domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Militar homossexual

de 15/6/2008 a 21/6/2008

"Desde tempos imemoriais, militares são presos por motivos disciplinares. Eu mesmo, quando servi às Forças Armadas, como integrante da Polícia do Exército, tive oportunidade de participar da prisão de vários deles, por razões bem menos graves que a deserção. Bastava um 'reco' (soldado raso) ser encontrado na rua vestindo a calça verde-oliva de gabardine, que pertencia ao chamado 'uniforme de gala', para ser conduzido ao xadrez. Ou, bastava ser reconhecido como 'reco' e estar circulando à paisana. Ou, mais ainda, bastava ser encontrado em bares, boates e casas noturnas, onde rolava a prostituição, trajando o uniforme normal. Não me lembro de ter presenciado qualquer manifestação popular contra tais prisões, diante do 'portão das armas'. Agora, quando dois militares são presos, um deles pela gravíssima suspeita de deserção, integrantes de entidades e comissões ditos de defesa de direitos humanos se postam na entrada do quartel para protestar, chegando, inclusive, a apelar para o Presidente da República, como supremo comandante das Forças Armadas, simplesmente porque os prisioneiros são homossexuais e a punição a eles aplicada constituiria discriminação e preconceito. Salvo engano, os dois militares possuem a patente de sargento, a qual, embora de nível inferior ao oficialato, não se adquire da noite para o dia. Para tanto, é preciso fazer um curso e cumprir etapas, cujas durações seriam mais que suficientes para que os seus superiores detectassem as tendências sexuais daqueles dois militares e obstassem a sua permanência no Exército. Outrossim, um deles alega problemas de 'saúde'. Ora, o Exército dispõe de corpo médico e de hospitais próprios, de boa qualidade, para atendimento em todas as especialidades. Os mesmos que servem para socorrer a população civil em casos de emergência, como já se deu no Rio de Janeiro. Na verdade, o que se nota com grande parte dos homossexuais, militares, ou não, extrapola o direito de serem como são e de não sofrerem discriminação, ou preconceito. Eles (ou devo dizer 'elas' ?) querem receber tratamento e obter privilégios diferenciados, como se fossem excepcionais. Sabe-se do pleito dessa comunidade em duas cidades brasileiras, em uma delas deferido pelo prefeito, que obriga a todas construções públicas novas, além dos sanitários de uso feminino e masculino, a dispor também de um terceiro banheiro, para uso dos 'gays' ! Chega, né ? O 'lobby' da comunidade GLBT está indo longe demais. Todos os dias, em todos os lugares do Brasil, militares de todas a raças, cores, crenças e tendências afetivas são presos por motivos disciplinares e é assim mesmo que deve continuar. Quem não estiver satisfeito, que mude de quartel. Se muitos homossexuais ainda são discriminados, ou sofrem preconceito, considerável parcela da culpa lhes cabe, pelos exageros e excessos que praticam, tornando-os inconvenientes."

