quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalheiros

de 10/2/2008 a 16/2/2008

"Conselho não é algo que se dê mas, desta vez, contrariarei o adágio popular. Ao final do informativo de 8/2/08 (Migalhas 1.833 - "Versos"), ao resumir a biografia do poeta Ygino Rodrigues, diz que ele era natural da cidade de Goiás Velho. Lembro que a população da primeira capital goiana abomina que se refiram à cidade como Goiás Velho, preferindo Cidade de Goiás, ou, melhor ainda, simplesmente Goiás. Assim, fica o conselho para esta pequena e ainda oportuna reparação. Um grande abraço."

André Luiz Aidar Alves - Goiânia/GO - 11/2/2008

"Alma poeta. Ao contrário do que a maioria entende, poesia não é simplesmente o encadeamento de belas palavras, com uma rima concisa, numa métrica perfeita. Nesta moldura, pode-se até encontrar alguma poesia, mas é coisa rara, a grande maioria é mera falácia. Poesia é mais do que isso! Poesia é sentimento, é transparência, é revelação, é beleza e é simplicidade. Por isso mesmo poesia não se aprende, não se ensina, nem se compreende. Ela é o grito da alma, quando esta não mais suporta a angústia que lhe aprisiona. Surge sempre de sentimentos extremos: ora o amor, ora o desespero. Tudo o que desprende dentre estes extremos é qualquer coisa, menos poesia. Poesia é também as árvores sacolejando ao vento, o orvalho cobrindo a relva pela manhã, refletindo os primeiros raios do sol que teimam em atingir a terra úmida, é a aranha tecendo milimetricamente sua teia – porque isso tudo representa a explosão da vida, que me angustia por não poder transpor este corpo e alcançar a sua plenitude, mas que ao mesmo tempo me fascina e tranqüiliza com sua exuberância e magnitude. Por tudo isso, como bem disse Leminski, você pode passar toda a sua vida sem escrever uma palavra sequer e, mesmo assim, ser poeta, se for capaz de sentir a poesia dentro de você. Agora, desconfie sempre de quem se diz poeta, pois o silêncio é o crepúsculo que protege o verdadeiro poeta. Receita para poesia? Não há, mas se você for capaz de se emocionar com a beleza e a simplicidade da vida – se suas lágrimas não se contêm em seus olhos diante do esplendor do reflexo prateado e disforme da lua sobre as águas de um lago, em uma noite de céu estrelado, se um arrepio percorre toda a extensão de seu corpo quando você abre os braços e a brisa marinha toca a sua face – sinta-se poeta, pois a essência da vida, mesmo que imperceptível aos seus olhos, flui intensamente em seu ser. Eis a verdadeira poesia..."

Igor Pereira Barabach - advogado - 11/2/2008

"Três Pensamentos: 1) 'O meu talento é produto de esforço, porém, se eu tivesse talento, não precisaria fazer esforço.' 2) 'A terceira idade é a melhor época da vida para se cuidar da saúde.' 3) 'Deus não é os homens, porém, os homens são Deus'."

Romeu A. L. Prisco - 11/2/2008

"Bom dia. Sou Migalheira e estou fazendo um curso de mestrado na Universidade de Coimbra. Foi com grande satisfação que ouvi um Professor, Doutor Pedro Pimenta da Costa Gonçalves, fazer referência ao informativo e questionar aos colegas se já o conheciam. Aos que ainda não, ele recomendou com elogios. Fica constatado, então, que nosso estimado Migalhas tem reconhecimento internacional - e cá entre nós, os portugueses são muito seletivos. A par disso, sugiro à redação a criação de um espaço para correspondentes internacionais, vez que na maioria das vezes, são os grandes escritórios que contam com suporte jurídico no estrangeiro. Fica a sugestão que, certamente, já foi pensada pela direção. Abraços."

Patricia Muller

Nota da Redação - Querida migalheira Patricia, sua sugestão foi acatada. Nos próximos dias o serviço já estará em pleno funcionamento. Obrigado e bons estudos.

