quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

UNIP

de 22/8/2004 a 28/8/2004

"A coordenação do curso de Direito da UNIP alega que isto não é relevante (Migalhas 995 - De gênio). De acordo com eles, a pessoa pode conhecer as fontes do Direito somento no décimo semestre, sem prejuízo de sua carreira acadêmica... Eu, humilde leitor de Migalhas, que modestamente organizo seminários jurídicos sempre respeitando as seqüências lógicas, tenho a impressão que rasgaram a doutrina.... e subverteram a ordem das coisas."

Lauro Parente, acadêmico - 25/8/2004

"Tenho minha formação acadêmica no curso de Direito da UNIP e fiquei boquiaberto com a nova lógica do curso de Direito, mencionada em Migalhas 995. Os coordenadores do curso, durante os anos em que lá estudei, mostravam-se pessoas lúcidas, com o escopo de elevar o nome daquela instituição de ensino, empregando ensino de boa qualidade. Entretanto, doravante, observo que tentam “colocar os carros na frente dos bois”, esquecendo que a ciência do Direito, mormente no âmbito pedagógico, deve ter um sentido lógico e que jamais pode ser ignorado, sob pena de dificultar a assimilação de questões jurídicas apresentadas aos acadêmicos de Direito."

Marcus Vinícius Moura de Oliveira - 26/8/2004

"Gostaria de entender como é possível um curso de Direito ser colocado em módulos, e como podemos modular o Direito Civil e Penal sem a necessidade de conhecimentos prévios das disciplinas, exemplo: pode alguém estudar Fato Típico e Crime, sem ter aprendido: Fontes do Direito Penal, Material Formal, Características da Lei Penal? E alguém pode me afirmar que pessoas podem se matricular para o 1º Semestre de um curso de Direito e assistir aula com a turma do 2º Semestre que já estudaram todos os itens descritos, sem prejuízo, e que esses mesmos alunos do 1º semestre podem estudar as matérias fundamentais no 10º Semestre que não existe problema??? Por favor, alguém pode me tirar esta dúvida, pois, acho que estou louco, depois de estudar um semestre inteiro e ter a base das disciplinas, alguém vem em minha sala de aula e diz que isto é normal e que não existe prejuízo do ensino, e mais, deixam bem claro se quiser é assim que será, viraram o Direito de “ponta-cabeça”. Algum Jurista que ler esta migalha pode me ajudar, sou um acadêmico frustrado. Desculpem o desabafo."

Jefferson Pastuszak - 26/8/2004

"Bom seria se essa fosse a única alteração ilógica sofrida pelos estudantes do curso de Direito. Todos os semestres, desde 2003 estamos sofrendo alterações que simplesmente nos são impostas. Muitas indagadas pelos universitários, mas com o argumento de "visar uma melhora na imagem da Universidade diante dos resultados do provão..." eles simplesmente ignoram a nossa opinião. Infelizmente, com a concorrência aumentando desgovernadamente, nós recém-formados seremos os maiores prejudicados, pois enquanto eles correm atrás de índices junto ao MEC, nós corremos atrás do nosso lugar ao sol, pois ninguém enfrenta cinco anos, trabalhando e estudando, deixando para trás a diversão em prol de se empenhar numa carreira apenas atrás de índices e sim atrás do sucesso e da realização profissional."

Patricia Sant - escritório A. L. Thomé Consultoria e Assessoria Legal Trabalhista S/C - 26/8/2004

"Como leitor de Migalhas e acadêmico do 2º semestre do curso de Direito, gostaria de dizer que isso é uma total brincadeira com o curso de Direito..."

Thiago André de O. Silva - 26/8/2004

"Muito arrojada a atitude da UNIP. Já pensou se a moda pega? Seria uma situação cômica os alunos da 3ª série do ensino médio estudando a tabuada e o alfabeto!!"