Romeu A. L. Prisco - 16/6/2008

"Poderíamos até, como dizem os mais jovens, 'deixar barato', mas não seria bom, à vista do escândalo causado e do dano já produzido às forças armadas. Por isso, é bom lembrar, ainda sobre o assunto, só para não deixar esquecido, que naquela malfadada reportagem da revista Época, o sargento Laci, também conhecido nas fileiras como sargento Cássia Eller, comentava que, ipsis litteris: 'Para um gay, as forças armadas são um paraíso'. E, matreiramente, perguntava: 'Existe coisa melhor para um homossexual do que tomar banho com um monte de homem pelado e sarado?'. Na mesma entrevista, o casal alegou que o motivo de estarem sendo perseguidos era o fato de terem feito denúncias acerca de corrupção no hospital militar, e não por serem gays. São bem articulados e a história da doença, da depressão, do escândalo, enfim, foi cortina de fumaça para escapar da punição aguardada pela deserção esperada pelas leis militares (clique aqui). Então, a história é essa. Há gays no exército sim. O motivo do problema, segundo eles próprios, não é serem ou não gays, mas outro, bem diferente. Aliás, o senador Eduardo Suplicy, que manteve reunião com o sargento Araújo, declarou o seguinte: ‘Encontrei com o sargento Araújo nesta quinta-feira. Perguntei se era sua intenção, depois de servir 13 anos no Exército, passar para a vida civil. Ele disse que sim, que conhece o artigo 150 de Exército que trata do assunto, o que significa que sabe como fazê-lo na hora que assim o desejar’. De acordo com o senador, os dois sargentos se sentem perseguidos pelo fato de terem constatado irregularidades na administração do hospital em que trabalhavam e terem feito denúncias ao Ministério Público. Para o senador o assunto ganhou dimensão maior na medida em que, para se protegerem do que sentiram como perseguição, resolveram dar uma entrevista à imprensa sobre suas opções sexuais. Essa, então, a ordem das coisas. A propósito, o senador visitou o sargento na carceragem do Exército, que havia tomado o café da manhã, a medicação que lhe havia sido prescrita pelos médicos e tudo estava tranqüilo."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 17/6/2008

"Militar homo

Tem milico que é viado

E uns civil tombém o são

Uns se espera pro céu vão

Outros fica infernizado

Temos gay de todo lado

Não importa a profissão

Por que então perseguição

Cada um tá conformado

Mas quem é do outro lado

Continua cidadão

Pode ser desempregado,

Pode ser um capitão"

Ontõe Gago - Ipu/CE - 17/6/2008

"Ah, eu deveria ter apostado. Tinha a mais absoluta certeza de que Wilson Silveira iria eventualmente utilizar a infeliz frase do sargento Laci sobre o suposto 'paraíso' que o exército seria para homossexuais como forma de desmerecê-los... (os dois, especificamente, não homossexuais em geral, ao menos espero...) Realmente, deveria ter apostado. Em que pese extremamente infeliz, a frase não deve ser utilizada para desmerecê-los – seria o mesmo que alguém dissesse que trabalhar em um concurso de miss universo seria um paraíso para homens heterossexuais, o que não quer dizer que estes homens héteros teriam necessariamente alguma atitude desrespeitosa com elas, o que igualmente significa que homens gays não terão necessariamente uma atitude desrespeitosa no exército. Mas enfim. Agora o cúmulo dos absurdos é desmerecer como 'cortina de fumaças' a versão do casal para os fatos. Por acaso Wilson Silveira é onisciente para, antes de terminar o processo de investigação, simplesmente adivinhar o que teria acontecido? Ou simplesmente prefere acreditar na versão do exército, pura e simplesmente? Tive ciência, via internet, de uma suposta petição do Sargento Fernando ao Secretário de Direitos Humanos supostamente relatando o ocorrido e as supostas perseguições que sofreram – digo 'supostamente' porque não consegui confirmar a fonte (por isso ainda não trouxe aqui para Migalhas), mas tratam-se de acusações gravíssimas que devem efetivamente ser apuradas judicialmente. Se eles estão sendo realmente perseguidos, é algo que somente o devido processo legal poderá apurar. Já as considerações do migalheiro Prisco no sentido de que homossexuais em geral extrapolariam e pretenderiam privilégios demonstra uma generalização absolutamente descabida que desconhece a realidade empírica e as reais reivindicações do Movimento Homossexual (como casamento civil, união estável e adoção conjunta, além de criminalização da discriminação por orientação sexual, o que também protegerá heterossexuais), claramente generalizando para todos os homossexuais a postura de alguns poucos que eventualmente conhece ou ouviu falar... Quanto à alegação de doença do rapaz militar, foi apresentado um laudo de um neurologista a esse respeito, que é muito mais especialista na área do que um psiquiatra, supostamente existente na junta do exército, como relatado por um migalheiro semana passada. Realmente, seria necessária uma perícia judicial, por um neurologista (pelo menos), para que não houvesse mais dúvidas a respeito."