Patricia Muller - 11/2/2008

"Bela prosa poética esse texto do migalheiro Igor Pereira Barabach !"

Romeu A. L. Prisco - 11/2/2008

"Sr. Diretor de Migalhas. Às vezes, vêm-me pensamentos nos quais passo a elucubrar. Lembro-me, então, dum poema de minha lavra, O Pensamento! Realmente o pensamento é a coisa mais democrática que existe. Por quê? Porque não há inibições nem punições para o pensamento, a não ser que o exponhamos, a terceiros; mas se ele persistir no recôndito do cérebro, podemos pensar à vontade, sem censura, sem admoestações, contra tudo que nos ensinaram. No poema eu digo: o pensamento é notável, e por ser assim variável, que vale a pensa pensar, com coisas boas ou más, pois não peca o pensamento; mas sim o procedimento. E divago sobre o que pensei hoje? Sobre a Justiça! O que seria Justiça, o que é a Justiça, haverá Justiça? Ouço tanto falar nela. Para justificá-la, o homem procurou dar sua origem a Seres superiores: Deus, Alá etc. Mas quem pode provar a existência deles, com a evolução da Ciência, com a digressão do homem no Universo? Logo, o mais provável, o mais lógico é que o homem tenha inventado a Justiça. Mas qual homem teria autoridade para inventá-la, com tantas fraquezas humanas, tantos desvios de conduta? É só reportar-nos ao passado, aos erros cometidos por nossos antepassados, por interesses múltiplos. Como eu disse, o pensamento é notável, mas quantos desvios há neles na interpretação das coisas, no que seria o bem, no que seria o mal? O homem criou as leis, para obter Justiça; mas elas estariam certas? Vemos desvios delas, freqüentemente, por interpretações dúbias, e quem se desvia estaria certo ou errado; ou estará realmente se desviando, pois sua interpretação é que poderia ser a certa? Além disso, cada sociedade tem suas leis, seus conceitos do que sejam as leis, seus conceitos de Justiça, As leis sempre visam proteger uma parte da sociedade; porém, o mais certo não seria elas protegerem todos? No momento que o judiciário julga, fundamentado numa lei, haverá Justiça naquele ato?  Difícil não? Eis porque vale a pena pensar, embora não se chegue a lugar algum, a não ser na dúvida, embora a dúvida também tenha seu lugar no espaço do pensamento. por isso ele é democrático.Desculpem as elucubrações cerebrinas. Atenciosamente."

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 11/2/2008

"Sempre uma alegria deparar-se com poesia! Por falar/ler sobre Leminski na migalha de Igor Pereira Barabach e a propósito das 'elucubrações cerebrinas' do migalheiro Olavo Príncipe Credidio, transcrevo poema de Paulo Leminski, cujo livro 'O Ex-Estranho': 'nunca sei ao certo/se sou um menino de dúvidas/ou um homem de fé/certezas o vento leva/só dúvidas ficam de pé'. Abraços a todos os migalheiros!"

Juliana Meira - Porto Alegre/RS - 11/2/2008

"Como se costuma dizer que o problema do Brasil é a (deficiência da) educação, felizmente contamos com universidades exemplares, como a de Brasília (eta cidade azarada!), cujo reitor, com nome impronunciável e jeitão de senador norte-americano, ensina a nós e a seus alunos que seu apartamento é local de trabalho, pois ali ele recebe professores, o que justifica que a exemplar universidade por ele dirigida gaste quase meio milhão de reais com sua (do apartamento) decoração. Coisa simples, mas de bom gosto, diz ele. Só o cinzeiro da sala custou R$ 990,00. Muitos de seus alunos virão a ser (se já não forem) juizes, os quais, pelo fato de receberem advogados em seus apartamentos, onde, aliás, estudam e elaboram suas decisões, também se acharão no direito de aplicar a verba do forum na decoração das respectivas moradias. Quem sobreviver verá."

