quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Anencefalia diante dos tribunais

de 25/7/2004 a 31/7/2004

"Já manifestei minha opinião sobre a interferência espúria da Igreja sobre o assunto em análise, mas não posso ficar calado diante da hipocrisia manifestada pelo sacerdote católico Hector Velarde; será que ele esqueceu ou não tem ciência de que no passado a Santa Igreja, através de seus mandatários mandou matar milhares de pessoas diante do Tribunal da Inquisição? Será que isto foi esquecido? O discurso do sacerdote teria cabimento durante os anos da ditadura católica que durou 900 anos e ainda encontram-se resquícios destas desventuras. A Igreja está ao lado de Hitler, Stalin e dos americanos quando estes soltaram duas bombas atômicas no Japão matando milhares de pessoas. Jamais poderemos esquecer e a história aí está para registrar tais mortandades. E agora a Igreja vem insurgir-se contra um aborto de uma criança sem vida!!! Em nome de Cristo os mandatários da Igreja matavam num Tribunal de exceção e agora tentam tapar o sol com a peneira. Somente porque Galileu afirmou que a Terra não era o centro do Sistema Solar foi considerado herege. Este posicionamento da Igreja é uma vergonha."

Gildo José Maria Sobrinho - Carrilho & Cafareli Consultoria e Planejamento - 26/7/2004

"Penso que apesar das doutas opiniões sobre o tema, a liberação geral da prática do aborto nos casos diagnosticados de anencefalia do feto, sem a devida autorização judicial, pode trazer conseqüências danosas ao tecido social. Como já defendido em artigo publicado em Migalhas, continuo defendendo e rezando para que as consciências humanas se sensibilizem em direção ao razoável, ao equilíbrio, buscando uma relação de harmonia entre os homens, construindo uma ponte entre a filosofia, o direito, a moral, a ética, a ciência e a religião. O homem não pode brincar de Deus, a vida é um Dom Divino, se pertence a Ele o sopro da existência, só essa mesma energia cósmica, pode inspirá-la, no dia em que tivermos que voltar à Casa do Pai! Eutanásia Doutrina médico-jurídica alvo de controvérsia em muitos países, a eutanásia é uma questão das mais polêmicas no que se refere ao tratamento de doentes terminais sujeitos a dores incontroláveis ou que se mantêm vivos artificialmente, sem atividade cerebral. O termo eutanásia designa a prática pela qual se abrevia, deliberadamente e sem sofrimento, a vida de uma pessoa acometida de enfermidade dolorosa e sem esperança de cura, por decisão do próprio paciente ou seus parentes. Pode-se afirmar, sem maiores riscos, que a eutanásia é prática tão antiga quanto a vida em sociedade. Desde tempos imemoriais ela vem sendo utilizada em comunidades tão distintas quanto a dos esquimós do Alasca e dos índios brasileiros. Na Grécia antiga, a “morte serena” era advogada tanto por Platão quanto por Sócrates, que já se ocupavam das implicações morais da eutanásia. Na atualidade, ela é prática aceita em alguns países, enquanto que em outros países é virtualmente equiparada ao homicídio. Subjacente a isto está um problema ético: “a vida é a última coisa que o homem deseja perder e o direito à vida é universalmente reconhecido.” Argumento análogo pode ser usado pelos partidários da eutanásia: “o direito à liberdade inclui o direito de decidir sobre a própria vida entre uma lenta e dolorosa agonia.” Não obstante essa milenar prática, e ainda a quantidade de obras escritas sobre eutanásia, seja em seu favor seja em oposição a ela, nunca se encontrou uma fórmula interpretativa conciliatória sobre o tema junto à comunidade jurídica, filosófica ou mesmo médica. Enfim, é uma questão muito polêmica e complexa, que infelizmente ou felizmente está longe de encontrar um consenso. Nos anos que virão, a admissão e seus limites serão certamente debatidos, ainda com maior profundidade por juristas, teólogos, filósofos e médicos. Por outro lado, quando se cogita de temas tão controvertidos, feito o presente, nenhum dos argumentos que se advogue, pode ser vitorioso, frente as lições da Doutrina Divina, de que: A vida é um dom divino, e assim sendo, só a Deus compete os seus mistérios e desígnios!"

Cleanto Farina Weidlich – advogado e professor em Carazinho/RS - 27/7/2004

"Segundo dados da Justiça Eleitoral, existem, no Brasil, 53 milhões de anencéfalos... Urge, pois, rigorosas mudanças nessa nossa legislação!"

Mauricio Alves - 29/7/2004

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