terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Favor

de 15/6/2008 a 21/6/2008

"Pois é, senhor redator. Com certeza, Públio Siro (Migalhas 1.918 - 16/6/08 - clique aqui), se conhecesse nossas práticas, ficaria desagradavelmente surpreso. Fico, como diria, sem palavras."

Armando Silva do Prado - 17/6/2008

"(Migalhas 1.918 - 16/6/08 - "Favor?") Caros amigos migalheiros, minha sugestão é que a GM faça mais um 'favor desinteressado' ao TJ/SP, e equipe toda a frota de veículos com faróis mais potentes, buzinas mais estridentes ou até luzes de emergência (como aquelas usadas pelas viaturas policiais e ambulâncias). A JUSTIficativa: (o grifo é proposital, pois se trata da 'justa' justificativa da Justiça...) Estes mesmos veículos do TJ/SP, continuam entrando na contra-mão na rua São Carlos do Pinhal (Migalhas 1.902 - 21/5/08 - "Justiça na contra-mão") e assim adentrar à garagem do gabinete de trabalho dos Desembargadores. Mesmo depois de denúncias à Ouvidoria do TJ/SP, CET, Prefeitura, SPTV (rede Globo) e CQC (rede Band), nada mudou... Os leitores que utilizam a mão correta de direção agradecem! Abraços do leitor que qualquer dia desses pode ser esmigalhado por uma 'viatura' do TJ/SP."

Marcel de Melo Santos - 17/6/2008

"(Migalhas 1.918 - 16/6/08 - "Favor?") Ao contrário da incompreensão de alguns magistrados e do editor de Migalhas, causa estranheza esse rechaço por uma promoção comercial. A oferta também pode ser entendida como um reconhecimento pela preferência aos produtos da GM e se resumir em retribuição à exposição do seu produto pelo TJ. Simples relação de consumidor privilegiado e fornecedor interessado em manter o cliente cativo - desde que,  bem atendido e satisfeito com a assistência técnica. Caberá ou não ao Magistrado incomodado com a situação dispensar o uso do veículo fabricado pela GM - e, se preferir, continuar agindo com isenção. Mesmo porque sabe-se lá quantos magistrados já foram favorecidos com a compra de veículos novos (GM ou não) a preços módicos!"

Noel Gonçalves Cerqueira – Guarujá/ SP - 17/6/2008

"Em meio a tantos assuntos polêmicos e realmente preocupantes que cercam nosso Poder Judiciário, é lamentável que alguns leitores estejam tão concentrados com o trajeto Perpendicular (e não na contra-mão) que tanto os carros oficiais, quanto os carros dos funcionários do TJ/Paulista, fazem para entrar na garagem do Tribunal. O referido trajeto consiste em sair de uma pequena rua e atravessar para o lado oposto da rua na qual desemboca a primeira, de forma quase retilínea, incorrendo um percurso na contra-mão e não atrapalhando o trânsito, uma vez que a duração da travessia é de segundos. Algumas vezes, devido a tamanha 'gentileza' dos motoristas paulistanos, os policiais militares que trabalham no Tribunal são obrigados a pedir para que alguns carros simplesmente aguardem a referida travessia, não causando nenhum congestionamento em função disso, já que se trata de uma trajetória de duração de menos de 5 segundos. Se a intenção é apontar problemas, basta um pouco mais de profundidade no senso crítico para que tal feito seja realizado com um objetivo mais nobre."

Fernando Gonzalez - 17/6/2008

"Amigos, a propósito da publicação em Migalhas 1.918 ( - 16/6/08 - "Favor?") , sobre a cortesia da General Motors ao TJ/SP e a compra de 120 automóveis Astra pelo TJ/MG para atendimento aos Desembargadores, lembrei-me de que 'A mulher de César deve, sobretudo, demonstrar que é honesta'. Consta de meus arquivos a seguinte ementa sobre o desabafo do respeitável cientista político, a respeito do caradurismo persistentemente utilizado pelo Poder Executivo Federal:

'O corpo vive, a alma vegeta... no Brasil a regra parece ser: tudo é permitido, mesmo o que é proibido' (Gaudêncio Torquato, Estadão, 08/4/2007).

Veículos da marca Astra são fabricados pela GM? Saudações,"”

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado - 17/6/2008

"Senhor redator, sou leitor há um bom tempo do Migalhas e este informativo tem primado sempre pelo cavalheirismo e elegância no trato com seus leitores. Tem destoado, contudo, a reiterada fala do causídico Marcel de Mello Santos (Migalhas 1.919 - 17/6/08 - "Migalhas dos leitores - Tração na contra-mão") na sua insistência em dizer que os carros do TJ trafegam na contra-mão na rua São Carlos do Pinhal. Sou desembargador do Direito Público e, por conseguinte, reiteradamente tenho me valido do acesso a que se refere o referido causídico. Não se trata de tráfego na contra-mão posto que o dito acesso praticamente está em ângulo de 90º com o portão de entrada da garagem, não causando nenhum prejuízo aos usuários da referida rua, uma vez que o farol da Brig. Luiz Antonio ou o seguinte, Eugênio de Lima, permitem o cruzamento para se adentrar ao prédio público em questão. E nas vezes que o policial interfere, o faz quando o tráfego, em virtude dos dois sinaleiros, está parado, de sorte a facilitar o acesso dos veículos dos desembargadores. Infelizmente a república lulista instalou no Brasil o 'Terror' de Robespierre contra os juízes. É aquele sentimento perverso, misturado com a inveja que faz de um fato que não tem a menor importância na ordem das coisas, se tornar uma grande e intolerante mesquinharia."

