sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Artigo - A lógica da inocência

de 22/6/2008 a 28/6/2008

"Discordando do nobre colega (Migalhas 1.921 - 19/6/08 - "Ponderações" - clique aqui), me parece que é exatamente 'por uma questão matemática' que não pode ter sido uma terceira pessoa que matou a menina: o curtíssimo intervalo de tempo. Seria o suposto assassino, uma terceira pessoa, o Super-Homem?"

Vanessa Grassi - 23/6/2008

"(Migalhas 1.921 - 19/6/08 - "Ponderações" - clique aqui) Prezada Migalhas, costuma-se dizer que uma imagem vale mais do que mil palavras. A imagem da tela de proteção da janela por onde a menina foi jogada, mostrada nas televisões e nos jornais e revistas, é bem diferente daquela feita na reconstituição do crime, donde se conclui que a menina não foi jogada do modo como o promotor afirma. Pelo buraco, igual ao da tela que foi retirada (coisa que a pericia não deveria ter feito) na reconstituição, não foi possível passar a boneca e os braços de quem a segurava, e o buraco foi aumentado na parte inferior e na superior, ficando bem nítida a diferença, entre a abertura original e a feita pela pericia. Agradeço sua atenção Um grande abraço,"

Maria Gilka Bastos da Cunha - 23/6/2008

"Sr. diretor, refiro-me ao texto abaixo, e exponho minha opinião, como ateu:

'sempre acreditando na justiça dos homens e na justiça divina. 'Não julgueis para não serdes julgados'.'

Marcos Monico

A primeira não existe e na segunda não acredito, logo..."

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 23/6/2008

"Caro dr. Augusto (Migalhas 1.921 - 19/6/08 - "Ponderações" - clique aqui), concordo em tese com as suas palavras. Concordo com o alto grau de abuso das mídias no caso citado, tentando vender notícias sem se preocupar com a devida análise dos fatos. Contudo, talvez eu seja mediana,apesar de não crer nisso, apesar de não concordar muito com a unanimidade, desta vez, ainda, não consigo enxergar de forma contrária. Entendo que a defesa por mais bem preparada não pode impor uma tese, mesmo que essa se torne a mais branda. Pois, o homem, em sua maioria, não gosta de assumir seus erros, principalmente quando o erro é considerado crime, e crime bárbaro. Talvez o casal seja mesmo inocente, porém, os mesmos podem não o ser e assumir essa falha de conduta, torna-se uma pena maior para alguns do que passar pelo crivo de um Tribunal, um Júri composto de leigos, cuja pena, 'estrategicamente' possa ser 'nula', como no caso do Fazendeiro acusado de ser mandante do homicídio da irmã Dorothy. Ainda não tenho uma opinião totalmente formada sobre o caso, tendo a aceitar a tese da acusação pelo observado. É difícil analisar sem ter dados concretos do processo, mas sob a ótica das provas periciais produzidas e dos testemunhos já tomados tendo a compartilhar com a acusação. Cabe ressaltar, que entendo sua posição, e a considero de extrema sensatez, até porque vindo de quem vem, do nobre jurista e não mediano colega, deve ser analisada com todo respeito, mesmo não concordando com a mesma, de acordo com o já aqui exposto."

Karen Marinho Capistrano S Locatelli - 23/6/2008

"Realmente, muito perspicaz o artigo escrito pelo dr. Augusto (Migalhas 1.921 - 19/6/08 - "Ponderações" - clique aqui), pois, conseguiu fazer uma defesa técnica e totalmente dentro da realidade. Creio que a justiça Divina se encarrega do resto."

Rogério Alves - 23/6/2008

"A lógica da inocência, não é, a meu ver, a lógica da inocência, mas a lógica da defesa, a tese a ser esposada pela defesa do casal Nardoni que, contra todas as evidências, só tem, mesmo, uma tese que parece lógica, mas não é. A idéia é a de que os dois poderiam confessar crimes menores e dessa sair com penas menores, não valendo a pena correr o risco de se submeterem ao júri e 'pegar' a pena máxima. Mas, mesmo menores, seriam penas de anos, e anos na prisão ninguém quer. Então, a tese da 'Lógica da inocência', que pode, como diz o nome, inocentá-los. A lógica da inocência não passa de um sofisma, o sofisma da inocência, que parte de premissas verdadeiras e chega a uma conclusão inadmissível, apesar de se apresentar como resultante das regras formais do raciocínio. Como no da tal 'terceira pessoa', que ninguém viu nem ouviu, parece apenas mais um argumento que pode servir à defesa para enganar alguns, esperemos que não os membros do júri. Contudo, é um belo argumento de defesa. Pena que os laudos técnicos demonstrem, com clareza, que uma criança foi cruelmente assassinada naquele local exatamente por aqueles em que devia confiar e que deviam cuidar dela e de sua vida, coisa que está ficando meio esquecida entre tantos sofismas. Melhor seria o silogismo da culpabilidade: postas duas proposições, às quais vamos dar o nome de premissas (provas), se tira uma terceira, à qual chamaremos conclusão, que deverá vir com o resultado do julgamento dos acusados."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 24/6/2008

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