domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalheiros

de 8/6/2008 a 14/6/2008

"Quando as maiores florestas do Mundo foram destruídas nos grandes centros de civilização do planeta, tudo era visto como: o homem como o Centro do Univreso, Hoje o mesmo universo pelado grita com a espreita, contínua, de tantos cupins humanos pelados de consciência.

'Alma de Cupim

Adora a existência

Contempla o natural

O espaço sideral

Inteligência da potência

Muda a paisagem

Destrói a natureza

Maltrata a beleza

Em qualquer passagem

Dialética humana

Constrói o artificial

Dizima o natural

Da fumaça que emana

A construção de desertos

Na alma impregnada

Não pode sobrar nada

Em campos abertos

Qualquer jardim

Deve ser venerado

Aplaudido e aclamado

Querendo o seu fim

Luta demente

Não tem beleza

Não tem natureza

Não tem jasmim

Jardim da humanidade

Todos têm direito

Qual foi o defeito

Todos defendiam

Todos aplaudiam

Não tem mais jardim

Não tem mais culpado

O tempo rolado

Num mundo sem fim

Corpo humano

Alma de cupim'"

Luiz Domingos de Luna - 9/6/2008

"Faculdade para Presidentes. Discurso inaugural: Direito Constitucional - o melhor amigo da escola?! A par do quadro de insuficiência cultural, sobre o conhecimento dos direitos fundamentais da maioria da população brasileira, temos o emperro da máquina judiciária. Pois há quem diga, que o crescente aumento das liberdades e dos direitos e, a cada vez maior dependência da intervenção do Poder Judiciário, para a mediação dos conflitos sociais, estão gerando muitas novas demandas e que isso explica a lentidão do sistema judiciário e o conseqüente aumento de reclamações no que diz respeito ao acesso à Justiça. Como por exemplo, afirma o professor de Direito Constitucional de UFRGS, Eduardo K. M. Carrion, em artigo publicado pelo jornal Zero Hora de fevereiro/1998, ao comentar: 'O Direito não pode almejar o monopólio da solução dos conflitos sociais'. Mas o que fazer, então, se nem a Justiça e tampouco outros meios de regulação social disponíveis são eficazes para solucionar todos os problemas? Lutar! Pois é sabido que lutar pela garantia dos direitos humanos é abrir caminhos para a construção de um mundo mais justo e solidário. E que esse é um tema que se situa no centro dos desafios da nossa época. Daí a constatação de que essa histórica luta tem dado bons resultados. Com isso entende-se que o primeiro passo para esse avanço deve ser continuar lutando, mas, principalmente, promovendo uma grande reforma cultural. Muito tem se difundido, pelos meios de comunicação acerca da convocação de voluntários para auxiliar na educação, na escola, visando a melhoria da nossa qualidade de ensino, gerando um despertar de toda a sociedade brasileira sobre a importância da educação.Pois é necessário preparar lideranças capazes de conduzir o país, rumo ao desenvolvimento e ao progresso. Acabando com a miséria e a fome, através do incentivo a educação que é o único instrumento capaz de, por si só, desenvolver as potencialidades no homem para que ele possa resgatar-se perante a pirâmide social, adquirindo respeito e auto-estima. Pretendendo com as reformas educacionais sugeridas, fazer com que se divulgue no meio social, desde o ensino básico, questionamentos capazes de conduzir uma verdadeira revolução cultural, despertando as consciências para os seguintes temas: O que somos e quais são os nossos ideais? Nação? Constituição? Essência? Natureza: Social, Política, Moral, Jurídica, Religiosa e Econômica. Conforme a Constituição Federal da Republica Federativa do Brasil, art. 5º: 'Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade', nos termos seguintes: Estamos de frente com o princípio da isonomia, que Rui Barbosa assim definia: 'Todos são iguais perante a lei e esta igualdade se desiguala na proporção em que as pessoas se desigualam entre si'. Incluindo o comentário do Mestre Rui Barbosa, ver instalada nesse país, uma Faculdade Para Presidentes, e que todas as escolas e professores desde já, tivessem em mente essa preocupação, na medida de tentar dar o bom exemplo, de ser dedicado e respeitoso para o com o aluno, dar-lhes oportunidade e incentivo, para desenvolverem neles a principal ciência: a do discernimento.

