sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Operação Maria da Penha

de 22/6/2008 a 28/6/2008

"Dizem, à boca pequena, em Brasília, que o Ministério Público solicitou à Polícia Federal, desde quinta-feira passada, uma nova operação, que corre em sigilo, com a colaboração da Abin e da Delegacia da Mulher, para investigar a estranha história da clavícula quebrada da primeira-dama. A versão de que o fato se deu em razão de uma queda da cama do casal levantou suspeitas, principalmente por ter sido exatamente no mesmo dia da assinatura da lei do álcool zero para os motoristas, coisa de remorso de dia seguinte. Exames técnicos estão sendo feitos, para os quais foram chamados, além dos peritos da polícia técnica de São Paulo, o conhecido perito alagoano Sanguinetti, de estar supervisionando a reconstituição, para a qual foi comprada uma boneca especial, no exterior, com as medidas e peso adequados, que será lançada de uma cama das mesmas dimensões e altura da que existe no Palácio. Os primeiro testes, parece, não convalidaram a tese de que seria possível a uma pessoa quebrar a clavícula em uma queda de uma cama da altura da cama do modelo adotado, o que sugere ou uma agressão anterior, ou a presença de uma terceira pessoa no local. As investigações prosseguem e o sigilo legal foi decretado. A investigação, agora, se volta para as câmeras de segurança internas do recinto. Já correm boatos que acusam a presença, não de uma terceira pessoa, mas de várias outras pessoas indo e vindo pelos corredores, inclusive entrando e saindo dos gabinetes da Casa Civil com pacotes de documentos que se pareciam com dossiês. Já foi descartada a presença do ex-ministro José Dirceu no local dos acontecimentos, já que as imagens mostram pessoas com cabelos e fartos topetes. Mas, também, em razão dessa desconfiança, algumas obras do Plano de Aceleração do Crescimento vão ser investigadas. De momento, desejamos à primeira-dama, pronto restabelecimento."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 24/6/2008

"Não sei bem o porquê, mas, esse episódio trouxe-me à lembrança um filme estrelado por John Wayne, um norte-americano de passagem pela Irlanda, e Mauren O'hara, uma irlandesa de cabelo ruivo, brava como ela só, que se apaixonaram e casaram, depois de um namoro recheado de rusgas. Na noite de núpcias, a irlandesa aprontou mais uma das suas e o marido, irritado, que a trazia no colo, jogou-a sobre a cama de casal, feita de madeira, que se desfez em pedaços, e foi dormir sozinho ao relento. No dia seguinte, o pastor que realizara o casamento, interpretado por John Fitzgerald, foi visitar os nubentes. Não os encontrando pela casa, abriu a porta do quarto e, vendo a cama no chão, simplesmente exclamou: 'que homem!'"

Romeu A. L. Prisco - 24/6/2008

"Estaria o colega Prisco se referindo ao clássico 'Depois do Vendaval' (The Quiet Man)? É nesse filme que Barry, e não John, Fitzgerald também diz, a uma certa altura: 'When I drink Whiskey, I drink Whiskey and when I drink water I drink water', respondendo a uma pergunta da personagem de Maureen O'Hara (Mary Kate Danaher): 'Could you use a little water in your whiskey?'. Na verdade, não sei se foi nesse filme que Fitzgerald disse a frase lembrada pelo amigo, mas deve ter sido, já que nesse, com certeza, a protagonista disse, a respeito do marido (John Wayne) Sean Thorton: 'What manner of a man is that I have married'? O momento mais famoso do filme é o beijo e o tapa sonoro que Maureen aplica em Wayne o que faz crer que a cena da cama e a frase  'que homem' seja, também, do mesmo filme. Abraços cinéfilos"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 25/6/2008

"Perfeita, 'a crônica do crioulo doido' elaborada pela verbe do Voltaire migalheiro, dr. Wilson Silveira. O sobrinho da tia Zulmira assinaria em baixo. E a sábia macróbia, certamente, o presentearia com um uma mão cheia de jabuticabas colhidas, lá, na Boca do Mato. Em tempos de delírios insanos, ignorâncias e safadezas sem limite ou pudor, só o humor corrosivo nos acalma."

Alexandre de Macedo Marques - 25/6/2008

"Um ponto em comum nos dois episódios, levou-me à associação que estabeleci, o que não significa, necessariamente, que Lula tenha feito com dona Marisa o mesmo que John Wayne fez com Maureen O'Hara. Afinal, uma coisa é queda da cama e outra é queda na cama..."

Romeu A. L. Prisco - 26/6/2008

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