terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Corrupção

de 15/6/2008 a 21/6/2008

"Comento a nota "SP(Migalhas 1.917 - 13/6/08 – "SP") 'Meus amigos, estamos definitivamente no brejo! O procurador geral de Justiça de São Paulo reconhece que tem raposas tomando conta do seu galinheiro, ou cabras vigiando sua horta, como queiram! A incompetência e a corrupção, 'nestepaís' é quase de uma unanimidade. Saudações,"

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado - 16/6/2008

"A corrupção executada por quase todos os Agentes Públicos, em sentido amplo, 'nestepaís’, extravasou do Palácio do Planalto e contaminou o país com tanto vigor que até filho da Governadora do Rio Grande do Norte, Wilma Faria, é preso pela PF acusado de fazer parte de um grupo que desviou R$ 36 milhões de contratos de prestação de serviços terceirizados na área de saúde do Estado. Compreende-se, vez mais, o razão do apego às terceirizações nos Serviços Públicos, desde os exemplos clássicos adotadas em Prefeituras para fazerem 'caixa' para futuras eleições, tais como coleta de lixo, varredura de ruas, transporte urbano, merenda escolar, etc. Agora, com esse novo escândalo, resta bastante claro o porquê da luta empreendida pelos lulistas para aprovarem a CSS Estamos atolados no maior tsunami de lama que já se viu 'nestepaís'. A população esclarecida já não mais confia nos governantes em razão da reiterada má-fé que caracteriza as ações da maioria deles. A maior parte da 'oposição' parlamentar é, das mais diversas maneiras, mensaleira, de sorte que além de atolados somos órfãos politicamente falando. Há outra conseqüência, uma das mais abomináveis, causada por nossa classe política: a descrença, correta, da população na capacidade do Poder Judiciário para recompor as mais variadas formas de injustiças, em tempo normal, considerando-se o que acontece em países civilizados. Não há como negar que o Judiciário vem sendo sucateado faz várias décadas, o que igualmente é de fácil compreensão: na sistemática brasileira, o Judiciário vive de pires na mão, implorando verbas ao Executivo. Ora, aos canalhas de plantão não há o menor interesse em que o Judiciário consiga, em tempo normal, processá-los e julgá-los. De outro aspecto, como a maior parte dos Parlamentares é composta por delinqüentes, eles não criam Legislação capaz de, por exemplo, compelir os devedores de todos os gêneros a efetuarem pagamentos, como por exemplo acontece com os Precatórios, mesmo os de natureza alimentar, uma grande vergonha nacional. A contrário, tentam aprovar Legislação para prejudicarem ainda mais os credores, com o mais nojento cinismo, apoiados por vários Chefes de Executivos, Estaduais e Municipais. A litigiosidade contida aumenta enormemente em todo o país. Os Juizados para Pequenas Causas não tiveram sua estrutura atualizada e igualmente já não conseguem atender os cidadãos de maneira decente. Advogar, atualmente, no Brasil, é efetivamente uma opção que necessita de paciência ilimitada e de coronárias em perfeito estado de conservação. Digo porque tenho dois filhos Advogados, que me contam seus calvários advocatícios, que incluem o enfrentamento de Decisões muitíssimo surpreendentes, tecnicamente falando-se. Saudações."

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado - 16/6/2008

"Deu nos jornais a prisão de dois indivíduos que, passando-se por fiscais da prefeitura, extorquiam cidadãos na periferia da capital. A notícia interessa, menos na parte em que os indivíduos passam-se por funcionários da municipalidade para extorquir os cidadãos, e menos ainda pela eventualidade de funcionários públicos (o que não é raro acontecer) extorquirem cidadãos. Mas, o que chama a atenção é a passividade com que os cidadãos aceitam, como coisa corriqueira, serem extorquidos por quem se apresenta como funcionário público, verdadeiro ou falso. É como se pagar 'pedágio' por tudo o que se deve obter do poder público fosse normal. O cidadão, cônscio de seus direitos, sabe, também, de suas obrigações, dentre as quais o sagrado dinheirinho, pelo que nem se discute se quem exige é ou não um funcionário verdadeiro ou um 'fake'. Para ele, está tudo dentro da normalidade."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 19/6/2008

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