A. Cerviño - SP - 11/2/2008

"Lembranças... Ah!, doces lembranças. Relíquias de uma vida, as quais estarão sempre presentes, aonde quer que eu esteja. Momentos mágicos, um sorriso, um amor, uma dor, uma decepção... São abelhas que, por alguns momentos, podem se afastar da colméia, mas que logo retornam para adoçar o mel que alimenta suas vidas. Vínculos que me angustiam, que me remetem a uma vida já não mais palpável. Fazem-me querer, fazem-me buscar, mas que também comprimem o peito, mostrando o que não mais é permitido alcançar. Lembranças... Inflar os pulmões e arejar o coração ainda é preciso. Mesmo que os grilhões denunciem minha submissão às lembranças, é preciso coragem, é preciso liberdade! Lembrar é preciso... Mas sonhar é essencial! Possuir ideais, objetivos, vencer desafios, construir uma vida, uma história. Sonhos bem trilhados para, um dia – quem sabe? – lembrar-me de uma vida bem vivida."

Igor Pereira Barabach - advogado - 11/2/2008

"Deixem-me sonhar!

Sombras misteriosas

Vultos do passado

Sons indecifráveis

Nos ecos do além

Deixem-me sonhar!

Mulheres devassas

Saídas das brumas

Homens velhacos

Saídos das trevas

Deixem-me sonhar!

Falsos amigos

Urdindo intrigas

Dos amores perdidos

Em madrugadas sem fim

Deixem-me sonhar!

Imagens esquecidas

Num futuro distante

Outrora traçado

Como um novo porvir

Deixem-me sonhar!

Mas posso acordar

Até mesmo gritar

Só não posso fugir

E nem quero morrer

Sem antes sonhar!"

Romeu A. L. Prisco - 12/2/2008

"Sr. Diretor de Migalhas. Há décadas, rebelando-me num concurso de poesias em face de alguém que se dizia  poeta e é tido como ainda hoje poeta, mas dedicou-se à crítica, não vou dizer o nome, pois já faleceu, escrevi-lhe o que vai abaixo:

'Ao caro crítico               'Ne sutor, ultra crepidam' (Sapateiro, não passe do calçado)

Um dia a peito tomaste

A tua função de critico:

Os poetas fundo estudaste,

Com toda fé,todo afinco...

Sejam Camões ou Bocage,

Álvares e Castro Alves,

Abreu,Bilac ou varela

Dissecaste a aquarela...

Sim,pois não é a poesia

Uma pintura serena

Ou nervosa ou arredia

Da natureza com a pena?

Se o pintor faz,com as cores,

Matizes da natureza,

Só o poeta colore,

Com as palavras, a beleza...

Caro Crítico,então,

Tu fizeste com a razão

Tua crítica sadia

De toda e qualquer poesia...

Mas foi,ó meu Caro, em vão,

Que o teu tempo tu perdeste:

Não há crítica ou razão,

Que a um poeta interesse...

Todas horas de um poeta,

Ele dedica à poesia

E a nenhum momento empresta

Ao que o belo não irradia...

Ele sabe que poesia

Pode ou não ter verso ou rima,

Sabe que o verso extasia,

Quando o sentimento prima...

Ele é quem transforma a treva

Num luminar radiante

E ele é sempre constante,

À beleza que observa...

Não há coisa neste mundo,

Ou no Universo de Deus,

Que o possa ferir profundo

Macular os versos seus...

Ele adora a natureza,

Nos seus mínimos detalhes,

Ele sabe que há beleza,

Nos versos,nem que o enxovalhes...

Se julgares um poeta

Criticares a poesia,

Dizendo ser ele esteta;

Ou poetastro sem valia,

Ele não te leva em conta,

Pois certamente isto indica

Nunca fizeste poesia,

Se a fizesse algum dia,

Não terias tempo à crítica...'"