Pois o povo quer um líder genuíno!

Se não tem um, ouvem qualquer um que agarrar um microfone!

Têm tanta sede que se arrastariam pelo deserto, e se não acharem água, beberão areia.

Tivemos Presidentes muito queridos nesse país, incapazes de dizer uma frase coerente.

Gente não bebe areia porque tem sede!

Bebem areia porque não sabem qual a diferença!

(de um Presidente dos E.U.A., do filme 'Meu querido Presidente')

Nesse sentido, tendo como tema de fundo esses dignos propósitos, está passando da hora das autoridades em educação de nosso país, incluírem no currículo escolar básico, o ensino do Direito Constitucional, para que as futuras gerações possam desfrutar em termos culturais, de melhores e mais amplos horizontes, sobre os temas maiores e de desafio científico permanente, que envolvem a organização do Estado, sua divisão de poderes, existência, soberania, propósitos, finalidades, essência e até os direitos e garantias constitucionais assegurados pelo art. 5º, da CF., entre outros.

É essa a lição de Franco Motoro:

'Não basta ensinar direitos humanos.

É preciso criar uma cultura prática desses direitos.

As palavras voam.

Os escritos permanecem.

Os exemplos arrastam.

O caminho é avançar no exercício da solidariedade.'

Sendo oportuno, lembrar a lição do histórico Relatório da Comissão Internacional sobre Educação da Unesco. 'A educação deve oferecer aos jovens conhecimentos científicos e técnicos, mas deve, também, formar, dando-lhes um sentido que oriente suas ações.' Ou, ainda, retornando à lição de Einstein: 'A educação deve ajudar o jovem a crescer num espírito tal que os princípios éticos fundamentais sejam para ele como o ar que ele respira.' Todos nós sabemos que não é possível de um dia para outro eliminar as injustiças e a violência. Mas torna-se cada vez mais claro que o caminho é avançar na luta pelos Direitos Humanos e no exercício da solidariedade. Fica nesse espaço de aproximação e difusão de idéias e ideais, inaugurada através dessa mensagem, a 'Faculdade Para Presidentes', que tem como principal objetivo, o interagir de consciências e inteligências, no seio desse nosso jovem país, visando a valorização da Política, e da importância da sua compreensão e inserção no tecido social, para a salvação de todos nós. Cordiais saudações!"

