terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Greve na Justiça paulista

de 22/8/2004 a 28/8/2004

"Acho que nós advogados temos que nos manifestar sobre a greve o judiciário paulista, organizando uma mega passeata no centro de São Paulo e chegando às portas do TJ para exigir providências, afinal somos os mais prejudicados com tudo isto. A greve é justa, porém não é possível aceitar este estado de coisas e a inércia do TJ."

Marcia Maria Bittar Latuf - 23/8/2004

"Estamos próximos de completar dois meses de greve. Para os advogados que têm seu trabalho calcado na área contenciosa, como é meu caso, essa longa greve está provocando enormes prejuízos materiais e morais. Entendo que está mais do que na hora das entidades que nos representam, OAB e AASP, se unam e promovam um ato público, convocando não só os advogados mas os cidadãos, para que as Autoridades sejam chamadas a discutir não só o direito dos grevistas mas o direito dos cidadãos obterem o que a CF garante: o acesso à JUSTIÇA. Atenciosamente,"

Adriano Prudente de Toledo - 24/8/2004

"Deixando de lado a discussão acerca da procedência ou não das reivindicações dos servidores do Judiciário paulista, em greve há quase dois meses, e da possibilidade ou não de o TJ/SP atendê-las, pegunto: Ainda que em desrespeito às competências dos nossos Códigos de processo, porém, em busca da Justiça onde ela se encontra disponível, não seria justificável, diante da urgente necessidade de um provimento judicial sob pena de prejuízos "de impossível ou difícil reparação", que o cidadão atravesse as fronteiras do Estado de São Paulo e, em outro Estado, proponha a ação ou medida de que necessita?"

Paulo Roberto Francisco Franco, advogado em Araraquara/SP - 24/8/2004

"O Poder Judiciário precisa mesmo de urgente reforma. Em um processo sob meu patrocínio, que tramita na 16ª Vara Cível de Porto Alegre foi expedida precatória de citação para São Paulo Capital. Eu e meu constituinte estamos aguardando a citação da empresa ré, há quase dois anos, isso que o Juiz deprecante já oficiou ao deprecado solicitando informações. Nem isso recebeu. Assim o advogado fica até mesmo sem ter o que dizer ao cliente. Como explicar uma coisa dessas?"

Marcelo S. de Aguiar - 25/8/2004

"Nunca imaginei estar manifestando-me positivamente quanto à sugestão da colega Marcia Maria Bittar Latuf, mas rendo-me à brilhante idéia lançada: uma mega passeata do centro de SP até as portas do TJ. Seria, sobretudo, uma manifestação elegante no mais amplo sentido: milhares de causídicos trajando terno e gravata seguindo da mais paulista das avenidas ao TJ. Por que não?"

Paulo Rogério Zucarelli de Souza - escritório Zucarelli Advogados - 26/8/2004

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