Régulus Ponte Grande - pseudônimo de Olavo Príncipe

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 12/2/2008

"Ancelmo Góis informou que 'Quando era embaixador em Washington, Paulo Tarso Flecha de Lima ouviu do senador John McCain, provável candidato republicano, uma declaração de amor ao Brasil': 'Eu aprendi a gostar do seu país ainda jovem, quando tive uma noiva brasileira'. Será que isso vai pesar pra nosso lado, se ele for eleito presidente?"

Conrado de Paulo - 13/2/2008

"Senhor Redator, Agradeço a gentileza das palavras publicadas em 11/2 e o apoio que me foi prestado por Migalhas durante os dois anos de mandato na Presidência do TJ SP (Migalhas 1.834 – "TJ/SP – II"). A imprensa ética, como Migalhas, merece ser prestigiada por todos os segmentos da nossa sociedade. Desejo que a equipe de Migalhas tenha cada vez maior sucesso."

Celso Limongi - desembargador do TJ/SP - 13/2/2008

"Uma perguntinha, já que vocês são tão imparciais. O que me dizem daquele juiz que covardemente matou um trabalhador em um mercado. Certamente o coitadinho foi dado como estressado ou coisa assim, e será solto e aposentado. O que me dizem a respeito. Haverá alguma lei que possa punir um canalha destes, ou por ser juiz está acima das leis? (Migalhas 1.264 - 30/9/05 - "Condenação" - clique aqui)"

Luiz Carlos Dias - 13/2/2008

"Mccain e a noiva brasileira

Cão de dato americano
Namorou u'a brasileira
Ela deve andar faceira
Mais as outras se gabando
Mas com outro se casando
Acabou-se a brincadeira
E, quem sabe, virou freira
Ou ficou no caritó...
Oh!... Que sorte, vejam só,
Vai ser nossa alcoviteira"

Ontõe Gago - Ipu/CE - 13/2/2008

"Sr. Diretor de Migalhas. Leio nos jornais e revistas inúmeras propagandas de detetives, inclusive vi ontem uma emissora expor assunto, com uma senhora, que se diz detetive, sobre um caso (mudei de emissora assim começou,) e pergunto, como jurista: Não é uma profissão ilícita, tendo em vista o artigo 5º, inciso X da Constituição, que diz:

São invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização pelo dano material ou moral  decorrente de sua violação?

Bem! Não há dúvidas de que a mídia liga pouco para leis, tanto que vemos, diariamente, propaganda de prostituição, de espalhadores de sorte por baralhos, macumba etc, e as autoridades não estão nem aí. A lei, ora a lei...dizia Getúlio.  Atenciosamente."

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 14/2/2008

"No Migalhas 1.836 (13/2/08 – "Fórum João Mendes"), está que a AASP solicitou estudos da viabilidade de vagas no estacionamento para advogados deficientes. Ora, a prevalecer tal redação, nenhum estacionamento de São Paulo será suficiente para abrigá-los. Melhor seria se a solicitação fosse para advogados portadores de necessidades especiais, eufemismo de portadores de deficiência física."

Antonio Cândido Dinamarco – OAB/SP 32.673 - 14/2/2008

"Em visita ao Japão, meu sócio e irmão, Newton Silveira, surpreendeu-se ao ser chamado, pelos demais participantes na reunião de negócios na empresa japonesa de 'surubeira-san', o que não lhe pareceu muito bom, mas tudo era uma questão de pronúncia e, tratando-se de negócios, não seria bom discutir o assunto. Lembrei-me desse acontecimento ao ver a notícia que a famosa casa de leilões Sotheby's, que atua no mundo todo, decidiu, para operar na China, traduzir seu nome como 'Sufubi', com som semelhante ao original, mas mais fácil de pronunciar pelos chineses. E não é que encontrou, na província de Sichuan, uma empresa de leilões chinesa, a 'Sichuan Sufibi', que se apropriou do nome, em mandarim, da conhecida casa de leilões londrina. Após árdua batalha judicial, a casa londrina obteve ganho de causa, que condenou a empresa chinesa por violação de propriedade intelectual e concorrência desleal, devendo indenizar a Sotheby's em 15.000 dólares, pagar os custos do julgamento e publicar um pedido de desculpas no jornal local Guangming Daily. Como se vê, as regras de propriedade industrial/intelectual já estão sendo acatadas pela China."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 14/2/2008