Cleanto Farina Weidlich - Carazinho / RS - 9/6/2008

"A propósito do texto-poema do colega migalheiro Luiz Domingos de Luna, gostaria de trazer minha contribuição: O que é, afinal, o homem? Encimando o pórtico do Oráculo de Delfos na Antiga Grécia havia a inscrição: 'Homem, conhece-te a ti mesmo'. Conselho tão sábio quanto difícil de ser seguido. De Sócrates a Freud, passando por Aristóteles e Marx, só obtivemos respostas vagas: 'alma/intelecto', 'ser de pulsões', 'animal político', 'relações sociais'. A verdade é que procurando os confins do universo e, portanto, procurando sempre fora de nós, continuamos sem saber o que nós mesmos somos. E nem poderíamos, pois como disse o filósofo F. Nietzsche (1844-1900) no ‘Prólogo’ de sua Genealogia da Moral (1887): 'Nós, homens do conhecimento, não nos conhecemos; de nós mesmos somos desconhecidos – e não sem motivo. Nunca nos procuramos: como poderia acontecer que um dia nos encontrássemos?' Esse enorme desconhecimento acerca de nós mesmos resultou, ao longo dos milênios, numa atividade 'cega' que veio dar na alarmante situação proclamada recentemente pela ONU a respeito do futuro sombrio que se descortina para o planetinha azul. De minha parte, embora também não saiba bem o que somos nós desconfio, seriamente, que não somos uma coisa lá muito boa. Pela situação a que chegou o planeta, acho que somos algo assim como um câncer. Um câncer de pele da terra – do organismo terra. Talvez o desenvolvimento do ramo animal da vida devesse se restringir aos primatas do tipo chimpanzés, gorilas, orangotangos... Todavia, por um desses 'desequilíbrios' que fazem nascer uma árvore torta, um feto anencéfalo, uma vaca de cinco patas, etc., num dos ramos dos primatas – aquele que veio dar no chamado homo sapiens - ocorreu de a caixa craniana se tornar maior; de o tamanho do cérebro ter ido além do 'previsto'; de os neurônios, os neurotransmissores, as sinapses, etc., se sofisticassem para além dos limites 'programados', e deu no que deu: um agressivo predador de sua própria espécie, do próprio 'si mesmo' e do ecossistema que o mantêm – incluídos os animais ditos 'inferiores'. Desde seu surgimento o homem compromete tudo a sua volta: polui os rios, devasta as florestas, provoca a extinção de espécies animais e vegetais. Destrói seus semelhantes, quer individualmente, nos milhões de assassinatos que ocorrem todos os dias no planeta, quer em massa como nas guerras e, nestas, chega ao ápice da estupidez como foi o caso do holocausto – essa 'banalização do mal' na expressão da filósofa judia-alemã Hannah Arendt. Comprometeu a camada de ozônio e provocou um aquecimento anormal da Terra. Impregnou o ar com monóxido de carbono (Dá-lhes capitalismo! Dá-lhes 'progresso'!). Desenvolveu técnicas de torturas físicas e psicológicas - institucionalizadas, inclusive. Cultivou a raiva, o ódio, a lascívia. Fez do amor pornografia, necrofilia, pedofilia... Fez da vida sofrimento e do sofrimento tortura. E, como disse Santo Agostinho, 'inter faeces et urinam nascimur' (nascemos entre fezes e urina). Por tudo isso, estou fortemente inclinado a crer que o homem é um desequilíbrio, um quantum não 'programado', um desvio – um acaso, enfim. Talvez não passe mesmo de um mero câncer de pele da Terra. A idéia nem mesmo é nova, pois o já citado Nietzsche, no seu magnífico Assim falava Zaratustra, (De grandes acontecimentos) disse que 'A Terra tem uma pele e essa pele tem doenças. Uma dessas doenças, por exemplo, chama-se: homem'. Por todo o exposto, desconfio que eu e Nietzsche estamos certos... Será que estamos?"

Nelson Castelo Branco Eulálio Filho - 10/6/2008

"O Adeus Bendito do poeta Maldito

À memória do poeta José Alcides Pinto

E agora Quintana ?

O que faremos agora Baudelaire?

Com esta poesia insossa

Sobrevivente, cheia de mágoas.

Agora que a sós estamos,

Como morto-vivos

Solitariamente,

Vivenciando o drama humano poético

Agora que calou-se para sempre o  grito.

Agora que se foi para a metafísica

a ação, a concretudo do gesto

Do sacrossanto ser - o poeta maldito

que o Acaraú um dia  cedeu ao mundo

sob a ensignía-nome de José Alcides Pinto.

Partiu o estro

Como por ironia num verso frio.

Sangue derramado no negro betume

do asfalto da rua.

como uma estrofe

Do seu poema mais belo, obsceno, crítico

Serenos, lírico, ensandecido.

Estendido no meio do povo

Como um velho conhecido

Passeando, contando história

Aos que ainda têm ouvidos.

Que tola ironia!

Nosso poeta em choque

Não mais com a palavra brava, indomável.

Porém com uma motocicleta.

Morte fria. Antiestética, macabra, assassina.

Pacto celebrado desde o nascimento

Da poética alcidiana

Com o desconhecido;

Fantástico realismo

Tecnológico dos fatos.

Concretismo sentimento

sempre presente

como fogo ardente

na língua e na face

de José Alcides Pinto.