Diogo Marques Machado - Estagiário de Direito, Procuradoria do Município de São José dos Campos/SP - 26/8/2004

"Caro Jefferson! Ao ler o seu desabafo, lembrei do amigo médico, quando comentou sobre a inversão dos valores pedagógicos reinantes nas faculdade de medicina. Comentava o ilustro discípulo de Hipócrates, que não deveriam utilizar como método de ensino para a prática médica, a dissecação de cadáveres, com aulas nos necrotérios, e sim, fazer os alunos/acadêmicos freqüentarem as maternidades, para aprender com a vida e não com o substrato ou resíduo. Com essa figura, que merece a mais arguta exegese, empenho e verticalidade dos Doutos das Ciências, analiso o seu 'desabafo', e desde logo verifico que a sua pretensão de direito material (sua reclamação) merece acolhida, por possuir muito 'LIP', que são as condições da ação - Legitimidade, Interesse e Possibilidade jurídica - que tal então submeter esses fatos (onde o direito possui a sua gênese) a um aprofundado exame e pesquisa jurídica, para, acionando - até pela via administrativa - o MEC, tentar uma reforma estrutural nos programas de ensino jurídico nesse país. Recomendo-te, ao início da empreitada a leitura, ... a leitura, ... a leitura, ... a leitura, ... rumo ao que apregoava Louis de Riboulet em França: "O estudo é fonte de felicidade?! O estudo é fonte de felicidade, pois nos preserva do mal . A preguiça, a indolência, os prazeres malsãos não deixam senão remorsos e pesares. O estudo nos faz saborear a felicidade no cumprimento do dever, no desenvolvimento das faculdades, na busca apaixonada da verdade, na intensiva preparação à missão para a qual fomos criados. Para as almas de elite, é a fonte das satisfações mais delicadas. Pode dizer-se do trabalho intelectual o mesmo que Montaigne dizia a respeito da virtude: Por natureza ela é “ bela, triunfante, inimiga figadal e irreconciliável da aspereza, odorífica e deliciosa”. A pesquisa da verdade causa alegrias indizíveis. O jovem Papillon, dizia: “Nesta encarniçada perseguição, nessa árdua viagem à procura do que é, as melhores faculdades se entusiasmam; esquecem-se as negras preocupações e as frívolas necessidades, sentimo-nos de certa maneira mais nobres, mais dignos, mais felizes. É que realmente vivemos a vida em toda a sua plenitude; a atividade do ser alcança o seu máximo; o corpo e o espírito trabalham de comum acordo e esta harmonia é, talvez, o segredo da felicidade” , ... rumo à Cultura, tanto a jurídica (específica e indispensável para o exercício da profissão de operador jurídico), como a universal, que irá lançar os alicerces da tua edificação intelectual e moral."

Cleanto Farina Weidlich - 27/8/2004

"Caros, Sempre quando estou migalhando no nosso Migalhas, me deparo com considerações sobre condições dos cursos jurídicos, formação deficiente dos advogados, resultados ruins do exame da OAB etc. Rudimentarmente, a causa primeira é a transformação da educação numa indústria de acumulação de capital, onde o que funciona muito bem é a emissão de boletos e respectivas tesourarias. A UNIP se agigantou e perdeu a preocupação com a qualidade, com a formação do operador de direito para a boa luta; limita-se a burocraticamente cumprir a carga horária exigida. Neste semestre, além de continuar com o pouco caso com a excelência do ensino, ainda conseguiu desagradar a gregos e troianos ao misturar 1º com 2º semestres, justificando que o curso funciona em "módulos". Aliás, o que o MEC deu como "lição de casa" para a UNP, depois de três notas "E" consecutivas no curso de direito? Com a palavra o MEC e a OAB. Cordialmente,"

Armando R. Silva do Prado - 27/8/2004

"Sou acadêmica do último ano do curso de Direito da Unip e fiquei extremamente perplexa diante da "brilhante" atitude tomada pelos organizadores da mudança de nossas disciplinas. Acredito realmente que referida decisão só tem a contribuir para maiores dificuldades e problemas a serem enfrentados pelos futuros juristas no mercado de trabalho."

