quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Isabella

de 20/7/2008 a 26/7/2008

"Excepcionalmente, discordo de um juízo de valor migalheiro, sempre com muita precisão acrescido às notas lançadas no delicioso informativo (Migalhas 1.943 - 21/7/08 - "Caso Isabella"). Não acho estranho o empenho da polícia, e muito menos da perícia, em responsabilizar os pais no caso da menina Isabella. Se as provas materiais são contundentes no sentido de incriminá-los, não há razão para que sejam 'comedidos'. Pelo contrário. Um fato desta natureza merece, sim, prioridade, destaque e, até, 'desenho animado', caso seja este necessário para melhor se visualizar tanta atrocidade. O ânimo das autoridades envolvidas no caso é, a meu ver, (e ao contrário do que pensa Migalhas), claro e oportuno, e deve ser repetido e copiado por outras tantas autoridades que se encontram à frente de casos, como este, escabrosos. Da fiel amiga (e migalheira),"

Mariana Lisbôa - 21/7/2008

"Equipe Migalhas, sobre o caso Isabella Nardoni, muito explorado pela mídia, fico me perguntando se não é falta de trabalho, de notícias vendáveis e que dê Ibope (Migalhas 1.943 - 21/7/08 - "Caso Isabella"). É um desperdício da polícia fazer desenho animado da reconstituição do crime! Não custa lembrar, que há poucas semanas, um menino da mesma idade também foi 'jogado' pela mãe e/ou padrasto no interior de São Paulo e a mídia dispensou ao caso reles cinco minutos..."

Juliana de Siqueira Castro - 22/7/2008

"Ainda o caso Isabella (Migalhas 1.943 - 21/7/08 - "Caso Isabella"). Cara colega Mariana, acredito que, ressalvados juízos melhores, o empenho da polícia deve ser o de investigar e desvendar a verdade dos fatos – e não a mera coleta e produção de provas para a acusação. A imparcialidade, além de conveniente, é obrigatória, já que 'ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória' (CF, at. 5º, LVII). A neutralidade quanto ao resultado é obrigação ética mínima de qualquer investigação. Não é demais perguntar: e se eles forem inocentes? Se o forem, quem será e onde está o culpado? E que diabos vamos fazer com a Constituição já que a mídia se encarrega de conduzir indevidamente o processo legal ao sabor do Ibope?"

Tiago C. Vaitekunas Zapater - professor de Direitos Difusos e Coletivos na PUC/SP. Doutorando em Filosofia do Direito - 22/7/2008

"Em abono à opinião da migalheira Mariana Lisbôa, lembro Ruy Barbosa: 'A acusação é apenas um infortúnio enquanto não verificada pela prova'."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 22/7/2008

"Quanto ao "Caso Isabella" (Migalhas 1.943 - 21/7/08) achei muito infeliz o comentário de vocês do empenho da polícia em incriminar um casal que já está preso. Não se pode esquecer de dois fatos importantíssimos: o crime foi bárbaro, chocou a opinião pública e afetou até relações de parentescos quando um dos pólos trata-se de filhos, pois milhões deles ainda não sabiam o horror que alguns 'pais' são capazes de cometer. Outro fator é que eles ainda vão a julgamento por um júri popular, quando se submeterá a um veredicto de culpados ou inocentes. Atenciosamente,"

Vanessa Furlan Carneiro - 22/7/2008

"IsaBella e as Feras! Não é perfeito! Gente do céu, que implicância, claro que pode ser desenho animado! Limite? Respeito? Direito? O que é isso mesmo? E o que é pior, deve ter gente esperando ainda que o mundo acabe num maremoto, quem sabe um terremoto, super aquecimento... sei lá..."

Márcia Santos da Silva - advogada em Marília/SP - 24/7/2008

"Em relação ao caso Isabella, caríssima colega Vanessa, não posso deixar de expressar minha perplexidade. A gravidade do crime e o choque da opinião pública não mudam em nada a obrigação de se observar o devido processo legal. Não mudam em nada a obrigação de empenho da polícia – sem dúvida o empenho é devido – mas em investigar os fatos em prol da verdade e não em prol da audiência (e daí a pergunta: para que o desenho animado). Da forma como vai, o caso Isabella não será submetido ao júri popular mas a um grande 'Você Decide'. Judiciário e imprensa brasileira devem repensar urgentemente suas relações."

Tiago C. Vaitekunas Zapater - professor de Direitos Difusos e Coletivos na PUC/SP. Doutorando em Filosofia do Direito - 24/7/2008

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