quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Greve na justiça paulista

de 8/8/2004 a 14/8/2004

"Sou um advogado recém-formado que, em apenas um ano no exercício da profissão, já percebi o quão injusta é nossa justiça. Primeiro a demora, que faz com que todos percam a credibilidade. Segundo as altas custas, que fazem com que o acesso não seja tão amplo quanto o que deveria ser. E agora essa greve. É mesmo o fim!!!"

Luiz Felipe Hadlich Miguel - Advocacia Luiz Felipe e Carvalho Filho S/C - 10/8/2004

"Os "servidores" do judiciário paulista estão mesmo abusando do direito de reivindicar, eis que mal terminam uma greve e já iniciam a seguinte. Gostaria que olhassem ao redor de si para verem a realidade brasileira, em que os salários da iniciativa privada têm diminuído em vez de aumentar. A continuar assim, deveriam adotar o seguinte slogan: "estamos em greve, de novo. que se dane o povo!"."

Antonio Doarte de Souza - advogado - AASP - Associação dos Advogados de São Paulo - 10/8/2004

"Infelizmente mais uma greve no Judiciário Paulista, que nada mais é do que reflexo da Lei de (ir)Responsabilidade Fiscal, que só funciona contra os cidadãos enquanto os Três Pod(r)eres continuam gerindo suas receitas, até mesmo ganhando algum " por fora"! Que os brasileiros jamais se esqueçam do "sociólogo" que colaborou muito para deixar nossa pátria na penúria e "fez" tudo isso por nós, enquanto o atual dirigente-mor (outro incompetente) prometeu mudar e nada fez, pois, sem dúvida, está de mãos atadas com os compromissos assumidos pelas administrações anteriores, de mais de dez (10) anos de recessão e inflação maquiada, vendas de estatais que foram privatizadas em benefício de particulares que exploram o ensino público e a saúde, aos quais temos de nos socorrer para ter acesso aos fundamentais e constitucionais direitos à educação e saúde. Sem falar na falência dos órgãos públicos (principalmente o Judiciário que deveria ser exemplo, mas não tem sequer organização interna), o sucateamento das estradas e ferrovias, além, é claro, da segurança pública, esta que é um caos!!! E por aí afora ... Felizes os ignorantes... e mais ainda os que não dependem do Judiciário Paulista!!!"

Fábio Fernandes Costa Pereira Lopes - Pereira Lopes Advogados - 10/8/2004

"Com referência à greve dos funcionários do Judiciário, ninguém ainda percebeu os prejuízos que está causando para os negócios imobiliários. As certidões judiciais de inexistência de processos contra os vendedores de imóveis não podem ser apresentadas e as escrituras de compra e venda devem ser adiadas "sine die", contrariando compromissos de compra e venda com base na existência de força maior."

Cacilda Ferrante - 11/8/2004

"O migalheiro Luiz Felipe Hadlich Miguel (Migalhas 984), advogado recém formado com apenas um ano de profissão, percebeu que a Justiça é "injusta". Parabéns pela lucidez porque muitos ainda acreditam seja possível virar o jogo por mais dramático que ele se apresente. Compete também a nós, advogados, brincar com o impossível, isto é, advogar neste país... Enfim, fico com Bob Dylan: "um homem é um sucesso se pula da cama de manhã e vai dormir à noite, e nesse meio tempo faz o que gosta" . Bem-vindo a bordo, e prepare-se, vai ficar pior a cada dia, mas a cada minuto muito mais divertido, até porque andamos correndo atrás do direito e direito é aquilo que se requer e o juiz defere. Infelizmente, nada tem a ver com Justiça!"

Alexandre Thiollier, escritório Thiollier Advogados - 11/8/2004

"Os meios de comunicação, principalmente jornal e televisão, sequer se dão ao trabalho de noticiar a greve do judiciário paulista. O motivo, infelizmente para nós advogados e para aqueles desesperados que dela necessitam, é muito simples: a justiça é tão lenta e ineficiente que a sociedade já se acostumou com a sua prolongada ausência!"

Antônio Augusto Garcia Leal - advogado - Rocha e Barcellos Advogados - 12/8/2004

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