Augusto Francisco Mota Ferraz de Arruda - 18/6/2008

"Lendo as migalhas, deparei-me com a citação de Robespierre pelo desembargador Augusto Francisco Arruda, claro que citação desabonadora. Não entrando no mérito da sua peroração, quero lembrar ao preclaro operador do direito que Maximilien de Robespierre, chamado de 'O Incorruptível', representou a ala mais radical (aqui, tomado como o que vai à raiz dos problemas) da Revolução, representando o Terceiro Estado e liderando os Jacobinos e, mais tarde, sendo o principal dirigente do Comitê de Salvação Pública. Tornou-se odiado pelos privilegiados e nobres, exatamente, pela luta sem quartel contra a corrupção e as elites predadoras de então. Assim, mutatis mutandis, é uma honra para qualquer um, e mais para o presidente Lula, ser relacionado ao 'O Incorruptível'. Foi vítima do Termidor, o mesmo Termidor moderno que tenta destruir todos que se colocam ao lado do povo."

Armando Silva do Prado - 18/6/2008

""(Migalhas 1.918 - 16/6/08 - "Favor?") A respeito dos veículos dos desembargadores, gostaria de saber por que existem esses veículos, já que suas excelências trabalham nos seus gabinetes e são livres de diligências ou comparecimentos a repartições ou outros estabelecimentos públicos ou privados. Ora, para os deslocamentos de suas casas para o trabalho, não seria o caso de usarem seus próprios veículos, como fazem todos os demais funcionários públicos?"

Marcos Magnei de Miranda - 18/6/2008

"Pelo que vejo há uma controvérsia entre Marcel de Mello Santos e Augusto Francisco Mota Ferraz de Arruda acerca do tráfego na Rua São Carlos do Pinhal. Sou advogado e milito em Curitiba, não tenho nenhum interesse no fato, mas sou curioso. Gostaria de saber, de uma vez por todas, para que lado aponta a rua e em qual mão devem trafegar os carros, afinal, o Sr. Marcel diz que os carros trafegam na contra-mão e o Sr. Augusto diz que não, o que, convenhamos, é bastante antagônico! E longe de mim fazer um juízo de valor à distância..."

Rogério Steinmann Dumke - 18/6/2008

"Afinal, o tópico versa sobre os favores da GM ou sobre a contra-mão dos Desembargadores? Os favores são vergonhosos, e a tentativa de cativar os clientes com serviços gratuitos à frota de veículos do TJ/SP não me convence. Será que todos os grandes compradores da GM contam com o mesmo favor? Já a contra-mão...ela é verdadeira, existe mesmo e está lá para quem quiser ver, e para aqueles que não querem, principalmente. Consultem qualquer website de mapas (eu mesmo conferi) e constatem existe realmente um considerável 'desalinhamento' entre a tal Rua Santa Branca e a garagem do prédio do TJ. Não houvessem lá fotos de satélite da referida rua, todas as justificativas de que não atrapalham o trânsito, ou que a manobra dura apenas 5 segundo, já demonstram, ao menos, uma certa 'mea culpa'."

Álvaro Tavares de Oliveira - 19/6/2008

"Comentando: (Migalhas 1.919 - 17/6/08 - "Migalhas dos leitores - Tração na contra-mão") e (Migalhas 1.920 - 18/7/08 - Embargos de declaração providos). Eles, os juízes, vistos por um advogado. Migalheiro nato, venho aqui fazer coro 'na insistência em dizer que os carros do TJ trafegam na contra-mão na Rua São Carlos do Pinhal'. No sentido de uma vez por todas por fim nesta saga, recomendo que o diretor deste periódico substitua as chibatadas coletivas, pela ida dos colaboradores em uma manhã reluzente, ao citado endereço. O castigo evidenciará que 'praticamente 90º', não é o que parece; que os motoristas que por ali circulam não se importam com as interferências no trânsito. Ademais, as buzinas são apenas saudações à república lulista, 'causídicos invejosos' protestando pela igualdade de diretos ou aclamações gaberistas de 'O que é isto companheiro'."

Maurício Nazar de Abreu - 19/6/2008

"À guisa de esclarecimento sobre o Termidor que vitimou Robespierre, para ser didático, diria que eram os que andavam na contra-mão dos cidadãos, no século XVIII na França."

Armando Silva do Prado - 19/6/2008

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