sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Briga de galo

de 1/6/2008 a 7/6/2008

"(Migalhas 1.910 - 4/6/08 - "Briga de galo" - clique aqui) Comungo com a opinião da d. magistrada, porque eu sei o que é um galo começar a cantar às 5 horas da manhã (as vezes, até antes), todo dia, a cada minuto (creio eu)... Fico com vontade de colocar um businaço na janela do dono do galo. Moro próximo ao centro da cidade e infelizmente o galo é criado às soltas no quintal da casa vizinha. Por mim, já teria feito o galo ensopado! Pasmem!"

Aparecida de Fatima Cavicchioli - 5/6/2008

"Nathalia, no seu caso, entendo que cabe Ação de Dano Infecto (Migalhas 1.911 – 5/6/08 – "Migalhas dos leitores - Briga de galo"). A Ação de Dano Infecto tem cabimento naquelas situações em que o proprietário ou possuidor de um imóvel esteja sofrendo, ou tenha justo receio de sofrer, dano ou prejuízo pelo uso nocivo (barulho excessivo, desordem, criação de animais, exalações fétidas, etc.), ou ruína, de prédio vizinho. Seu objetivo primordial é cominar pena ao proprietário do prédio vizinho, até que cesse a situação que fundamenta o pedido, ou a prestação de caução pelo dano eminente. A Ação de Dano Infecto encontra amparo no direito de vizinhança, nos artigos 1.277 e seguintes do Código Civil. O autor deverá demonstrar os danos que sofreu ou está sofrendo, bem como os riscos para sua saúde ou propriedade, normalmente valendo-se de fotos, laudos técnicos e oitiva de testemunhas. É só."

Marcelo Scigliani Martini - 5/6/2008

"Eu prefiro um cocorico

a buzina de artomóve.

Cum isso nem se comove

quem só pensa em ficá rico

A Nathalia Theodoro,

qui trabaia no quintá,

qué fazê o galo calá,

e apresenta o seu choro.

Oça aqui dona Nathalia:

O galo tomém trabáia:

é ele que acorda o sór.

Eu sei bem do que eu falo

que dinhêro vai pagá-lo

por cantar em dó maior?"

A. Cerviño - SP - 5/6/2008

"Boa tarde! Os ilustres migalheiros que reclamam da sonoridade de galos e cachorros provavelmente desconhecem a companhia canora da araponga, uma ave dotada de gogó extremamente privilegiado. Pois bem, já convivi com uma dessas aves e não houve jeito: um belo dia me mudei. Não teria coragem de alvejá-la com um badogue (nome baiano da atiradeira); além disso, imaginava seu direito de cantar 'versus' minha pontual indignação ao escutá-la. Enfim, permaneci inerte, prevaleceu o bom senso e - ao nos separarmos - grande alívio. Ah! A 'trilha sonora' de uma araponga é parecida com o estrépito de uma brutal marretada metálica. Nem o Pink Floyd - no 'darkíssimo side of the moon' - produziu algo assim..."

Elvis Kempes - Salvador/BA - 5/6/2008

"Ao ler sobre os problemas enfrentados pela migalheira Nathália e o galo do vizinho (Migalhas 1.911 – 5/6/08 – "Migalhas dos leitores - Briga de galo"), acabei por me lembrar de algo que me sucedeu num passado não muito distante. Ainda solteiro e morando na casa de meus pais, tendo chegado da faculdade de Direito, onde estudava à noite, busquei o refúgio bem vindo de minha cama, localizada no quarto nos fundos da casa. Nem bem havia dormido algumas horas quando um galo começa a cantar, acordando-me sobressaltado. Que novidade é essa agora, pensei eu, um galo em plena e pujante Santo André? Apesar da curiosidade inicial, o cantar do galo não me permitiu mais conciliar o sono, e foi com tremendo pesar que deixei a cama, por volta das 5 horas da manhã, e me preparei para cumprir um novo dia de trabalho. Cansado, cheio de olheiras, cheguei à cozinha onde minha mãe me esperava (as mães eram assim naquela época, acordavam mais cedo que os filhos), e ao ver-me tão abatido perguntou se não havia dormido bem. Ainda ecoando o canto do galo em meus ouvidos, destampei todos os impropérios que me acudiram contra o vizinho proprietário do galináceo. Qual não foi a minha surpresa quando minha mãe, com a cara amarrada, simplesmente me respondeu: o galo é meu! Entre surpreso e envergonhado, só me restou engolir rapidamente o café e buscar a solidão da rua, longe dos galos e da surda raiva de minha querida mãe!"

Reginaldo de Andrade - 6/6/2008

"(Migalhas 1.911 – 5/6/08 – "Migalhas dos leitores - Briga de galo")

Cada um cô seus pobrema

Sábio dito popular

Deixa o cão latir

Deixa o galo cantar

Latido e cocóricó

De sítio

A bem da verdade

Fazem canção na agitação

Da cidade"

Juliana Meira - Porto Alegre/RS - 6/6/2008

"Gostaria que a subscritora da migalha 'Briga de Galo'  (Migalhas 1.911 – 5/6/08 – "Migalhas dos leitores - Briga de galo")explicasse por qual razão tem vergonha de que seus clientes pensem que ela trabalha em um sítio."

Liliana Bittencourt - 6/6/2008

"Meus vizinhos e os meus bicho

Crio um galo e dez galinha

Um cachorro e dez cadela

Trepa o galo na janela

Bem no ouvido da vizinha

Viralata e as cachorrinha

Late e rosna o dia inteiro

Cocoricam do poleiro

As galinha e vão pôr ovo

Quonde acaba vem de novo

Dia o noite é o barulheiro

Se recrama os fofoqueiro

Num me importo com esse povo."

Ontõe Gago - Ipu/CE - 6/6/2008

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