O que faremos agora Quintana?

Como ficaremos Dimas Macedo?

Agora que só nós restou

Toda a liturgia do pleno Caos

Poético-literário

Marcado pelo sangue

Ainda a escorrer no chão escuro do asfalto

em meio a multidão de curiosos

Em que nosso vate maldito

Escreveu no silêncio fatal

Do seu último instante

seu derradeiro verso.

Adeus maldito!

Até breve poeta

José Alcides Pinto.

Recomendações e lembranças

a Leminski, Garcia, Neruda, Vinícius

E todos os amigos da eterna poesia."

José Cícero - professor, escritor, pesquisador e poeta - 10/6/2008

"Arquivos Digitais de Livros. Levo ao conhecimento dos colegas migalheiros notícia de Projeto de lei de interesse de pessoas cegas. Já que transcrevo a notícia tal qual recebi, observo que a palavra 'Braille' no texto está grafada com letras minúsculas e com apenas um 'l', quando deve ser com maiúsculas e dois ‘ll’, já que refere-se ao francês Louis Braille.

'CCT do Senado (Brasil) aprova por unanimidade parecer ao projeto de lei para disponibilizar pela Internet arquivos digitais de livros

Os portadores de deficiência visual obtiveram uma vitória na quarta-feira (4/6/2008), na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática - CCT (clique aqui). Os senadores aprovaram, por unanimidade, parecer favorável do senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) ao projeto de lei do senador Flávio Arns (PT-PR) que determina ao Poder Público disponibilizar na Internet portal com arquivos digitais de livros didáticos, científicos, técnicos e literários. Para evitar problemas com direitos autorais, a proposta, que altera a Lei de Acessibilidade (Lei 10.098/00 - clique aqui), prevê apenas a liberação de obras autorizadas pelos detentores dos respectivos direitos autorais e as que já se encontram em situação de domínio público. Além disso, também ficou determinado que, para a reprodução em braile, cada usuário terá direito somente a uma única cópia, e os arquivos deverão possibilitar ainda a conversão em áudio, mediante a utilização de sintetizador de voz, ou impressão no sistema braile. Durante a votação do projeto, Flávio Arns lembrou que há cerca de 2,5 milhões de pessoas no Brasil com algum tipo de deficiência visual. A grande maioria ainda [encontra-se] excluída do acesso aos avanços que a tecnologia da informação lhes pode prover, para se qualificarem profissionalmente ou simplesmente desfrutarem do saber cultural disponível - afirmou o autor do projeto. Ao apresentar seu parecer, Antonio Carlos Júnior explicou aos parlamentares que o projeto vai melhorar a qualidade de vida dos deficientes visuais, que, antes da Internet, para terem acesso a obras literárias, dependiam de edições em braile ou da leitura dos textos por outras pessoas. Hoje, existem programas que permitem ao cego utilizar os recursos de um computador sem a ajuda de outrem. Esses programas dispõem de sintetizador de voz capaz de ler textos na Internet, além de arquivos de texto, planilhas, correio eletrônico e todo conteúdo disponível na tela do computador. Eles lêem todos os comandos e rastreiam a imagem na tela, permitindo que se navegue por meio do teclado ou do mouse - explicou o senador pela Bahia. Os senadores Gim Argello (PTB/DF) e Virgínio de Carvalho (PSC/SE) elogiaram o projeto de lei, que, segundo explicou Flávio Arns, foi, originalmente, apresentado pela então senadora por Goiás Iris de Araujo. O projeto será ainda analisado pelas Comissões de Educação, Cultura e Esporte - CE (clique aqui) e De Direitos Humanos e Legislação Participativa - CDH (clique aqui), nesta última em decisão terminativa (clique aqui).

