segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

UNASUL

de 25/5/2008 a 31/5/2008

"Magnífico editor, UNASUL nada mais é do que o novo nome do que vem sendo tramado pela esquerda, desde 1990, quando foi criado o Foro de São Paulo pelo Presidente Lula e o Ditador Fidel (Migalhas 1.903 - 26/5/08 - "Unisal" - clique aqui). Naquela ocasião, essa união deveria chamar-se União das Republicas Socialistas da América Latina – URSAL. Temos, portanto, somente um novo nome, mais disfarçado é claro, mas isto já estava previsto. Para quem não se lembra, o Foro de São Paulo é um organismo que foi criado pelo Lula e Fidel, de que fazem parte as FARC, o PT, o ELN e outras entidades fora da lei compostas por terroristas da América Latina. Tenho certeza que a 'companheira' Dilma e o 'companheiro' Minc (aliás, Carlos Minc Baumfeld ('Jair', 'Jose', Ou 'Orlando' como era conhecido na organização VAR-Palmares onde trabalhava sob as ordens de Dilma), poderão dar maiores informações sobre o assunto. Receba um forte abraço do,"

P. Xisto - 26/5/2008

"Parece ter razão o Migalheiro P. Xisto quando afirma que Unasul não passa da recriação da Ursal, a União das Repúblicas Socialistas da América Latina, preconizada pelo Foro de São Paulo desde os idos de 1993, como se pode ver da seqüência da movimentação abaixo do tal Foro, criado pelo presidente Lula: 

'"O Socialismo Petista é parte da resolução aprovada no 7º Encontro Nacional, ocorrido entre 31 de maio e 3 junho de 1990, no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, e reafirmado no 2º Congresso, realizado em Belo Horizonte, entre 24 e 28 de novembro de 1999” (Epígrafe do documento O Socialismo Petista)'

'"Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política" (Luiz Inácio Lula da Silva, Foro de São Paulo, 2005)'

'A Internacional do Socialismo Petista se constituiu em julho de 1990. No momento em que desmoronou o socialismo soviético, o Partido dos Trabalhadores, PT, do Brasil, convocou em São Paulo o I Encontro. Nele se fizeram presentes os representantes de 48 partidos, organizações latino-americanas e do Caribe das mais diversas correntes do pensamento esquerdista. Socialistas, comunistas, marxistas, marxista-leninistas, nacional-socialistas stalinistas e maoístas encontraram uma tábua de salvação: o Foro de São Paulo (FSP). A proposta principal foi discutir uma "alternativa popular e democrática” (leia-se socialismo) ao neoliberalismo.

Naquele primeiro encontro a crise do modelo socialista soviético foi avaliada. As estratégias revolucionárias da esquerda latino-americana e do Caribe foram revistas. Além da luta pela renovação do pensamento esquerdista e do socialismo, também foram lançadas as bases para o avanço das propostas de uma unidade de ação das organizações antineoliberais na "luta antiimperialista e popular" por uma "sociedade justa", "livre" e "soberana", a exemplo de Cuba, da "República Popular" da China e da "República Popular Democrática" da Coréia do Norte.

No FSP foram definidas as bases de um novo conceito da unidade e da Integração Latino-Americana e do Caribe. Também se firmou o compromisso de solidariedade ativa, entre outros, com a Revolução Socialista Cubana.

No México, durante II o Encontro, o nome do Foro de São Paulo foi ratificado; estendeu-se a participação de organizações e partidos políticos do Canadá, dos Estados Unidos e da Europa. "Proletários de todos os países, uni-vos!".

Em 1992, no III Encontro, em Manágua, capital Nicarágua, foi confirmada a abertura de "novas formas de luta contra o neoliberalismo". Nesta ocasião o debate se concentrou em torno do "projeto alternativo" da esquerda latino-americana e das novas formas de integração dos povos da região. Concluiu-se que o capitalismo neoliberal havia agravado a situação da América Latina e que sua "perversidade estrutural" era a causa única de todas as dificuldades enfrentadas para consolidar as instituições políticas. O Totalitarismo Socialista gerado pela Revolução Cubana é um exemplo a ser seguido; já o "capitalismo neoliberal" precisa ser exterminado a qualquer custo, sob pena de um "fortalecimento do autoritarismo".

