terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Artigo - Antonio Candido: 90 anos de dignidade

de 20/7/2008 a 26/7/2008

"Bravo, bravíssimo (Migalhas 1.945 - 23/7/08 - "90 anos" - clique aqui)! Antonio Candido merece as belas linhas aqui escritas. A todos nós, que ganhamos nosso pão no mundo jurídico, interessa saber que Candido sempre nos fez companhia. Certa vez, tendo notado sua presença em um evento na Faculdade de Direito, pedi licença para cumprimentá-lo: - Desculpe-me incomodá-lo, professor, mas queria dizer que apesar de graduada em Direito, gosto muito de literatura, e sua obra tem sido muito importante em meu trabalho. Ao que ele generosamente respondeu: - Mas os alunos daqui sempre gostaram muito de literatura. Aliás, um dos meus primeiros artigos foi publicado pela Revista da Faculdade."

Roberta Resende - 24/7/2008

"(Migalhas 1.945 - 23/7/08 - "90 anos" - clique aqui) Muito se pode dizer sobre os méritos intelectuais do professor Antonio Candido, que está completando noventa anos de idade e, daqui a algumas semanas, será agraciado como o prêmio Juca Pato, de Intelectual do Ano, conferido pela União Brasileira de Escritores. Uma característica, em especial, distingue o grande mestre, tornando-o, verdadeiramente, um sábio: sua modéstia."

Cássio Schubsky – editor e historiador, São Paulo - 25/7/2008

"Apesar de graduada em Direito, a doutora Roberta Resende cultiva a literatura. Assim disse, no que muito bem retrata a condição de incultura que avassala a profissão. O que faz falta à grande maioria dos bacharéis destes dias é a distância dos bons autores, o que resulta em profundo desconhecimento da língua escrita, já que a falada hoje se reduz a simples expressões onomatopéicas. Ora, a ferramenta de trabalho dos advogados, sejam eles 'militantes' do foro, ou sedentários pareceristas em seus escritórios, é o manejo preciso e acurado desse instrumento, cujo mau uso tem tido resultados catastróficos. A conseqüência desse esquecimento apequena a tormentosa 'literatura' das petições e mesmo dos pareceres. E deságua no emaranhado das peças redigidas no sagrado seio dos tribunais e juízos, cuja produção, em quase totalidade, deslustra a língua que, outrora, derramou-se em beleza nos ricos textos de Vieira, Garret, Herculano, Camilo, Coelho Neto, Humberto de Campos e Machado. Sem desfazer dos omitidos, já que o elenco destes seria possivelmente um teste inatingível para a milionária lista de inscritos e não inscritos. Prossiga, doutora Roberta, e nos brinde com seu esforço para o renascimento da boa literatura forense. Assim seja."

Antonio Bastos A. Sarmento - advogado, Tauil, Chequer & Mello Advogados, associada à Thompson & Knight L.L.P. Werneck - 25/7/2008

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