"Na segunda-feira, os índios terenas da aldeia Córrego Seco novamente invadiram a Fazenda Santa Bárbara, em Aquidauana (MS), de propriedade do Dr. Tales Castelo Branco. Infelizmente, trata-se de mais um retrato de como as coisas estão sendo feitas no Brasil. Depois que parte de sua propriedade havia sido administrativamente demarcada como se fosse ocupada tradicionalmente pelos terenas, o Dr. Tales Castelo Branco conseguiu uma tutela antecipada, com a qual o Juiz da 4ª Vara Federal de Campo Grande (MS), Dr. Pedro Pereira dos Santos, determinou o cancelamento do registro do decreto expropriatório feito na matrícula do bem. Com isso, o Dr. Tales tranqüilizou-se, pois a Funai estava e ainda está impossibilitada de transferir a posse do imóvel aos terenas. Ocorre que, no mês de janeiro, funcionários da Funai, utilizando um caminhão que quebrou no interior da Fazenda Santa Bárbara, conduziram os índios para que eles invadissem o imóvel. O Dr. Tales, então, conseguiu uma nova decisão judicial, por meio da qual se fixou multa à Funai de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) por invasão. Não contentes, entretanto, e crendo que estão acima das leis que regem o país, os índios terenas invadiram a fazenda, outra vez com o auxílio explícito dos funcionários da Funai; mas agora com o intuito de lá permanecer. Agindo em flagrante desrespeito à decisão judicial, os índios e os servidores da Funai alegam que estão pressionando o Poder Judiciário. Veremos até que ponto eles têm razão, uma vez que há um requerimento para que a desocupação da Fazenda Santa Bárbara seja feita por forças policiais."

Tiago Bana Franco - advogado - 14/2/2008

"Hahahaha! Simplesmente sensacional: (Migalhas 1.837 -14/2/08 – "Direto da Redação"). Vocês estão se superando, tanto na qualidade das notícias, quanto no bom-humor. Parabéns!"

Carlos Alberto R. de Vasconcelos - advogado, escritório Andrade e Fichtner Advogados - 15/2/2008

"Senhor Diretor de Migalhas, de acordo com a nota: (Migalhas 1.837 -14/2/08 – "Direto da Redação"), aliás, bem redigida, sintetizada e  humorada, entendo que esse jornal virtual é o exemplo do que deveria ser o governo.  Não tolerar jamais dos governantes os pecados da cobiça e da gula. Parabéns."    

Wenceslau Teixeira Madeira – escritório Sacha Calmon - Misabel Derzi, Consultores e Advogados - 15/2/2008

"Sr. Diretor. Tenho visto nesses dias a figura da jornalista Lucia Hippolito, comentadora da CBN e Globo, discursando para, o que parecem, pessoas numa ponte, ouvindo-a, embora pareça-me mais que há colocação de imagens sobrepostas. Ouvi, hoje, a artista Letícia Sabatella falando sobre o Rio São Francisco, no Congresso. A minha velha experiência alerta-me: ambas serão candidatas a cargos políticos, e as atitudes são uma prévia das candidaturas. Bem, todos têm direitos de ser.  Só que a prática é vetusta e difícil de enganar pessoas experientes, embora o povão sempre queira ser enganado. Atenciosamente."

