domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Operação Satiagraha

de 27/7/2008 a 2/8/2008

"Que silêncio, não? Todo mundo quieto. Protógenes fora, novo delegado encarregado e... nada. Nadinha. Silêncio absoluto. Jornais? Nada. Então, vamos ao que está circulando na intenet:

'Autoria desconhecida, circulando pela Web

Vamos ver como andou se comportando o banqueiro Daniel Dantas:

1 - Dantas pagou R$ 8,5 milhões ao advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Cacai(Kakai), amigo de José Dirceu. De fato, quem advogou para ele foi José Oliveira Lima, também chapa do ex-ministro, por R$ 1 milhão. O pagamento a Cacai foi, sei lá, uma espécie de deferência;

2 - Dantas pagou, por meio da Brasil Telecom, R$ 1 milhão de reais a título de honorários advocatícios, a Roberto Teixeira. Sim, o Primeiro-Compadre, aquele da Varig;

3 - Antes de a Gamecorp, de Lulinha, fechar o acordo milionário com a Telemar (atual Oi), Dantas pagava à empresa do filho do presidente e sua trupe R$ 100 mil mensais para que fornecessem conteúdo para o portal de internet da Brasil Telecom;

4 - Dantas pôs em sua folha de pagamentos a agência Matisse, de propriedade de Paulo de Tarso Santos, petista histórico e marqueteiro das campanhas de Lula em 1989 e 1994. A Matisse foi contratada para 'reposicionar' a marca da Brasil Telecom. Mas o que fez mesmo foi ajudar a 'reposicionar' Dantas frente ao governo petista;

5 - Dantas conseguiu emplacar no governo o ministro Mangabeira Unger, que contratara como consultor e trustee da Brasil Telecom, quando era controlada pelo Banco Opportunity. Mangabeira recebeu US$ 2 milhões;

6 - Dantas contratou, sabe-se agora, Luiz Eduardo Greenhalgh, petista histórico. Não se conhecia a sua intimidade com esse ramo de negócios;

7 - Dantas contratou a agência de Marcos Valério, o notório operador do mensalão.

Dantas fez negócio, portanto:

- com o filho do presidente;

- com o compadre do presidente;

- com o ministro do presidente;

- com os chapas do ex-ministro forte do presidente;

- com o publicitário do presidente.

E tudo, como se vê, no governo do PT.

Agora, não sejamos maldosos e injustos: Lula não sabia de nada!'"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 29/7/2008

"Protógenes era um antigo pintor grego, um rival contemporâneo de Apelles. Como com os outros pintores famosos da Grécia antiga, nenhum de seus trabalhos sobreviveu, e sabe-se somente das referências literárias e das descrições (breves). Comentário meu: texto sintomático, com tradução livre deste escriba, indica que nenhuma obra do nosso Protógenes terá muita chance de sobreviver, mesmo porque se chegou ao ponto em que todos vão querer salvar 'suas Apelles'."

Ilson Wajngarten - 29/7/2008

"Acho que está na hora de seguirmos o receituário do nosso gurú do Palácio do Planalto. Pontificou o ilustre mestre, o mais distinguido discípulo do Rolando Lero, recomendando aos discordantes que 'podiam tirar o cavalinho da chuva.' Face às nuvens escuras da economia internacional, aos preços das comodities, à inflação interna, ao déficit comercial, ao fastio em pôr um cabresto nos gastos do Estado sindicalista, à negociata das Teles, à impunidade bestial das saúvas esquerdo-sindicalistas, pergunto: que tal tirarmos o Lulinha 'paz, amor e fantasia' da chuva? E oferecer-lhe um torno, umas galochas e uma camiseta dos Gaviões?"

Alexandre de Macedo Marques - 29/7/2008

"Leio em Migalhas o comentário do dr. Wilson Silveira. Não sei. Não sou Lulista, não votei pra Lula; aliás, desde meus 70 anos, estou com 82, não voto pra ninguém; mas, por dever de consciência devo defender Lula, quanto ao sabia, não sabia. Quase sempre os políticos, ou os que se envolvem na política deparam-se com aliados que o que buscam é aproveitar-se da situação. Isto não se deu só com Lula é claro.Deu-se até com os militares,com a ditadura. Houve os que quiseram se aproveitar dela e foram expurgados, ex. Lacerda, Adhemar, Conceição das Neves, e outros, que eram. É preciso conviver na política para saber o que acontece aproximar-se sem mesclar-se. Eu fui um desses. Por amizade, aceitei ser assessor da Deputada Dulce Salles Cunha Braga e quando ela adoeceu, exonerei-me. Poderia envolver-me, mas não aceitei continuar na assessoria pois não confiava em quem me convidou, como confiei na Dulce, que era honestíssima... Não vou mais dizer nomes porque também já faleceu. Certa vez, muitos professores do ensino secundário, entraram no gabinete pedindo à Dulce para defender um projeto deles, dizendo-se eleitores dela. Eu, que não confiava em ninguém e continuo não confiando (diga-se de passagem) entreguei-lhes uma lista de apoio. Ninguém quis assinar, ela ficou surpresa. Até ela era ingênua. Eu tenho um lema: na política, como no amor, tudo vale. Quantos Lulistas que estão ao lado dele só porque ele e Presidente? Quantos são petistas por convicção? Ele sabe de tudo o que acontece ao redor dele? Claro que não!  Poderia citar dezenas de casos em que o indivíduo usou o nome de outros, para aproveitar-se. Sei de um caso que o individuo diz-se sobrinho de um figurão, por ter o mesmo sobrenome dele, e jamais passou nem sequer ao lado dele. Na época dos militares conheci um vendedor de flâmulas que conseguiu (não sei se era falsificada) uma ordem para vendê-las para benefício do exército e vendi-as muito bem, que sei que nem um real foi para o exército; ou quiçá foi para algum militar desonesto que lhe forneceu o documento, desconhecendo os que mandavam, o episódio. Uma coisa é certa. Esses advogados, que se dizem Lulistas ou petistas, sabem muito bem se aproveitar da ocasião, faturando milhões, quando nós, os demais, temos dificuldades até para sobreviver na carreira. Eles estão errados? Eu poderia ter aceitado a assessoria, ter-me-ia aposentado com 10 vezes a mais do que ganho hoje. Fi-lo (como dizia o Jânio) por foro íntimo, mas confesso: nada melhorou porque o fiz e prejudiquei-me a mim e a minha família. A questão é saber viver sem idealismo, a não ser ganhar mais, viver bem, por isso eles se aproximam dos que mandam. Estes sabem quais são os verdadeiros e fiéis companheiros e suas ações em defesa do bolso deles? Duvido! E também não lhes interessa, o que interessa é mandar, estar no comando. Eu poderia, pela minha experiência, citar muitos mais casos; mas sei que Migalha não dispõe de espaço para tantos comentários; e dou parabéns a ela por atender-me, naquilo que me atende. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 31/7/2008

"Sem querer polemizar com os dignos cronistas que têm tratado da questão do Estado de Direito Democrático para criticar recentes ações da PF e elogiar a concessão de HC por parte do STF. Não seria demais lembrar que a opinião pública não pode e nem deve ser contrariada ou posta em segundo plano em nome da defesa de um suposto Estado de Direito Democrático. A opinião pública deve nortear as condutas democráticas do Estado de Direito e serem executadas em seu nome. Infelizmente, vivemos numa época de crise de valores éticos e banalização do crime."

Elias Felcman – escritório Corrêa Meyer e Felcman Advogados Associados - 1/8/2008

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