, e afirmo veementemente que não me tornei mais violento e tampouco passei a desabonar a minha pátria que tanto amo - o Brasil. Ao contrário, fiz vários círculos de amizades que até hoje compartilho. Vale ao lanço ainda afirmar que existem vários defensores de que estes jogos servem para despertar a estratégia, habilidade, coordenação motora, discernimento de espaço e tempo e tantas outras qualidades entre os jovens."

Adriano Geoffrey - 25/1/2008

"Precisas e equilibradas as ponderações do Dr. Marcel Leonardi (Migalhas 1.825 – 24/1/08 – "Game" – clique aqui). Também pratico o 'esporte' online, como único prazer egoístico dos dias atuais, e concordo plenamente que os adultos devem escolher o que bem entenderem para jogar via internet. Jogo Day of Defeat, simulador da segunda guerra mundial (FPS) e o faço com pais e filhos juntos, num mesmo servidor onde há respeito mútuo, boa educação e amizade. Muitos são os casos de pessoas que se conhecem através dos jogos e logram relações de amizade francas, duradouras e valiosas. Abraço ao Dr. Marcel e abaixo a hipocrisia."

Frederico Garcia - escritório Gondim e Advogados Associados - 25/1/2008

"A decisão proferida na ação civil pública que proibiu o 'Counter-Strike' e o 'Everquest' fere a liberdade de manifestação de pensamento e atua como censura (Migalhas 1.824 – 23/1/08 – "Migas – 10"clique aqui). A liberdade de desenvolver um 'videogame', e de jogá-lo, corresponde à liberdade de escrever um livro e de lê-lo. Qual será o próximo passo? Proibir a comercialização de livros cujos personagens criminosos ou, simplesmente, 'diferentes', cometam atos discutíveis e ainda terminem bem?"

Simone Andrea Barcelos Coutinho - 25/1/2008

"Sou advogado e também adepto dos videogames desde a infância. Fiquei impressionado com o artigo. Ainda não havia lido algo escrito com tanta propriedade. Desde detalhes simples como 'hominho' ao conhecimento dos MMPORPGS. Vejo que o Dr. Marcel não é só um estudioso, mas também um jogador (Migalhas 1.825 – 24/1/08 – "Game" – clique aqui). Encontrei um aliado, além de embasamento jurídico para meus argumentos. Ps: também não sou violento, rs."

Daniel Gonçalves Mendes da Costa - 25/1/2008

"'Headshot no bom-senso: terrorists win' (Migalhas 1.825 – 24/1/08 – "Game", Marcel Leonardi – clique aqui). Isso mesmo, no Brasil a censura não é uma prerrogativa do ditador, mas sim de um Poder Judiciário descompromissado com a justiça social, que acaba 'atirando' para o alto."

Ricardo de Melo - 25/1/2008

"Prezado Migalhas, Brilhante o texto de Marcel Leonardi no Migalhas (1.825 – 24/1/08 - "Game" – clique aqui), sobre a violência nos videogames. Vale ainda acrescentar que, experimentando a violência na forma virtual, o entretido sacia um desejo que, não preenchido, poderia se voltar para o mundo real. No mais, o realismo dos jogos assusta somente os desacostumados. Se filmes não fossem tão constantes, a exibição de um típico filme de ação na segunda depois da novela seria considerada a mais deturpadora aberração. Saudações."

Rodrigo da Gama Bahia - Schlumberger - 25/1/2008

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram