Ato falho

22/4/2008
Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP

"Sr. diretor de Migalhas, deparo-me freqüentemente com opiniões do migalheiro Wilson Silveira, lúcidas, inteligentes (Migalhas dos leitores - "Ato falho" - clique aqui); procurando atingir objetivos nitidamente políticos, mas 'data venia' nem sempre posso concordar com suas opiniões, tais como a acima, quando diz de ato produzido pelos mecanismos de um desejo inconsciente, analisando uma simples palavra produzida por Dilma: comício. Pelo fato de ter advogado no crime, investi em estudo da Psiquiatria, principalmente estudando os psiquiatras franceses, Henry Ey, P. Bernard e C. Brisset, estudando sua obra, Manuel de Psyquiatrie e deparei-me com a imensa dificuldade deles em analisar, pesquisar a mente humana. Como chegar, pois, à simples conclusão, deparando-se com uma simples palavra 'comício' que na sua origem etimológica queria dizer não somente aquilo dito por Aurélio; mas também: ajuntamento (reunião de povo (Livio), a boca, instrumento da expressão dos pensamentos (Apuleius-filósofo) e lugar dos suplícios (Plinio). Isto afirmo pesquisando somente um Dicionário, o Latino-portuguez do Santo Saraiva. Pesquisando, poderei encontrar muitas outras conclusões. Além disso, não sei qual o grau de cultura lingüística da Ministra Dilma. O que ela entende por 'comício' para atrever entranhar-me no seu subconsciente. Mesmo que o migalheiro Wilson, seja médico psiquiatra, eu poria em dúvida sua interpretação. Certa vez, no fórum, um Promotor contestou-me quanto à higidez mental de um réu, meu cliente. Perguntei então se era médico-psiquiatra? E disse-lhe que, mesmo que fosse, (que não era, diga-se de passagem) eu contestaria sua versão, haja vista que a Psiquiatria ainda caminha nos primórdios do estudo da mente. Ele alegara que meu cliente não era portador de higidez mental, embora 4 (quatro) Peritos houvessem atestado que sim. Mas não é de estranhar, porque no Rio de Janeiro, juízes também não acolheram a minha tese, condenando o réu a 9 (nove) anos de prisão, num delito inexistente, que nem tentativa fora, pois a polícia o esperava, por ser paulista, discriminação odiosa. Em meu livro 'A Justiça Não Só Tarda... Mas Também Falha', eu cito o absurdo evento. Atenciosamente,"

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