No IV Encontro, Havana (1993), o FSP reafirmou a condenação do "bloqueio" (embargo) contra Cuba. Ratificou também o compromisso para continuar com a luta pela integração total e incondicional da Comunidade Latino-americana e do Caribe de Nações para o estabelecimento da União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL). Da mesma maneira que ficou constatada a ascensão da "mobilização social dos povos", ficou ressaltada a necessidade de reconhecer e incorporar no pensamento programático a pluralidade étnica e cultural dos países, e a importância de lutar pela igualdade de gênero.

O V Encontro, realizado em Montevidéu (1995), registrou o aumento, a diversificação e o desenvolvimento das "lutas populares", expressado através de greves, protestos, manifestações e bloqueio de estradas. Foi analisada, de maneira especial, a rebelião em Chiapas (sob direção do Exército Zapatista de Liberação Nacional, marxista-leninista, integrante do FSP) e caracterizada como uma "nova forma de expressão da luta pela democracia e o poder popular".

Nesse mesmo sentido, para demonstrar sua solidariedade à Marcha do EZLN a Cidade do México (24/2/2001), o Grupo de Trabalho (GT) do FSP - contando com a "solidariedade ativa" da União Revolucionária Nacional Guerrilheira (URNG) da Guatemala, da Frente Sandinista de Liberação Nacional (FSLN) e da Frente Farabundo Martí para a Liberação Nacional (FMLN) - emitiu uma declaração para que o governo de Vicente Fox desse as garantias necessárias à marcha do EZLN; O Partido Comunista de Cuba e o Partido dos Trabalhadores de Brasil manifestaram a importância de que se aprove a lei de direitos indígenas no México.

O "capitalismo neoliberal" foi condenado novamente pelo tribunal revolucionário do FSP em El Salvador (1996), no VI Encontro. Desta vez restou comprovado que ele havia aumentado: "as contradições e conflitos entre o desenvolvimento econômico e a conservação do meio-ambiente", "a concentração da riqueza" e "a desigualdade no desenvolvimento técnico-científico na humanidade".

No VII Encontro realizado em 1997, Porto Alegre, Brasil, confirmaram a tendência de ascensão das lutas sociais. Neste encontro o FSP resolveu estabelecer mecanismos de coordenação e da discussão permanente com o propósito de contribuir com a esquerda latino-americana e caribenha liderando as "soluções políticas, econômicas e sociais alternativas" ao neoliberalismo (logicamente, o socialismo) e a globalização liberal. Reforçou a solidariedade à integração em "benefício dos povos" e no desenvolvimento com "justiça social e harmonia com a natureza".

O Encontro seguinte, o VIII, realizado no México, em 1998, refletiu o "crescente apoio dos povos das esquerdas e dos progressistas", a causa da "crise do modelo neoliberal" iniciado na Ásia, nos países chamados os "dragões do Pacífico", crise que "golpeou parte do mundo europeu e da América Latina, em particular o México, o Brasil e a Argentina".

Para os integrantes do FSP ficou mais evidente que a "crise neoliberal", que "apenas começava a sair à superfície", propiciava a busca de "saídas alternativas" (socialistas) que poderiam ser implementadas pela esquerda. Considerou-se que "não há nenhuma democracia sem política, sem partidos, sem sindicatos e movimentos sociais organizados".

Durante IX Encontro, em 2000, novamente em Manágua, o décimo aniversário do FSP foi comemorado e a reafirmou-se a "colaboração na luta dos povos latino-americanos e do caribe".

Em dezembro de 2001, novamente em Havana, logo após os ataques terroristas às Torres Gêmeas, aconteceu o X Encontro do FSP. A nova política militar dos Estados Unidos de "guerra preventiva" foi considerada "intolerante", "racista", "xenofóbica", "criminosa" e "genocida". O banimento do partido nacional-socialista Baath e a derrubada do regime totalitário iraquiano não foram vistos com bons olhos pelos membros FSP.

O XI Encontro feito Antigua, na Guatemala (2002), caracterizou a ordem internacional como injusta e de alto risco, já que o governo dos Estados Unidos com sua "unipolaridade militar" - embora a mídia tenha noticiado sobre a coalizão de 45 países que apoiavam a ação militar contra o Iraque - havia "colocado o mundo em guerra".

Debateram também as novas perspectivas abertas e o momento histórico favorável para a integração latino-americana e do caribe e a implantação de "um modelo alternativo" (como não poderia deixar de ser... o socialismo). Com a eleição de Lula, presidente de honra e membro fundador do FSP, a expectativa do "acesso" (aparelhamento) ao Estado Brasileiro definiu a luta pela "democracia" e a "unidade do povo como um projeto estratégico do FSP".

