segunda-feira, 26 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Carlos Velloso

de 29/6/2008 a 5/7/2008

"Nesta hora de aberta temporada de caça às bruxas é preciso um pouquinho de calma. Conheci o Ministro Carlos Velloso, por intermédio do nosso amigo comum Geraldo Ataliba, quando ele ainda era um juiz do antigo TFR. Ao longo desses quase quarenta anos tivemos muitas conversas, muitas divergências e muitas discussões sobre teses jurídicas, mas, nunca (nunca mesmo) ele se deixou influenciar, em seus julgamentos, por razões de amizade. Ele sempre decidiu com independência, segundo suas convicções, com muita sensibilidade jurídica, tendo até mesmo sido vítima de alguma incompreensão por causa de sua autonomia intelectual. Quem tem uma vida inteira de extrema dedicação à Justiça, chegando até à Presidência do STF, merecendo especial destaque sua brilhante atuação como Presidente do TSE, quando introduziu o voto eletrônico, conferindo mais segurança e confiabilidade aos pleitos, merece, no mínimo, um voto de confiança, não podendo, em nenhuma hipótese, ser atirado na vala comum de vendedores de sentenças e traficantes de influência. O sensacionalismo (até compreensível) da imprensa, não abala e não pode abalar o justo prestígio de quem sempre dignificou o Poder Judiciário no Brasil." 

Adilson Dallari - professor titular de Direito Administrativo da PUC/SP - 30/6/2008

"A quem interessa colocar sob suspeita a reputação do Ministro Carlos Velloso (Migalhas 1.928 - 30/6/08 - "Migalhas dos leitores - Joio do trigo")? Essa é uma das perguntas que devem ser feitas. As outras: não será uma tentativa de, por vias transversas, atacar a credibilidade do STF? E, por tabela, de todo o Judiciário? Em tempos de escândalos de corrupção vindo à tona a cada hora, com magistrados e membros do MP exercendo com coragem o múnus que a Carta da República lhes deu, quem se sente aterrorizado, a ponto de conspurcar a imagem da deusa vendada? Como dizem os espanhóis: no creo em brujerias, pero que las hay, las hay."

César Augustro Hülsendeger - Porto Alegre - 1/7/2008

"Prezados, com todo o respeito que merece o ilustre Ministro Carlos Velloso, nada por enquanto me convence que fica no mínimo esquisito ser um advogado comum (como qualquer outro, igual aos seus iguais) e alegar privilégios de ex presidente do STF e TSE (Migalhas 1.928 - 30/6/08 - "Migalhas dos leitores - Joio do trigo"). Acho que ele deveria optar, ou ser ex-ministro da alta corte ou advogar. Uma pessoa que alcança a ápice da carreira jurídica não deveria voltar a advogar porque tem conhecidos, tem amigos, e sem querer, ou às vezes querendo, é favorecido, as portas se abrem mais facilmente, etc... Será que algum migalheiro teria uma melhor consideração a fazer? Gratos,"

Paulo Roberto de Carvalho Silva - Belo Horizonte/MG - 1/7/2008

"Causou-me sofrimento ler a carta do Ministro Carlos Mário Velloso à revista Época (Migalhas 1.929 - 1/7/08 - "Outras épocas" - clique aqui). A que ponto chegamos! Um homem da honradez e da dignidade dele – que toda a comunidade jurídica brasileira conhece à farta – tendo que dar explicações porque depôs como testemunha. Testemunha de quê? De um não-fato? Colher seu depoimento foi um abuso sem finalidade; fazer as insinuações que foram feitas, um crime contra a honra. Só resta esperar que a paz volte ao Ministro e ele esqueça a idéia descabida de pedir um procedimento no CNJ: Fatos notórios, como sua honestidade, independem de prova ou procedimento."

Arnaldo Malheiros Filho - escritório Malheiros Filho, Camargo Lima e Rahal - Advogados - 1/7/2008

"Concordo com os leitores, especialmente com meu irmão César. Se o Congresso está pensando em criar mais Tribunais, por não dão a Justiça e ao povo o direito de julgar e condenar políticos corruptos. Mas julgar e condenar em praça pública, não a portas fechadas, onde poucos (só os que interessam) possam participar. Vamos dar mais autonomia a nossa Justiça. Em vez de ser eleitos mais deputados e senadores, quem sabe não chegou a hora de colocarmos mais juízes, promotores, etc..., para a Justiça por ir mais depressa com os julgamentos e condenações."

Cléber Fernando Hulsendeger - Encantado - RS - 2/7/2008

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