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 15/2/2008

"O aeroporto de Heathrow, o maior de Londres, passou a utilizar, nesta quarta-feira, um sistema-piloto inédito, com a empresa aérea Emirates, que visa diminuir significativamente, senão impedir o número de malas perdidas. O aeroporto vai instalar pequenos 'microchips', do tamanho da cabeça de um alfinete, nas etiquetas das bagagens despachadas para Dubai, nos Emirados Árabes, que funcionarão como antenas (que são emissores de rádio), que permitirão a localização imediata de cada mala perdida. Isso não impede que a mala se perca, mas a empresa aérea saberá, imediatamente, onde foi parar a mala perdida. Talvez esse sistema possa ser implantado, também, no Rio de Janeiro, para solucionar o problema das balas perdidas, com a implantação desses pequenos chips, do tamanho da cabeça de um alfinete, nas pontas das balas, seja da polícia, seja dos traficantes e demais delinqüentes. A polícia, habituada a negociar com o tráfico, poderia fechar mais esse acordo, extremamente benéfico para todos, inclusive para isentar os inocentes no caso de balas perdidas que atingem pessoas que nada tem a ver com os embates pelo controle das bocas-de-fumo nos morros cariocas. Já aconteceu de uma autoridade do Rio de Janeiro, bastante sensível ao problema, afirmar que a bala que atinge um inocente não é uma bala perdida, já que foi encontrada. Sim, é certo, mas não se sabe a origem, o que ficaria esclarecido pelo uso dos 'microchips', sem os desnecessários desgastes políticos, seja para os traficantes e seus negócios, seja para as autoridades. Ah! Quanto às malas perdidas no Brasil? Seria bom também. É que aqui em nosso país, tanto se perdem malas, quanto balas e a gente acaba se confundindo."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 15/2/2008

"Sou de uma geração que lia desde criança e que, talvez por isso, continua lendo muito, até hoje, com prazer. Aos 11 anos, mais ou menos, ganhei a coleção completa dos livros de Paulo Setúbal e li todos. Guardo todos, até hoje, inclusive 'As maluquices do Imperador', o que mais gostei. Hoje, quando olho aquela coleção em minha estante, fico me perguntando como é que uma família de um escritor se tornou dona do mais próspero banco do país, enquanto a minha continuou cliente do banco... e leitora. Mas, deixa pra lá. Já naquela época, impressionavam-me as palavras. Como lia de tudo, lia também os recortes com avisos de publicações de despachos nas ações judiciais cujos processos meu pai, advogado, levava para casa, para neles trabalhar. Lembro-me que gostava muito do termo 'alimentante inadimplente', achava sonoro como um título nobiliárquico e pensava um dia ser um alimentante inadimplente, expectativa que, no entanto, vi frustrada na minha vida adulta. Outro recorte que muito me impressionou se referia a meu pai e dizia algo como: 'diga o impetrante Dr. Sebastião Silveira'. Pai exigente e rigoroso, acreditei, à época, ser esse o significado da palavra 'impetrante', qualidade também notada pelo MM. Juiz. E querendo ser como meu pai, um impetrante, talvez por isso enveredei pela profissão de advogado. Hoje, afinal, sou também um impetrante. E lá, naquela época, todo mundo, ao menos era o que eu pensava, assinava uma coisa chamada 'Círculo do Livro' que, de quando em quando, entregava na casa dos assinantes um livro para leitura da família. Li muitos dessa forma, até que um dia chegou o Brigue Flibusteiro, de Virgílio Várzea. Aí foi demais: Brigue Flibusteiro? Confesso que esse eu deixei de lado, por muito tempo, até que um dia, passada a preguiça, descobri que Brigue Flibusteiro significava, nada mais, nada menos que navio pirata, quando tive coragem de ler o livro, gostosamente. E daí fico pensando na celeuma acerca do estudo no Brasil, nos dias de hoje, em especial ao que toca ao Exame de Ordem. E fico pensando nos jovens de hoje, desacostumados à leitura, gente de poucas letras'grandes', não importando sua qualidade, jovens que alcançam a maioridade às vezes jejunos de qualquer tipo de literatura, aos quais o simples ato de ler cansa e desinteressa. Como fazer, por exemplo, diante do 'mini' código que acabo de receber da RT – Revista dos Tribunais, que traz, em papel bíblia, em 1542 páginas, nada menos que 3 códigos (Tributário Nacional, Comercial e Civil), Legislação Tributária e Empresarial e a Constituição Federal? Como deglutir, principalmente para quem não leu o Brigue Flibusteiro, que o art. n°. 457 do Código Comercial em vigor, estabelece que 'somente podem gozar das prerrogativas e favores concedidos a embarcações brasileiras, as que verdadeiramente pertencerem a súditos do Império', isso sob o título 'Comércio Marítimo' que, como sabem os que cursaram as Arcadas, é o comércio que por mar se faz e assim se lho chamam? Como se interessar, nesse mundo de internet e viagens espaciais, pelo art. n°. 741 e seguintes do Código Comercial, que trata das 'Arribadas forçadas', que não serão justificadas se a falta de víveres ou de aguada proceder, por exemplo, de haver-se perdido e estragado por má arrumação ou descuido, ou porque o capitão vendesse alguma parte dos mesmos víveres ou aguada? E a ação de dano infecto? Terá algo a ver com a dengue e o Aedes Aegypti? Por que se pergunta isso no Exame de Ordem e não na graduação para medicina? Enfim, a discussão sobre o cabimento ou não do Exame de Ordem, que é onde queria chegar, é totalmente despicienda, já que, na verdade, praticamente nenhum estudante dos dias de hoje está apto a enfrentar a profissão de advogado, pelo simples motivo de que não está habituado a ler. Não leu por toda sua vida, não pode absorver os livros dos cursos que freqüentou (todos resumidos nas famigeradas apostilas) e não tem condições de enfrentar os Códigos, todos 'grandes', com muitas páginas, muitas palavras, todas difíceis de entender. É claro que há exceções. Há os que estudam à margem do sistema de ensino, há os que se interessam apesar das gracinhas decorativas dos profissionais dos preparatórios, que vão além dos cursinhos que pretendem resumir tudo ao que 'acham que vai cair', os que realmente se interessam pela cultura e pela profissão. E sabe o que mais? Às vezes são esses, exatamente esses que soçobram nas 'pegadinhas' cuidadosamente elaboradas nos exames, que não visam apurar capacitações, mas frear a multidão."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 15/2/2008