O XII Encontro foi realizado em São Paulo (2005), a 15 anos de sua fundação. Os balanços políticos, ano após ano, mostraram a crescente influência dos partidos do Foro de São Paulo na América Latina. Conclusão: as lutas deram frutos e ocorreu uma reconstrução política e social na América Latina e no Caribe, debilitando grandemente as "forças de direita".

O documento base do XIII Encontro foi esboçado por uma comissão designada pelo GT do Foro de São Paulo. As seguintes organizações integraram esta comissão: o Partido dos Trabalhadores (Brasil), o Movimiento V República (Venezuela), a Frente Farabundo Martí (El Salvador) e o Partido da Revolucão Democrática (México).

Neste encontro, realizado em San Salvador, janeiro de 2007, a análise histórica da evolução do FSP concluiu que estamos presenciando "um novo período histórico". Na nova realidade política regional as forças esquerdistas e socialistas devem atuar na ofensiva para aprofundar a "luta democrática". Foi feito um balanço dos grandes avanços dos FSP na região e um dos pontos do debate analisou se estes avanços poderão lançar as bases para a construção do Socialismo do Século XXI.

Ficou evidente que o FSP deve contribuir para: 1 - impedir que as forças da direita e do "imperialismo" recuperem o controle político quase que totalmente perdido na região; 2 - defender os processos de "democracia revolucionária" em marcha; 3 - empregar toda sua força internacionalista e solidária com Cuba, os governos "democráticos" da esquerda e a "luta dos povos".

No final do XIII Encontro foram emitidas 19 (dezenove) resoluções. Os seguintes países foram objetos de resoluções: El Salvador, Cuba, Porto Rico, Colômbia, Chile, Iraque, China, Guatemala e México. A sexta resolução pediu a desativação das bases militares dos EUA em todo o mundo e a dissolução da OTAN.

Leia a íntegra dos documentos do XIII Encontro do FSP:

http://forosaopaulo.fmln.org.sv/docs.htm

Revista MUNDOREAL: Leitura indispensável para a compreensão do Foro de São Paulo.

http://www.dcomercio.com.br/especiais/mundo_real/indice.htm

Referências:

http://forosaopaulo.fmln.org.sv

http://www.farcep.org

http://www.ezln.org

http://www.forosaopaulo.org

http://www.pt.org.br'

Na verdade, a UNASUL, ou URSAL, já era um projeto político acalentado desde há muito, desde a primeira reunião do Foro de São Paulo, que se daria aos poucos, primeiro com a ampliação do Mercosul, depois com a ALBA - Comunidade Sul-americana de Nações, até que se chegasse ao objetivo final, classificado por Marco Aurélio Garcia, Secretário do Foro de São Paulo: 'Criar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu'. Tudo isso, como previa Lula em 2005, em discurso no mesmo Foro: 'sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem...'. E ninguém está entendendo, nem o próprio Lula, que não será ele, mas Chávez o líder dessa 'nova onda que se levanta em nossa América', tese defendida no XII Congresso do Partido Comunista Venezuelano que, em conjunto com as FARC, hipotecou apoio incondicional a Hugo Chávez, assim como antes fizeram com relação à reeleição de Lula e às eleições no Peru, Bolívia, e México e, também, com o retorno do sandinista Daniel Ortega na Nicarágua."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 27/5/2008

"(Migalhas 1.903 - 26/5/08 - "Unasul" - clique aqui) Chamem a CIA, chamem o FBI, uma nova revolução bolchevique se aproxima! Escondam-se todos em suas casas, guardem seus bens, protejam suas propriedades um espectro ronda a América do Sul, o espectro do Comunismo. James Monroe tremendo em sua tumba. Estátuas de Chavéz na Praça da Sé e de Lula no Corcovado. Sinceramente, em pleno Século XXI, num mundo extremamente globalizado, quase 20 anos depois da queda do muro de Berlim, achar que a UNASUL é um protótipo de União Soviética Latina é um devaneio tão grande que chega às raias do absurdo. Ora meus amigos, com a devida vênia, poucas vezes vi uma hipótese tão absurda ser levantada nas páginas deste poderoso rotativo. O caminho da integração regional é dos mais válidos e há muito a América do Sul deveria buscá-lo com passos mais largos do que o incipiente Mercosul. Não temos mais espaço para estes terrorismos ideológicos e muito menos para levantarmos teses de 20 anos atrás. Devemos pensar num crescimento conjunto dos países da América Latina buscando sempre a criação de nosso bloco econômico forte e com poder de barganha no mercado globalizado. Pensem nisso e, por favor, sem teoria da conspiração."