Mariléa Lima - 27/8/2004

"Sou acadêmica do último semestre do curso de Direito na UNIP/Marginal Pinheiros. Gostaria de entender qual é o objetivo da Universidade Paulista. Que não se trata de preocupação com a formação de profissionais capacitados, todos nós temos certeza. Nos resta apenas a indignação e o protesto diante de uma sociedade formada por empresários totalmente, e tão somente, capitalistas. É uma pena."

Denise Ferreira Tigre - 27/8/2004

"Realmente é incabível esse nova modulação feita pela UNIP no seu curso de Direito, literalmente "assaltaram a dogmática"."

Raphael Moura Passos - estagiário - De Rosa, Siqueira, Almeida, Mello, Barros Barreto e Advogados Associados - 27/8/2004

"Oi gostaria de pedir o apoio de vocês do Migalhas para divulgar o que está acontecendo na Unip, eu sou aluno da turma que está acontecendo essa palhaçada..."

Leandro Di Nizo Paladino - 27/8/2004

"É pessoal a palhaçada continua! Estamos indignados com o descaso da "universidade" não podemos deixar cair no esquecimento! Merecemos pelo menos uma satisfação, conto com a colaboração de todos."

André Thomaz Beraldo - 27/8/2004

"Nesta semana apareceram muitas migalhas sobre o Curso "modular" da Unip, vocês precisam conhecer o Curso "abandonado" da Uniban Maria Cândida, pois a cordenação da Universidade, detectando problemas no campus Osasco simplesmente retirou o Coordenador do Curso da unidade Maria Cândida e o transferiu para Osasco. Estão usando agora a tática dos times de futebol que quando o time vai mal trocam o técnico e não a maneira de pensar da "Diretoria". Infelizmente, os alunos, os professores e a sociedade, todos perdem com essa mercantilização do ensino superior no país, onde o que se visa é o lucro e não a formação acadêmica e social do aluno."

Caio Costa e Paula, aluno do quinto ano noturno da Uniban, campus Maria Cândida - 27/8/2004

"Felizmente estudei em uma faculdade de Direito de 1ª linha, como costuma-se dizer hoje em dia, (Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo) e estou profundamente horrorizada com o comércio que existe entre as novas escolas jurídicas. Hoje em dia qualquer pessoa, com o mínimo de conhecimento, conclui um curso de Direito, tornando-se bacharéu. A UNIP não é um caso isolado. A Universidade Anhembi-Morumbi, veiculada na TV, tem a mesma proposta de graduação modulada, como se fosse uma especialização. Se 5 anos não são suficientes para adquirir todo o conhecimento necessário par atuação no mercado de trabalho, como faremos com apenas 2 anos? A classe jurídica deveria se unir como fizeram os médicos, contra a abertura de cursos meramente comerciais."

Fabiola Ferro - 27/8/2004

"Sou formado no curso de Direito da UNIP (Vergueiro) e fiquei muito surpreso com a nova política adotada para o curso de Direito, mencionada em Migalhas 995 (De gênio). Primeiro, porque durante os anos que lá estudei (1996 a 2001) a faculdade se mostrou séria e muito preocupada com o nível dos professores e conteúdo das aulas ministradas, primando sempre pela qualidade do ensino. Segundo, por entender que tanto no Direito, como em qualquer outro curso universitário, um aprendizado de qualidade, depende necessariamente de conceitos prévios obtidos através do conhecimento de matérias e princípios que servirão de base para o aperfeiçoamento das demais disciplinas a elas subjacentes. Sem contar é claro, com o fato de que os alunos que lá se formarem, além de serem motivo de chacota, certamente serão marginalizados pelo mercado de trabalho. Se a idéia é dividir o curso em módulos que assim o faça, devendo porém, respeitar toda a lógica e sistemática de ensino que envolve um curso dessa natureza. Torço para que os coordenadores do curso de Direito, repensem essa nova política, pois uma faculdade que contraria a lógica do aprendizado, ainda mais num curso de Direito tão combatido pelo MEC e até mesmo pela própria OAB, aparentemente não está revestido da seriedade que merece."

Renato Reis Silva - 27/8/2004

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