Paulo Roberto Iotti Vecchiatti - OAB/SP 242.668 - 18/6/2008

"Sr. diretor. Ainda não consegui confirmar a fonte do relato que citei, mas segue link com notícia do CONDEPE (Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana) no qual este órgão afirma que o exército teve duas chances de prender o sargento por deserção (quando se apresentou, em 19 e 29 de maio, ao Hospital Geral de Brasília), mas só o fez posteriormente, quando este deu entrevista na televisão; que o médico José Henrique Rosalin se reuniu com dois psiquiatras do próprio exército, Fernando Stort e Sérgio Saraiva, que, como ele, discordaram que o sargento Laci tivesse condições de voltar a trabalhar; que há um mês, o neurologista Candice Alvarenga considerou que o sargento Laci tem quadro ansioso-depressivo que piora em situações de stress; que o exército queria forçar a transferência dos dois como forma de separá-los; e citou uma suposta frase de cunho preconceituoso do general Machado Filho sobre o casal homoafetivo em questão. A notícia informa que o CONDEPE levará tais informações ao Ministro Nelson Jobim, para apuração. Segue o link: (clique aqui) . Ou seja, não é nada tão pacífico como algumas pessoas costumam pensar. Aguardemos a apuração dos fatos."

Paulo Roberto Iotti Vecchiatti - OAB/SP 242.668 - 18/6/2008

"Quem sabe o Dr. George Sanguinetti..."

Romeu A. L. Prisco - 18/6/2008

"Na minha primeira mensagem, cometi equívoco, que me apresso esclarecer, reproduzindo, abaixo, texto por mim redigido e publicado em 17.5.2006, cujos dizeres são auto-explicativos:

'TRAVESTIS&TRAVESTIS

Durma-se com um barulho desses ! Juiz de Nova Iguaçu, RJ, provavelmente conservador e neoliberal, engajado com a política do PSDB, decidiu assegurar aos travestis o direito de usar o provador feminino nas lojas de modas. Todavia, o Prefeito da cidade, o progressista e socialista Lindberg Farias, engajado com a política das esquerdas, decidiu vetar projeto de lei que determinava a construção, nos estabelecimentos comerciais, de 'banheiros alternativos' para os travestis ! Não houve quem já dissesse que as grandes reformas de esquerda sempre são feitas pela direita ?'"

Romeu A. L. Prisco - 18/6/2008

"Agora que a ciência informou que o cérebro do homossexual e o da mulher hétero são semelhantes (iguais?) estamos frente a um novo conceito de feminismo. O meu cachorro S. Bernardo, metido a intelectual e filósofo - portanto isento de sentimentos homofóbicos - diante dos freqüentes arranca rabos patrocinados pela turma de Antropologia da Bahia, costuma rosnar: o 'pior dessa turma é quando encarnam a maldade feminina.' Respeito muito a sabedoria do meu cachorrão S. Bernardo, mas nem sempre concordo com ele. No caso fico sem ter o que dizer. Às vezes o meu fiel amigo tem os seus dias e umas tiradas de Lula. O que posso fazer?"

Alexandre de Macedo Marques - 18/6/2008

"E os militares (pelo menos um oficial) em conluio com quadrilha de traficantes de drogas para assassinar e jogar os corpos de jovens (pobres) em lixões? O silêncio sobre esse assunto nesse local de debate está ensurdecedor... A propósito do assunto 'Militar homossexual' que vem sendo discutido neste espaço, ontem vi na TV que cientistas descobriram que o cérebro dos homossexuais funciona como o cérebro do sexo oposto. O cérebro de um homem homossexual funciona como o cérebro de uma mulher heterossexual e o de uma mulher homossexual como o de um homem heterossexual. É isso mesmo? Se confirmada a veracidade dessa descoberta, ganhará muita força a tese da base biológica da orientação sexual, isto é, a questão deixa de ser vista como uma questão moral (como faz a Igreja, por exemplo) e passa a ser vista como uma questão biológica, fisiológica. Quais as implicações jurídicas disso? E os religiosos o que têm a dizer?"