Frederico A. Masson - escritório Carvalho e Furtado Advogados - 28/5/2008

"O Brasil foi agraciado com o 'Grau de Investimento' depois das agências de risco investigarem todas as supostas tendências comunistas do governo e constatarem que Lula não faz medo a um bode; O NYT, recentemente, fez rasgados elogios à política econômica do Presidente Lula; George Soros falou há poucos dias que o Brasil estava tão bem que há uns dois anos ele vinha 'apostando' no Real e ganhou muito dinheiro; Ontem, Lula fez afagos monetários à bancada ruralista, que é composta de 'perigosos homens de esquerda'. Com tudo isso acontecendo e algumas pessoas ainda divulgando teorias conspiratórias sobre o Foro de São Paulo. É a 'importância' do que escreve o astrólogo Olavo de Carvalho levada ao extremo!"

Abílio Neto - 28/5/2008

"É, cada um acredita no que quer. Essa é uma das vantagens da democracia, não? E, cada um diz o que quer, uma outra vantagem. O que parece absurdo para uns, ou sério para outros, pode até ser engraçado para outros ainda, como para Sponholz, por exemplo,"

           

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 28/5/2008

"Greves em atividades essenciais. A cada momento em que uma categoria de trabalhadores manifesta intenção de promover movimento de greve, a sociedade sofre as conseqüências. O direito de greve é uma prerrogativa constitucional de todo trabalhador, no entanto não se pode crer que se trata de direito absoluto. Deve ser exercido dentro do que determina a legislação e sempre tendo em vista a preservação dos interesses da sociedade que não pode ser penalizada. A utilização do direito de greve de forma indiscriminada poderá levar a descrédito deste importante instrumento de luta. Caso se queira eliminar o risca da desmoralização da greve pelo uso indiscriminado, o principio adequado é o da greve como direito de uso moderado. Não obstante ser o direito de greve um instrumento legitimo, posto a disposição do trabalhador para que talvez até como último recurso obtenha a satisfação dos seus direitos, não se pode admitir que os interesses de uma categoria ou classe de trabalhadores sejam sobrepostos aos interesses de toda uma parcela da sociedade. No Brasil as legislações mais recentes têm enfrentado o tema, e na medida em que o tempo passa e a sociedade se transforma, é possível perceber que o entendimento de serviços essências para o Estado e para a sociedade vem sofrendo modificações necessárias. Na verdade são adaptações ao avanço natural da sociedade. A greve é um direito, mas não constitui um direito absoluto dos trabalhadores. Por isso no confronto com outros direitos, deve sofrer restrições impostas pela necessidade de serem preservados os superdireitos. Deste modo, a limitação ao direito de greve em serviços essenciais ou atividades de interesse público se revela através de outros direitos dispostos no ordenamento jurídico nacional."

Carlos Augusto Santos N. Martins - acadêmico de Direito - 29/5/2008

"Não creio, caro migalheiro Abílio Neto, que interesse às agências de risco, para agraciarem um país com o 'Grau de Investimento', a ideologia reinante, até porque o mesmo foi concedido recentemente à China e não consta que tenha aquele país renunciado às suas convicções político-ideológicas. Por outro lado, teorias conspiratórias, às vezes, podem ser questão de opinião, ou de boa memória ou, até, de bons arquivos. Vejamos. O foro de São Paulo conta, entre seus associados mais destacados, as FARC. As FARC são, notoriamente, uma organização guerrilheira que se serve de seqüestros e do narcotráfico. Produzem e vendem drogas. Seqüestram e matam civis. Até aí tudo bem? Em outras palavras, as FARC são uma organização terrorista. Muito forte? Bem, então, como vamos chamar uma organização que seqüestra civis, mantém seus seqüestrados por anos nas selvas, mata-os, achaca o povo com a cobrança do que chama de imposto de guerra e mata quem não paga, produz drogas e mata os concorrentes, distribui drogas em todo o mundo e se associa ao crime organizado em todas as partes do planeta, principalmente na América Latina, inclusive no Brasil? Organização terrorista está de bom tamanho? Bem, então porque nosso presidente continua a fazer parte do Foro de São Paulo, que inclui as FARC? E mais, por que o governo brasileiro resiste, terminantemente, a considerar as FARC como organização terrorista? A polícia brasileira tem pleno conhecimento das ligações das FARC com o crime organizado no Brasil. Aqui entra a história dos bons arquivos. É só clicar, por exemplo, abaixo

Elo forte entre as Farc e os homens do CV – clique aqui.

