segunda-feira, 19 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Falecimento - José Granadeiro Guimarães

de 15/6/2008 a 21/6/2008

"O Brasil perde hoje um dos seus mais importantes juristas que o país teve (Migalhas 1.920 - 18/6/08 - "Falecimento" - clique aqui). E 180 milhões de brasileiros estão de luto. Nós que pudemos ter o orgulho de conviver com ele, mais ainda. Vai se juntar ao filho Pérsio, meu adorado amigo. Sinto muito. E como sinto!"

Carlos Roberto Moreira Ferreira - 18/6/2008

"Tive a honra de ver esse grande advogado inúmeras vezes sustentando oralmente na defesa de seus clientes junto ao Tribunal Regional do Trabalho (Migalhas 1.920 - 18/6/08 - "Falecimento" - clique aqui). Em todas as vezes pensei: gostaria de chegar a minha velhice desse jeito. Embora jamais tenha trocado um par de palavras com ele, a minha admiração é enorme."

Geraldo Majela Pessoa Tardelli - 18/6/2008

"Gostaria de manifestar meu pesar pelo falecimento do advogado Dr. José Granadeiro Guimarães (1916-2008), que tanto honrou a classe com sua marcante passagem pela advocacia (Migalhas 1.920 - 18/6/08 - "Falecimento" - clique aqui). Para aqueles que, como eu, debutam na advocacia, Dr. Granadeiro representava uma espécie de 'ícone' de nossa profissão: um profissional ético, extremamente competente, dotado de notável saber jurídico, respeitado por advogados de reclamantes, reclamadas, servidores e Magistrados, além de ser um tribuno como poucos que vi atuando. As histórias e lições contadas pelo mesmo, sempre com muito humor nos corredores e, às vezes, na própria Tribuna do TRT da 2ª Região, não serão esquecidas pelos seus pares."

Elton Euclides Fernandes - migalheiro e advogado do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - 19/6/2008

"O Tribunal Regional do Trabalho amanhece triste nesta quinta-feira (Migalhas 1.920 - 18/6/08 - "Falecimento" - clique aqui). Entram para a história do tribunal as sustentações orais que até apenas 3 meses atrás ainda as fez o sempre advogado José Granadeiro Guimarães, já então com 92 anos completos.  Conversei com ele, pela última vez, há cerca de um mês e meio, no almoço de Dia das Mães. Era, aliás, uma das ocasiões em que eu tipicamente o encontrava. Por relações familiares indiretas, nos últimos 5 anos eu desfrutei do prazer da prosa e do privilégio dos ensinamentos do Dr. Granadeiro. Melhor ainda, sempre em datas festivas - festas de aniversários ou almoço de Natal, por exemplo. Eu fazia questão de puxar a boa conversa do velho Granadeiro. Era gratificante: ele sempre estava sorridente, de bom humor, com frases espirituosas ou piadas simples. Ou então contava estórias, muitas sobre ele mesmo, já em tom saudosista. Por exemplo, nesse Dia das Mães discutimos a situação da mulher moderna. Para sustentar a diferença entre passado e presente, Dr. Granadeiro me contou como a avó dele tinha sido apresentada ao então futuro marido um dia antes do casamento! Não o conheci profundamente, mas o suficiente para admirá-lo. Relatava ter recusado, na década de 60, convite para ser ministro do Tribunal Superior do Trabalho – para continuar na advocacia. Com orgulho, contava que começou seu escritório de advocacia trabalhista praticamente do nada – como se sabe, é hoje respeitada banca, desde o começo na praça Ramos de Azevedo. Aliás, essa é outra das estórias que ouvi do Dr. Granadeiro: ainda em início de carreira, na década de 40, encontrou um colega mais velho na rua, no centro, na ‘cidade’. Pararam para um café e, empolgado, o jovem Granadeiro disse ao colega que pretendia investir em uma nova área do direito, que parecia bastante promissora – a do direito do trabalho. O amigo teria ficado um pouco perplexo e, educado, até comentado que não tinha certeza se seria a melhor decisão o então iniciante advogado enveredar-se por uma área desconhecida. Granadeiro seguiu seu caminho. O resto da estória se conhece. Dr. Granadeiro tinha a advocacia em seu código genético. De um lado, neto e filho de advogados. Do outro, pai e avô. Ele, em especial, um grande nome, reverenciado entre os colegas e, em particular, na sua casa predileta, o TRT/SP, onde fazia várias sustentações em um único dia. Formou-se em 1939 pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Viveu quase 70 anos de advocacia. Deixa saudades."

Claudio Mauricio Freddo - escritório Freddo, Janduci, Theodoro Advogados - 19/6/2008

"Ao saber do passamento do ilustre José Granadeiro Guimarães, sofremos todos nós da Eli Lilly do Brasil Ltda., posto que temos uma harmoniosa e profícua relação profissional de mais de 30 anos (Migalhas 1.920 - 18/6/08 - "Falecimento" - clique aqui). Aos Familiares, e ao meu particular amigo Gustavo Grandeiro, nossos mais sinceros pêsames."

Fabiano Andreatta - Eli Lilly do Brasil Ltda - 19/6/2008

"É com profundo pesar que recebo a notícia da morte do dr. Granadeiro Guimarães (Migalhas 1.920 - 18/6/08 - "Falecimento" - clique aqui). Tive a honra de poder trabalhar, durante um pequeno lapso de tempo, com esse nobre advogado, que, além de ser um sábio, era uma pessoa de muito caráter e muito especial. Tão grande era a sua importância, que afirmo, sem medo, que o mundo perdeu um grande homem."

Carla Lascala Lozano - escritório advogada do escritório Ippolito Advogados - 19/6/2008

"Foi com grande pesar que recebemos a notícia do falecimento do Dr. José Granadeiro Guimarães (Migalhas 1.920 - 18/6/08 - "Falecimento" - clique aqui). Lembro-me com saudades da minha primeira sustentação oral no TRT/SP, na qual tive a oportunidade de debater com o Dr. Granadeiro. Naquela ocasião, antes de iniciar minha fala, pedi licença à Presidente da Turma para dizer que se tratava do meu debute, pelo que pedia desculpas por eventual falha e disse, como num desabafo que exprimia meu nervosismo: 'e justo nessa primeira vez, vou debater nessa tribuna com o Mestre Granadeiro Guimarães!', com o que todos na sala caíram no riso com a inusitada abertura e o Dr. Granadeiro, também sorrindo, veio me cumprimentar, como um mestre ao seu discípulo. Tivemos depois muitas outras oportunidades de nos encontrarmos no TRT/SP, e sempre admirei muito o seu profissionalismo, eloqüência e simpatia. Deixa saudades e mais do que isso, um exemplo a ser seguido."

Gilberto Ferreira da Costa – escritório Macedo e Costa Advogados - 20/6/2008

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