Fonte: Valéria Castanho / Agência Senado"

Francimar Torres Maia - OAB/RS 21.132 - 11/6/2008

"Em 11 de junho de 1865, brasileiros lutaram e muitos deram a vida defendendo a 'Bandeira do Brasil' na célebre Batalha Naval do Riachuelo. Feito que ('revisionismos' históricos à parte e pensamentos divergentes os quais respeito, mas não concordo) mostra a importância da defesa 'da soberania nacional para os brasileiros legítimos que amam essa terra. Assim, pela passagem da data de 11 de Junho de 2008, cento e quarenta e três anos após aquele heróico e memorável evento, congratulo-me com todos os integrantes da Marinha do Brasil (civis e militares) por sua 'Data Magna'. Tendo na cabeça as perenes palavras de Rui Barbosa que, em 1906, já alertava a Nação que: 'Esquadras não se improvisam!', é que me solidarizo com as nossas Forças Armadas (FFAA), inclusive a Marinha, pois estão passando, desde o Governo Collor, mas especialmente no governo FHC, por momentos difíceis por falta de investimentos governamentais, compreensão de sua importância e recalques do passado. Isso se reflete de maneira negativa, seja no campo material (obsolescência logística, operativa e científica), ou no campo pessoal (saída desenfreada dos melhores quadros para outras profissões e carreiras que melhor remuneram e com muito menor devoção e a não existência de exigências específicas da vida militar). Adotar como profissão e carreira a vida militar (com suas especificidades) gera muitos sacrifícios, tanto aos componentes das FFAA (bem como de suas respectivas famílias) e muita devoção à Marinha e à Pátria Brasileira! Mensagem do Presidente Lula (o presidente que, verdade seja dita, mais se sensibilizou com a questão da defesa e das FFAA nas últimas décadas de governos) à nossa (sim, de todos nós) Marinha do Brasil, pode ser lida no link (clique aqui). Assim, em que pese as dificuldades da atual conjuntura, tenhamos esperança em futuro melhor, laborando com vigor no presente, lembrando a todos os marinheiros (as), fuzileiros (as) e servidores (as) civis da nossa Marinha de Guerra e a todos compatriotas, as célebres mensagens, enviadas pelo Almirante Barroso, por bandeiras içadas que sinalizavam em mastros de nossos navios: 'o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever' e 'sustentar o fogo que a vitória é nossa'. Finalizando, com as gentis palavras finais do Presidente Lula em sua 'Mensagem À Marinha': '... Sejam felizes! Parabéns a Marinha! Viva o Brasil!'. Saudações humanísticas, patrióticas e cordiais,"

Paulo R. Duarte Lima - advogado, OAB/CE 19.979 - Quixeramobim/CE - 12/6/2008

"Quem sabe ? Se cada ser humano tivesse a oportunidade de passear pelo os confins do universo gelado, os homens não poderiam se tornar humanos de verdade.

Passeio Cósmico

 

Luiz Domingos de Luna

 

Entre galáxias quentes

Quasares gigantes

Tudo tão distante

É tão diferente

 

Não tem gravidade

É uma queda de gênio

Não tem oxigênio

Estranha suavidade

 

O terror da matéria

Viva atrevida

Não tem vida

Do humano a miséria

 

Não tem cultura

Luz escuridão

Alma em aflição

É somente tortura

 

O medo grita

O silêncio calado

No mundo gelado

Sem terra e guarita

 

Há anos, ativo.

Vejo um ponto

Pare uma foto.

E ali que vivo

 

Um traço obscuro

Não parece uma bola

A câmera giratória

A terra procuro

 

Perdido no infinito

Leva-me de volta

De tanta viravolta

Sinto-me perdido

 

Que tal existência

Aonde vai me levar

Onde queres chegar

Só vejo a ausência

 

Nos confins um grito

Não sei decifrar

Mas vou escutar

E assim repito

 

Um barulho estranho

Parece um cano

A água derramar

Cadê gravidade

A tua humanidade

Para poder parar

 

Vejo-me girando

Eu mesmo falando

Onde vamos chegar

Tudo é mistério

Grande interrogação

É poder da matéria

Ou da criação ?"

 

Luiz Domingos de Luna - 14/6/2008

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