sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalheiros

de 27/7/2008 a 2/8/2008

"Palco iluminado

Em cada sonho uma fantasia

Que percorre o pensar

No momento a gritar

Força que extasia

Girando no encanto da vida

Um gesto nobre propicia

Na luz que irradia

NO instante eterno - a guarida

O cenário todo florido

Uma paisagem a contemplar

Um universo a pensar

No tempo um fluido

Que teima em derramar

Gotas de um sereno

Um incenso ameno

A existência contagiar

Interação perfeita

Arquitetura social

Beleza natural

Obra prima feita

Cada ser é arquiteto

Que a história aniquila

É o sonho da vida

Inacabado um projeto

Um projeto inacabado

Que falta ser decifrado

Ou um palco iluminado

Explicação buscando?"

Luiz Domingos de Luna - 28/7/2008

"O Rui Castro é um jornalista de texto límpido, leve e quase sempre muito engraçado. Na sua colaboração semanal, na Folha de S. Paulo, conta que nuns tempos bicudos, em busca de um meio de sobreviver, pensou em associar-se a um amigo e fundar uma igreja tendo em vista o sucesso do negócio no mercado. Mas arrumou um emprego e a novel denominação 'Umbandismo marxista do oitavo dia' nunca iniciou os seus 'trabalhos' de descarrego e de despachante bem remunerado de pleitos junto ao quebrador de galhos universal 'O Senhor Jesus', aleluia! Lendo a bem humorada matéria lembrei-me que o espaço no mercado já estava ocupado por dois poderosos concorrentes: o bispo Macedo e seus pastores amestrados e pelos últimos justos e éticos na face da terra, agrupados na seita conhecida como PT. O Rui Castro dá como exemplo de benefícios a serem oferecidos os (perdão!) disponibilizados por um tal de Pai Ambrósio. Como podem verificar, o portfólio de produtos do PT - e da esquerda analfa em geral -está incompleto, distraídos pelos mensalões da vida e outros expedientes. Aí vai, aproveitando a experiência de Pai Ambrósio, alguns produtos a serem oferecidos pelo PT e seus fiéis seguidores, migalheiros ou não: 'Solução de problemas amorosos e profissionais. Curo qualquer doença (inclusive viadagem). Curo qualquer vicio. Encontro cão perdido. Tiro unha encravada e fimose. Jogo cartas, bingo, bilhar.' Se algum fiel petista me chamar de 'burguês', direi 'acertou, meu bem!'"

Alexande de Macedo Marques - 28/7/2008

"Regras de Ouro e de Prata. Pode ser sonhador, poético ou até mesmo piegas, mas dia desses pus-me a meditar, imaginando como a vida seria melhor, quanta dor e sofrimento evitaríamos caso não existissem ou fossem banidos o cigarro, as bebidas alcoólicas, as drogas e as armas de fogo. Certamente a humanidade viveria feliz, abstraídas estas causas, geradoras de inúmeras tragédias cotidianas. Quantos pais já sofreram, sofrem e ainda sofrerão em decorrência desses fatores? Impossível quantificar. A vida é boa! Nós precisamos reaprender a ouvir a música certa, a ler o livro certo, enfim, a cultivar nossa essência de bondade, realizando a regra de ouro da caridade moral ensinada por Jesus: 'fazermos ao próximo aquilo que gostaríamos que nos fizessem'. Se ainda não estivermos preparados, ao menos colocarmos em prática a regra de prata, o que já será um bom começo, 'não fazendo ao próximo aquilo que gostaríamos que não nos fizessem'. Seria o fim do egoísmo e o mundo poderia viver em paz."

Armando Bergo Neto – advogado, OAB/SP 132.034 - 29/7/2008

"Peço perdão pelo linguajar chulo, caro migalheiro Alexandre de Macedo Marques, mas algumas piadas são mesmo assim. E, na esteira do Pai Ambrósio, lembrei-me de outra

'O cara estava andando pela rua e viu uma placa dizendo: 'Clínica Médica: tratamos qualquer doença; resultado garantido ou seu dinheiro de volta em dobro'. E pensou:

- 'Esses caras tão se achando espertos, vou enganá-los e ainda tirar uma grana'.

Entrou na clínica, pagou a consulta e o médico o recebeu sorridente:

- 'Pois não, o que o traz até aqui?'

- 'Doutor, estou aqui com um grande problema, perdi meu paladar, não consigo sentir mais o gosto de nada; água, café, feijão, arroz, tem tudo a mesma falta de gosto'
E o médico:

- 'Ah, pois não. Enfermeira, por favor o pote número 13.'

E veio o pote cheio de merda; o médico encheu uma colher e enfiou na boca do paciente.
- 'O que é isso? O senhor me deu merda?! Tá doido?'
E o médico imediatamente:

- 'Pronto, recuperou seu paladar, está curado!'

O cara saiu puto da vida pensado:

'Desgraçado, me pegou dessa vez; mas agora tenho que recuperar minha grana. Dessa vez vou meter uma infalível'

Uns dias depois entrou na clínica, pagou novamente a consulta e…
- 'Ora, ora, o senhor aqui de novo?!'
E o paciente:

- 'Como assim, de novo? Quem é o senhor, quem sou eu? Perdi minha memória. O que estou fazendo aqui?'

O médico sem pestanejar:

- 'Ah, pois não, enfermeira, o pote 13.'

- 'O pote 13 de novo não, porra!'

- 'Maravilha, recuperou a memória, está curado!'

E o cara, puto da vida:

'Mas que filho-da-puta! Levou meu dinheiro de novo. Não é possível! Dessa vez não vou dar chance…'

Uma semana depois tava ele de novo:

- 'Mas vejam só, o senhor novamente! RRRSSS. Em que posso ajudá-lo dessa vez? RRRRSSS
- 'Pois é doutor, estou acabado dessa vez, perdi o tesão. Não tenho mais vontade de transar com ninguém. Vejo a Luise Alhtenhofen, a Carla Perez, a dançarina do Latino e nada… não tenho mais vontade nenhuma…'

O médico pensou um pouco e solicitou:

- 'Enfermeira, o pote…'

- 'Se vier com essa porra de pote 13 mais uma vez vou foder com o senhor , vou foder com essa enfermeira filha-da-puta, vou foder com todo mundo!'
- 'Pronto, já recuperou seu tesão novamente, já está curado!'

E, mais ainda, uma placa de 'cura-tudo' muito interessante'."

 

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 31/7/2008

"Os impostos

Os impostos estão aí,

estão postos e,

portanto, não são ficções,

não são supostos.

Os impostos são pressupostos

do Estado.

Ou seja, o Estado, para existir e se manter,

necessita e depende dos impostos

para cumprir o seu fim (não em si mesmo),

a sua missão/função social,

o seu verdadeiro papel enquanto tal, qual seja,

o de propiciar vida digna aos seus cidadãos, ao seu povo.

Contudo, os impostos são

cada vez mais impostos,

traiçoeiros,

escorchantes,

e pesados,

e também cada vez menos sãos.

Apesar disso, os impostos estão aí,

então, haja impostômetro para medi-los/computá-los."

André Luís Firmino Cardoso – OAB/SP 157.808, escritório Leite e Narezzi Advogados Associados - 1/8/2008

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