Nelson Castelo Branco Eulálio Filho - 18/6/2008

"'Peraí', colega Vecchiatti, devagar com o andor. Cliquei ali, onde você mandou. Fiquei decepcionado, não é o 'site' do CONDEPE. É o 'site' do Gay 1 - O número um em notícias gays. Danadinho, hein? Daí, fui ao 'site' do CONDEPE, 'il vero', e, nada. Não achei nada. Talvez fosse bom, e até razoável, o colega indicar, no 'site' do CONDEPE, onde encontrar a informação. Quanto à página do Gay 1 - o número um em notícias gays, é interessante para quem é do ramo. Já que o colega disponibilizou, como se diz por aí, para visitação, visitei-o em homenagem ao migalheiro, e fiquei sabendo coisas que não sabia, da mais alta importância, pelo que compartilho com os demais migalheiros: Foi furtado, no IML de São Paulo, o silicone de um travesti, uma atitude que pode ter sido homofóbica ou um furto pela necessidade de um outro travesti que ainda não havia feito a cirurgia de seios. A polícia, que investiga, também, a possibilidade da existência de uma rede de comércio ilegal de silicones de travestis para o exterior, não descarta nenhuma possibilidade. As investigações prosseguem e prisões devem ser efetuadas nas próximas horas. Outra notícia que pode interessar (a mim não interessou) é a de uma editora alemã que acaba de lançar um catálogo sobre grandes pênis, com fotos, medidas, comparativos etc., coisa bastante útil, parece. E, também, para os saudosistas, que ainda se lembram da 'Jornada nas Estrelas', o comandante Sulu acabou de se casar. Não, não foi com Spock, mas com Brad Altman, com quem vive há 21 anos, e vai passar a lua-de-mel na Foz do Iguaçu, de modo que os tietes podem estar lá para pedir autógrafos. Certamente, o 'site' é muito mais informativo do que o do CONDEPE, que só traz informações sérias. Quanto à questão dos militares gays, vamos adotar a postura sugerida: aguardar o desenrolar dos acontecimentos..."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 18/6/2008

"Só para animar a discussão, um interessante estudo sobre o assunto (clique aqui)."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 18/6/2008

"Ora Wilson Silveira, qual o problema da notícia ter sido divulgada em um site diverso daquele do CONDEPE?! A menos que você esteja acusando o site em questão de fornecer informação falsa (hipótese na qual espero que tenha provas), nenhum problema há nisso – os responsáveis pelo site podem ter entrevistado as citadas pessoas do CONDEPE ou algo do gênero. A imprensa funciona assim, caso não se lembre... Nada tenho praticamente nada a comentar sobre suas inócuas divagações sobre o nada, relativas a diversos conteúdos do site em questão. Qual o problema da divulgação de amenidades? Caso não se esforce em notar, a mídia praticamente não dá nenhum espaço para notícias direcionadas ao público GLBTT, donde criam-se espaços direcionados a ele – mas, como ele tem os mesmos interesses gerais que o público hétero (revistas e jornais em geral – Veja, Isto É, Folha de São Paulo etc), questões voltadas ao casamento civil homoafetivo e, porque não, curiosidades e amenidades em geral. Das notícias que você citou, destaco a do casamento civil do senhor Sulu, ator clássico de Jornada nas Estrelas, que com muito bom humor, parafraseou seu antigo colega senhor Spock, dizendo 'Que a igualdade tenha uma vida longa e próspera' (em inglês foi dito, salvo engano, pois falo de cabeça, 'May equality have a long and prosperous life'). Quanto ao texto por você trazido, o lerei e me manifestarei o mais brevemente possível."

