terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Artigo - Exame de Ordem - A quem interessa sua extinção?

de 27/1/2008 a 2/2/2008

"No tocante à matéria, peço licença para registrar minha modesta opinião em discordar em certo ponto e acrescentar que o Exame da OAB se mostra necessário sim como meio de o bacharel aferir à devida licença para advogar (Migalhas 1.826 – 25/1/08 – "Exame de Ordem", Leon Frejda Szklarowsky – clique aqui). Entretanto, registro minha indignação contra a prova, vez que os critérios utilizados para sua elaboração, aplicação e correção demonstram certas falhas gritantes, vez que aplicar perguntas 'pegadinhas' ou 'decorebas' nunca poderão colher do concursando a sua real capacidade e, ainda, o comportamento dos fiscais de prova, no momento de sua aplicação, chega a aparentar critérios do antigo 'regime militar' fazendo pressão psicológica e tirando a tranqüilidade dos concursandos."

Aloisio Fernando Paes - 28/1/2008

"Brilhante estudo do Dr. Leon Frejda Szklarowsky, com o texto 'Exame de Ordem - A quem interessa sua extinção?' (Migalhas 1.826 – 25/1/08 – "Exame de Ordem" – clique aqui). Sou acadêmica do 3º ano do curso de Direito, tenho 46 anos e só agora pude concretizar o sonho de pretender exercer tão nobre profissão! Apesar de possuir conhecimento dessa arte, acho indispensável o estudo mais aprofundado, com a orientação de professores capacitados. Infelizmente convivo com jovens que pouco se interessam pela sua formação, e que, de uma maneira ou outra, conseguem formar-se bacharéis. Se não fosse o Exame da Ordem, muitos desses jovens estariam exercendo a profissão, sem a menor qualificação, e sem dúvida, sem ética e amor às ciências jurídicas. É imprescindível a seleção de bons advogados e juristas, para que o sacerdócio da advocacia não seja deturpado por falsos 'advogados' que não sabem respeitar a nobre profissão!"

Marcia Cruz Heofacker - 28/1/2008

"A advocacia foi meu sonho de infância. Por questões alheias à minha vontade, vi-me obrigado a cursar duas outras graduações e um mestrado em finanças. Já me sentia quase realizado. Mas, quanto mais me falavam dos rigores de um bom curso de Direito, mais me sentia atraído pelo nobre oficio. Desde sempre fui favorável ao exame da Ordem. À despeito de tudo, aos 41 fui estudar Direito (numa boa e exigente escola). Pai de 2 adolescentes, esposa com saúde debilitada, 2 empregos para sustentar a demanda orçamentária, abdiquei de todas as regalias. Só determinação e trabalho. Formado aos 46, imediatamente prestei exame à OAB/PR e fui aprovado. Sinceramente, não vejo nisso nenhum mérito extraordinário. Entendo que é o que se deveria exigir de toda e qualquer categoria profissional. Parabenizo esse valoroso veículo e também, sobretudo, o dr. Leon Frejda Szklarowsky pelo excelente artigo publicado na edição do Migalhas 1.826 (25/1/08 - "Exame de Ordem" – clique aqui). Fraterno Abraço."

Aparecido Alves Borges - 28/1/2008

"Preciso, como sempre, o texto de autoria de Leon Frejda Szklarowsky (Migalhas 1.826 – 25/1/08 – "Exame de Ordem" – clique aqui). Mas, não podemos culpar somente as faculdades de Direito pelo (mal) desempenho de seus alunos no Exame de Ordem. Todos sabemos que é do próprio candidato uma significativa parcela da responsabilidade pelos resultados. Estamos cansados de ver acadêmicos desinteressados, mal alunos que nos horários das aulas perambulam pelas adjacências das faculdades na busca incansável do ócio. Após a graduação e sem qualquer preparo, ávidos pelo ingresso na advocacia, como alternativa aparentemente ao alcance, deparam-se com a inevitável reprovação. Mas, muitos têm sorte e obtém êxito e, mesmo sem qualquer preparo, vão advogar. Por isso, Sem embargos de outras opiniões, ouso sugerir: deveria ser exigido do candidato a advogado, antes de submeter-se ao Exame de Ordem, a comprovação de três anos de atividade jurídica na condição de estagiário em escritório de advocacia."

Eduardo Matuk Ferreira - 28/1/2008

"Quanto ao exame de ordem, sem entrar no mérito, se a prova, realmente mensura a capacidade do bacharel para o efetivo exercício da profissão, ou mesmo dos critérios para a sua formulação, ou ainda, do mercado que se formou em torno das reprovações sistemáticas, há um ponto a ser destacado (Migalhas 1.826 – 25/1/08 – "Exame de Ordem", Leon Frejda Szklarowsky – clique aqui). Porque tal exame não é fetio de maneira seriada durante a formação do aluno em cada faculdade, a partir do momento em que o aluno entra no ciclo profissionalizante? Observe-se que, se o problema das reprovações decorre, como costuma se dizer, da qualidade do ensino das instituições, manter-se uma prova somente ao final do curso, é permitr ao aluno que mensure sua escola, somente quando tiver se consumado o propalado 'estelionato educacional' dos quais são vítimas muitos alunos, se tomada por base a justificativa mais comum para as reprovações, e os resultados dos exames. Se aplicados ao longo do curso, da-se a oportunidade de uma valiação mais criteriosa, bem como de seleção pelo aluno da instituição na qual irá fazer a sua formação, pois ao longo da gradução terá a avaliação do ensino que está lhe sendo ministrado. E naõ é só, de maneira escaolada pemite-se ao aluno eventual reabilitação se proventura em algum ponto de sua formação restou deficiente. Acredito que, em sendo o objetivo da prova aferir a capacidade, um prova em duas ou três etapas durante a graduação, propicia uma avaliação mais detalhada do aluno, além de permitir um imediata represália às instituições negligentes, pois os seus alunos poedrão migrar de imediato para outras instituições quando aferirem a qualidade de sua formação. Prova ao final do curso serve tão somente para gerar stress aos candidatos, e cursos e mais cusrsos prepratórios, num mercado rentável, que definitivamente, não é reconhecido como objetivo principal do exame."

Denizard Silveira Neto - 1/2/2008

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