"(Migalhas 1.833 - 8/2/08 - " Migas 1" - clique aquiSabem por quê ? Porque, além dos seus eventuais e discutíveis argumentos de natureza jurídica, Sílvio Santos pertence a uma casta, cujo 'lobby' exerce grande influência. Outrossim, quem já não viu Sílvio Santos, nos seus programas de televisão, fazendo gracinha, piadinha e pouco caso de pessoas humildes e ingênuas, as mesmas que abastecem seus cofres através do tal 'Baú da Felicidade'? Quem já não viu Sílvio Santos e os diversos programas do seu SBT fazendo imitações e paródias de artistas famosos, políticos e profissionais das mais variadas áreas de atividades? Quem já não viu Sílvio Santos e os diversos programas do seu SBT expondo e explorando imagens de terceiros? É altamente improvável que, em todas essas situações, Sílvio Santos e o seu SBT tenham obtido autorização de quem de direito e efetuado o pagamento dos respectivos 'royalties', até porque inexiste expressa exigência legal. Todavia, quando se trata de fazer imitações e paródias de Sílvio Santos e/ou dos diversos programas do seu SBT, a coisa muda de figura. É onde entra em cena o poder da casta antes referida, que sempre conta com um assustado juiz de plantão, para atender seus pleitos. Nada escapa desse 'lobby' e quem se atreve a enfrentá-lo, mesmo coberto de razão, corre enorme risco de sair perdedor de uma batalha judicial e de sofrer represálias extrajudiciais. Por isso, Tom Cavalcante que se cuide, se quiser preservar seu espaço no cenário artístico."

Romeu A. L. Prisco - 16/2/2008

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