Paulo Roberto Iotti Vecchiatti - OAB/SP 242.668 - 19/6/2008

"Li o artigo que você trouxe, Wilson Silveira. Realmente interessante, porque prova aquilo que é evidente: a restrição a mulheres e homossexuais nas forças armadas decorre de puro e simples preconceito dos militares heterossexuais. Isso se comprova pelo seguinte trecho: 'Observa-se que as limitações impostas aos homossexuais são basicamente de ordem moral enquanto os argumentos contrários a um pleno acesso das mulheres a todas as etapas da carreira militar estão relacionados, basicamente, a força física', embora a questão da força física não seja o mais relevante aqui quanto às mulheres, mas o sentimento paternal que os militares seriam para com elas. Quanto aos homossexuais, o preconceito é inegável. É tão gigantesco que o próprio artigo diz que 'enquanto é suposto que o homem heterossexual pode conter ou domesticar seus impulsos em relação à mulher, o homossexual seria portador de um comportamento erótico intempestivo', sendo que isto desestabilizaria a coesão interna dos militares. Ora, o homem gay não é nem um pouco diferente do homem hétero quanto a seu controle próprio e sua libido por sua mera orientação sexual: isso é algo que não tem absolutamente nenhuma relação com a orientação sexual da pessoa – os inúmeros homens héteros que não sabem/conseguem/etc controlar a sua libido comprovam que a mera heterossexualidade não significa absolutamente nada a esse respeito. Logo, a autora se equivoca ao dizer que essas posições não poderiam levar à conclusão de que haveria homofobia nas Forças Armadas porque elas não veriam problema em homossexuais exercerem outras atividades fora das militares – a homofobia existe especificamente no que tange à não-aceitação de homossexuais nas forças armadas. O próprio artigo cita que em países que aceitam homossexuais e mulheres nas Forças Armadas 'a integração tem se dado sem qualquer aspecto negativo para o conjunto das Forças Armadas'. Ainda para comprovar o preconceito, transcrevo outro trecho: 'O raciocínio muitas vezes é o de que o homossexual tem que ser identificado para ser evitado. Por tudo isso, a posição dos líderes militares é bastante reticente quanto à possibilidade de os homossexuais se adaptarem à vida da caserna. A orientação seria para expulsá-los sempre que manifestassem tal comportamento'. Quem sabe agora aqueles que dizem que não haveria preconceito contra homossexuais nas Forças Armadas não parem de desafiar a inteligência ao dizer que homossexuais seriam nelas aceitos normalmente (ou passem a analisar com menos simplismo a questão): talvez essas pessoas precisem (voltar a) estudar a diferença entre 'liberdade formal' e 'liberdade material' (aquela é a possibilidade legal, esta é a possibilidade real, no mundo fático, pautada pela ausência de perseguições ou atitudes fáticas que impossibilitem o acesso prático ao bem da vida – no caso, o ingresso nas Forças Armadas) – liberdade formal homossexuais certamente têm para ingressar nas Forças Armadas (ante a ausência de lei proibitiva), mas ainda há muitas perseguições internas que fazem com que sejam expulsos, muitas vezes, como o artigo demonstra no trecho que acabei de transcrever, o que traz a debate a efetiva (in)existência de liberdade material de homossexuais para ingresso nas Forças Armadas. Esse é o ponto daqueles que falam que ainda há discriminação nas Forças Armadas – essa visão machista-heterossexista e, portanto, preconceituosa contra homossexuais que, a partir de presunções pautadas em meros subjetivismos (em suma, achismos preconceituosos) faz com que homossexuais não sejam aceitos nas Forças Armadas. Se no Brasil isso ocorre, não posso afirmar (e não afirmo) pela ausência de provas, mas, de qualquer forma, é isso que deve ser reprimido. É essa perseguição que se teme ter ocorrido no caso dos sargentos Laci e Fernando e é esse tipo de perseguição que se quer combater."

