segunda-feira, 19 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Se beber, não dirija

de 13/7/2008 a 19/7/2008

"Se beber, não dirija e nem apite. Tomei a liberdade de reproduzir no meu 'Blog Líterolegal' (clique aqui) o instrutivo, curioso e divertido debate anterior deste tema, mantendo, claro é, a originalidade dos textos e dos créditos autorais. Se houver objeção de algum dos participantes, favor manifestar-se, a fim de que eu tome as providências cabíveis. Outrossim, como se vê, acrescentei mais uma restrição no título desta matéria, até porque, caso a moda do árbitro de jogo de futebol do campeonato interno da Bielo-Russia pegar, vai ser um Deus nos acuda. Aliás, estou seriamente desconfiado dos árbitros dos jogos de futebol do meu time, que deveriam ser submetidos ao teste do bafômetro antes do início da partida. Só no último sábado, foram cinco penalidades máximas não assinaladas!"

Romeu A. L. Prisco - 14/7/2008

"Ainda sobre os raciocínios tortos e razões viciosas que ligam qualquer nível de ingestão alcoólica a acidentes de trânsito. Debrucei-me sobre as últimas lambanças da PM. Em todos os casos estão na composição das tragédias: carros (na gíria policial, viaturas), PM's e armas. O raciocínio que leva os antolheiros juramentados - os mesmos que gritam a favor da maconha e acham drogado uma vítima da sociedade cruel - a ligar taxas baixas ou médias de alcoolemia a acidentes graves de trânsito, deve ser aplicado às lambanças policiais. Explico para os mais lentos. Pela observação dos fatos fica evidente que a mistura de viaturas, armas e PMs a bordo constitui um risco real,absoluto e fatal para a incolumidade pública. Assim deve suprimir-se um dos elementos: ou as viaturas, ou os PM's, ou as armas. Fico coma terceira opção.Sugiro que policial a bordo de viatura seja proibido de portar armas. Se quiser portar, ande a pé. Como sugerem a um cidadão que por herança cultural sempre teve a bebida como componente de uma refeição. E só bebe, moderadamente, quando se alimenta. E que é considerado criminoso se convidar a esposa para um jantar romântico onde possa ingerir 2 ou 3 taças de champagne e regressar a casa, feliz,em paz com ele,com Deus e com o mundo, dirigindo seu carro, cuidadosamente como sempre faz, em quaisquer circunstâncias. Como tem feito, nos últimos 40 anos, até 13 de Junho. Desconfio que essa lei nasceu de um pedido de (d.,dona) Marisa ao Tarso Genro, tal a quantidade de asneiras que essa gaúcho de piada tem expelido na sua defesa. Tem um porém;a arguta senhora deve ter esquecido que há mais de 30 anos que o marido não dirige carro, se é que alguma vez o fez. Os seguranças/esbirros do Sindicato o faziam. Agora as mordomias da presidência. No futuro as de ex. Assim pode continuar bebendo à vontade, ser inconveniente e comportar-se como um vilão na casa do sogro.”

Alexandre de Macedo Marques - 14/7/2008

"Essa é ótima!"

Romeu A. L. Prisco - 15/7/2008

"Acabo de chegar de minha merecidas férias. Merecidas acho, pois foram apenas de uma semana. Ao contrário dos demais brasileiros, tiro duas semanas de férias por ano, uma no verão e outra no inverno. Dessa vez, a do inverno, decidí ir para o verão da República Dominicana, para Punta Cana, não para a Cap Cana do Amary Jr., mas para um dos outros resorts de lá. Recomendo. A situação é de 'pensão total', incluindo bebidas, o sonho dos alcoólatras, inclusive dos fumantes, já que não se proíbe o fumo em nenhum lugar. Em outras palavras, já está tudo pago, comida e bebida. Imensos hotéis, com diversos restaurantes e muitos bares, inclusive com serviço de praia, servindo margaritas, piña coladas e, até whisky (red label), e todos os drinks locais, a qualquer hora do dia ou da noite, sem nenhuma cobrança adicional. Estradas precárias, de mão dupla, um enorme número de motoqueiros (todos sem qualquer proteção) e...nenhum acidente. Nenhum acidente. Nada.  Estive lá por uma semana. Andei por todos os lugares. Fui á Capital, Santo Domingo, conheci a Primeira Corte Judicial, a OAB local (O Colégio de Abogados). Em cada parada, nós, o guia e o motorista, com calor (entre 35 e 40 graus) matávamos a sede com excelentes margaritas. Só carros velhos quebrados, muitos. E motos, muitas motos, inclusive motos-taxis. E...não vimos, e nem participamos de nenhum acidente em nenhum lugar, em nenhuma estrada, em nenhuma rua, em nenhuma cidade. E, apesar de ser um lugar ainda incipiente, e talvez por isso mesmo, há poucas vias, e ruins, por isso muitos engarrafamentos. Mas, ninguém faz ultrapassagens perigosas, não há excessos no trânsito e... não há acidentes. Que conclusão tirar disso? Não sei. Talvez nossas autoridades de trânsito devam passar uns dias por lá. E relaxar, e gozar. Ou, enquanto isso não acontece, repito, sugiro aos migalheiros que o façam. Lá é Passárgada. Não há bafômetros. Lá, dirija, se beber ou não, não faz diferença nenhuma. É como antes era aqui."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 16/7/2008

"Quer continuar bebendo e dirigindo sem ser importunado pela fiscalização? Coloque um adesivo na parte superior do pára-brisa do seu veículo, com os seguintes dizeres: 'Deus é fiel e está comigo'. Os guardas dirão uns para os outros: 'deixa esse passar. Crente não bebe'."

Edmond d´Avignon - 16/7/2008

"Ainda bem, caros amigos, que essa gente tão criativa lê pouco, senão teria lido a respeito do cidadão do Qatar que, flagrado dirigindo embriagado, foi condenado, por um tribunal de Doha, a tomar 40 chicotadas em público pelo crime. Lá, naquele país de costumes rigorosos, somente alguns bares, portadores de licenças especiais, podem vender bebidas alcoólicas, e mesmo assim somente para estrangeiros não árabes. A lei islâmica pune, com rigor, os cidadãos que fazem uso de álcool em qualquer situação, mais ainda dirigindo, caso que requer chicotadas. Se a moda pega, pelourinhos deverão ser instalados nas praças de todas as cidades brasileiras e os da Bahias deverão ser reativados."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 17/7/2008

"Há notícias, agora, da necessidade dos bafômetros nos aeroportos. Em outras palavras, o cidadão não vai poder embarcar com determinada quantidade de líquidos, principalmente etílicos, seja na bagagem de mão, seja na corrente sanguínea. Pois não é que ontem um passageiro embriagado, que portava certa quantidade de bebida em seu interior e não foi flagrado ao embarcar em um vôo que partiu de Londres com destino a Varadero, em Cuba, depois de ameaçar a tripulação e ofender os outros passageiros, obrigou o comandante a desviar a aeronave para Hamilton, nas Bermudas, onde foi removido. Na verdade, o passageiro, ansioso para chegar a Cuba (e não era nenhum daqueles Boxeadores presos no Brasil pelo nosso diligente Ministro da Justiça), achou a viagem demorada e pretendeu descer, abrindo a porta dianteira do avião. Vai daí que não desceu em Cuba, mas em Hamilton, nas Bermudas, onde pode, Talvez, tomar 'uma cuba libre'."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 18/7/2008

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