sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Conselho Federal de Jornalismo

de 15/8/2004 a 21/8/2004

"Além de Advogado, sou (ou fui) Engenheiro. As duas categorias profissionais têm Conselhos Regionais e Federais (OAB e Crea/Confea). Igualmente, Químicos, Médicos, Farmacêuticos, Economistas, Psicólogos, enfim, todas as categorias profissionais que se entendem organizadas têm seus CR e seu CF. Por que essa celeuma toda por estar sendo proposta, à discussão do Congresso Nacional brasileiro, um mesmo tratamento para a importante categoria dos Jornalistas? Será que há cerceamento no exercício livre dos arquitetos, engenheiros, médicos, advogados, economistas, psicólogos, etc. só porque existem órgãos de fiscalização congêneres? Fica para a reflexão essa pergunta."

João Celso Neto/Brasília - 17/8/2004

"Senhor João Celso Neto: sobre o seu comentário a respeito do Conselho Federal de Jornalismo (Migalhas 989), permita-me dizer que engenheiros, advogados, médicos, etc., não expõem à opinião públicos fatos negativos relacionados a membros do governo, como a imprensa rotineiramente o faz, o que está incomodando Lula & Companheiros. Criar um Conselho, cuja primeira diretoria será eleita pela FENAJ que, segundo a Folha de S.Paulo, é administrada por petistas, na minha modesta opinião significa juntar a fome com a vontade de comer. Imprensa responsável, sim! Imprensa no cabresto, para bem de todos nós, nunca!"

Odilon O.Santos - 18/8/2004

"Discordo totalmente da opinião de Jõao Celso Neto, quando diz que advogados e outros profissionais têm Conselhos Regionais e Federais. Acontece que a Imprensa é diferenciada, forma e emite opiniões e deve ser totalmente livre, a menos que a sociedade seja fascista, stalinista ou similares. Nestas, nem o Judiciário subsiste. Nas sociedades democráticas, quem se sente ofendido pela imprensa recorre ao  Judiciário, supremo juiz."

Neusa Longo - Santo André - 19/8/2004

"Qual o insigne jornalista que poderá explicar a este ignorante leitor de notícias (estejam elas publicadas onde for), quais são as reais, isentas de casuísmo e quais são as que atendem aos interesses pagos? Quais são as que atendem ao meu interesse e quais os jornalistas querem que eu acredite? Qual delas é 100% isenta da leitura em segunda linha, conclusões subjetivas ou meias verdades? Qual delas é denúncia e qual é denuncismo? E o que fazer com o jornalista que recebe uma denúncia, real, palpável e não a publica? Quais são os reais interesses desses jornalistas que não querem um Conselho Federal e qual deles é maioria: os honestos, íntegros e capazes ou os outros? Qual a maioria que se sobressairá?"

Avelino Ignacio Garcia - 20/8/2004

"É lógico que cercear a liberdade de imprensa é um ato completamente repugnante, no entanto não se pode deixar que jornalistas irresponsáveis se utilizem desta alegação para agirem sem controle. Liberdade de imprensa sim, mas com responsabilidade."

Gustavo Teixeira - 20/8/2004

"Sr. Editor, leitor assíduo e admirador de Migalhas, fui surpreendido ontem, 18/8 (Migalhas 990), com a nota de que teria criticado a Seccional de SP da OAB por ter manifestado sua oposição à pretensão da FENAJ e do próprio governo federal, de criar o Conselho Federal dos Jornalistas ou coisa parecida. A migalha parece sugerir que sou dos que defendem a criação do mencionado conselho, posto que teria criticado a manifestação contrária da OAB/SP. Esclareço que a notícia não reflete por inteiro a verdade. Na sessão do Conselho Federal da OAB onde ocorreu a discussão do tema, fui um dos que, com veemência, defendeu a necessidade de que a OAB fizesse uma profunda reflexão sobre a pretensão, hoje claramente defendida pelo governo, pois penso que é extremamente grave a ameaça a que está exposta a liberdade de expressão, direito a meu ver de natureza absoluta e não relativa, como quer o Palácio do Planalto. Diante da relevância da questão, a OAB tem o dever de se posicionar com muito vigor, mas de forma consistente, circunstância que recomenda cautela e muita reflexão, inclusive para que possamos evitar que interesses profissionais presidam nossa decisão. Desnecessário dizer que, em se tratando de tema debatido no Congresso Nacional, a opinião da OAB terá maior impacto se for externada pelo Conselho Federal e não por qualquer dos conselhos seccionais. Tenho grande respeito e amizade pelo Presidente Luiz Flávio Borges D'Urso e estou certo de que ele jamais atuaria deliberadamente contra os interesses da nossa OAB."

Reginaldo Oscar de Castro, ex-presidente do Conselho Federal da OAB - 20/8/2004

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