O Dia (9/4/06)


Delegado afirma que preso foi treinado pelas Farc – clique aqui.

Agência Câmara (22/9/05)

Treze membros da liderança do PCC são presos na Baixada – clique aqui.

Diário do Litoral (2/8/05)


Conflito na Colômbia é foco de insegurança para o resto da América Latina – clique aqui.

UOL Notícias/AFP (3/8/05)


Farc ensina seqüestro a PCC e CV, afirma juiz – clique aqui.

Agência Estado (3/7/05)


Farc dizem que governo Colombiano manipulou boa-fé francesa – clique aqui.

PC do B, Diário Vermelho (31/7/03)

Daí, vem a parte da memória, pois que não são todos os brasileiros os de pouca ou nenhuma memória. Quando Lula foi reeleito recebeu longa carta das FARC, saudando sua vitória e pedindo apoio à sua causa, carta essa assinada pelo companheiro Raul Reyes, o que, talvez explique a relutância do governo brasileiro, não obstante saber que as FARC têm ingerência no crime organizado no Brasil, assim como no tráfico de drogas, em condenar um 'colega' do Foro de São Paulo. O Ministro Celso Amorim até defende o diálogo do governo com as FARC 'por motivos humanitários', como explica. Já tivemos um Ministro da Defesa que classificava as FARC como organização terrorista. Era José Viegas Filho. Mas, obviamente, não estava 'alinhado' com o nosso governo e com os ditames do Foro de São Paulo. E, muito menos ainda, com Marco Aurélio Garcia, secretário do Foro e do governo Lula, para quem as FARC são 'um movimento de oposição absolutamente legítimo'. Recentemente, ao serem abertos os note books de Raul Reyes, lá estava uma troca de mensagens entre os membros das FARC a respeito da esperada proteção para evitar a prisão, no Brasil, de seu 'embaixador', o padre Olivério Medina, mensagens que citam nosso ministro Celso Amorim: 'A cúpula do governo com apoio de Celso Amorim estavam a par'. No caso, falava-se da ordem da captura emitida pela Interpol. O indivíduo chegou a ser preso pela Polícia Federal, mas foi solto, recebendo status de refugiado político. Perguntado sobre as FARC, na Holanda, Lula apenas disse que não vai 'dar palpite' e nem 'se meter' porque 'as FARC não são problema nosso' e 'não criam problema com o Brasil', não obstante sua polícia, a federal tenha já apresentado inúmeros relatórios em sentido diametralmente opostos. Quanto a Marco Aurélio Garcia, a ele é atribuída a lição: 'Temos que dar a impressão que somos democratas. Inicialmente, temos que aceitar certas coisas. Porém, isso não durará muito'. Foi na reunião do Foro de São Paulo, em San Salvador, há poucos dias, que os participantes, com a representação do Brasil presente, enviaram, pelo discurso final do presidente Ortega, da Nicarágua, condolências às FARC, pela morte de TIROFIJO, o comandante Marulanda, que chefiou por mais de 20 anos os seqüestros e o narcotráfico, referindo-se ao 'irmão, um lutador extraordinário, que batalhou desde longos anos...'. Então, pode ser mera teoria conspiratória, ou excesso de memória, ou essa mania de guardar papéis, ou o fato de já ter acompanhado muitas coisas no passado e já conhecer esses mesmos atores, de há muito, muito tempo mesmo. Se há quem pense que a queda do muro de Berlim, em 1989, deixou tudo para trás, tudo bem, mas o Foro de São Paulo, criado em 1990, exatamente para resgatar 'o que perdemos no leste europeu', como disse Marco Aurélio Garcia, naquela data, veio para ficar, e está ficando. E seu projeto, especificado em suas atas, tão claro quanto o de Hitler em seu Mein Kampf (editado em 1924), muito antes de tudo começar, continua a ser cumprido, 'sem que as pessoas entendessem' (Lula, no Foro de São Paulo, 2005). Mas, sempre há quem entenda, ainda que pareça ser mera teoria conspiratória."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 30/5/2008

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