Paulo Roberto Iotti Vecchiatti - OAB/SP 242.668 - 19/6/2008

"Lendo seus comentários, caro migalheiro Vecchiatti, sinceramente, envergonhei-me. E senti-me, de volta ao passado, em 1347, naquele baile, da Condessa de Salisbury, quando caiu sua liga, azul. E o rei, seu amante, Eduardo III, mais que depressa, recolocou-a, sob o olhar e sorrisos dos nobres, dizendo (em francês, que então era a língua oficial da corte inglesa):

'Messieurs, honni soit qui mal y pense ! Ceux qui rient en ce moment seront un jour très honorés d'en porter une semblable, car ce ruban sera mis en tel honneur que les railleurs eux-mêmes le rechercheront avec empressement.' (Maldito seja quem pense mal disto! Os que riem nesta hora ficarão um dia honradíssimos por usar uma igual, porque esta liga será posta em tal destaque que mesmo os trocistas a procurarão com avidez).

Mas, parodiando Galileu: contudo, o 'site' Gay 1, e suas notícias – perdão – é, realmente, engraçado, principalmente trazido para as páginas de Migalhas como ‘fonte’ de informação. Mas, olhe aí, falei de novo. Mas, como a semana vai se encerrando, já providenciei um cilício, alguns chicotes variados, um cinto de autoflagelação (com 'picos' de ferro afiados voltados para dentro) e uma mordaça de ferro, também conhecida por açaime silenciador que, como você sabe, colocada na boca do herege, evita que importune os debates de seus verdugos. Voltarei, assim, do final de semana, devidamente pacificado, já que esses instrumentos serviram, conta a história, para calar os mais obstinados e 'refilões'."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 20/6/2008

"(risos) Devo admitir que você é engraçado Wilson Silveira - no sentido tragicômico do termo muitas vezes, mas, inobstante, engraçado... Escorregadio como um sabonete para não debater pontos centrais debatidos em muitos casos (como na sua última manifestação), mas, não obstante, engraçado."

Paulo Roberto Iotti Vecchiatti - OAB/SP 242.668 - 20/6/2008

"Quem dissesse que sou contra o homossexualismo, não estaria completamente errado, embora não seja bem assim. Já me relacionei socialmente com alguns homossexuais, dois deles meus ex-colegas de faculdade, jovens, inteligentes e de boa aparência, um dos quais posso afirmar que se tornou meu amigo, ambos mortos prematuramente, vítimas de AIDS. Sou, sim, contra o excesso de espaço que a comunidade 'gay' está exigindo e a ela se está concedendo. Quer exercer a opção sexual e conviver com alguém do mesmo sexo ? Ótimo, faça isso e tire bom proveito. Quer dividir bens, direitos e obrigações nessa parceria ? Ótimo, faça um contrato, estipule cláusulas, condições, assine e faça bom proveito. Pronto ! Já é muito ! Nada de permitir e regulamentar adoção, ou coisa parecida. A natureza já se encarregou de possibilitar aos dois sexos que tenham filhos e se multipliquem normalmente. Fico a imaginar o constrangimento de uma criança em idade escolar, apresentando aos seus amiguinhos duas pessoas do mesmo sexo e dizendo : este (a) é a minha mamãe e este (a) é o meu papai ! Destarte, não se pode exigir e nem aceitar que a sociedade se componha e se acomode com a anormalidade sexual, que, a exemplo da obesidade, deveria mais é ser encarada e tratada como doença. Pelo andar da carruagem, vai chegar o dia em que as Forças Armadas, além das corporações masculina e feminina, vai ter também a corporação 'gay'. As escolas e serviços públicos, assim como as carreiras oficiais, vão ter que reservar 'x%' das vagas aos homossexuais. O Poder Judiciário certamente terá varas especializadas em 'direitos dos homossexuais'. Algo como : Primeira Vara da Comunidade GLBT da Comarca de São Paulo ! Quando não existir mais nenhum dos chamados 'homofóbicos', como será feita a reprodução da espécie humana ?"

 

Romeu A. L. Prisco - 20/6/2008

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram