terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Greve no Judiciário paulista

de 19/9/2004 a 25/9/2004

"Em resposta ao Sr. José Antonio dos Santos, nobre colega de profissão, gostaria que o Sr. lesse ao mínimo a Lei 7783/89 em seu art. 10, que diz sobre atividade essenciais. Em relação aos pedidos dos servidores, gostaria que o Sr. fizesse parte da mesa de negociação para que visse o Exmo. Sr. Desembargador Luiz Elias Tambara dizer que não tem dinheiro para fornecer tal aumento solicitado. Gostaria mais, tanto nos atendemos as ordens feitas pelo Poder Judiciário que entramos com Mandado de Segurança para garantir salários dos servidores que caso o Sr. não saiba, mas tem caráter alimentício, podendo só ser descontados 30% dos valores. Gostaria que o Sr. verificasse a veracidade dos fatos em primeiro lugar para depois falar sobre eles. Gostaria somente de citar que na Paraíba, Advogados da União entraram em greve pedindo aumento salarial. Gostaria de saber se o Sr. fez alguma critica para os seus colegas de trabalho ou mesmo se apóia o movimento dos seus nobres colegas. Caso o Sr. não saiba da noticia, pesquise primeiro e depois me dê uma resposta. Fraternalmente, Um T.`. F.`. A.`."

Ricardo Marques Góes - Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo - 20/9/2004

"Gostaria de parabenizar a todos os servidores da Justiça do Estado de São Paulo por mais esta vitória. Isto tudo serviu para mostrar a todas estas pessoas céticas que a união faz a força, tudo dentro de uma democracia e dentro dos ditames da Lei brasileira. A eles, um mínimo de força de vontade daqueles que batalham arduamente dia após dia para poderem ter um mínimo de dignidade como ser humano e que quem os recriminam é por não terem um mínimo de força de vontade nem para com eles nem para com os familiares deles. Parabéns Judiciário de São Paulo!!! Vocês são uma referência em todo o Brasil. Fraternalmente,"

Ricardo Marques Góes - Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo - 22/9/2004

"O Judiciário se encarregou de provar ser inerte e pernicioso. Assim, pode ser extinto. Eis que, nestes mais de oitenta dias paralisados, não fez diferença prejudicial alguma, ao contrario, até benéfica. Inimigos da coletividade que com o judiciário ativo faziam justiça pelas próprias mãos ou colhiam aval judicial para suas falcatruas ou agiam por vinganças. A maioria constituída por pessoas com honestidade de propósitos, estão se ajeitando com acordos, cuidados para não gerar conflitos, se irmanando, respeitando e ajudando uns aos outros."

Ayrton Belmudes - 22/9/2004

"Com todo respeito aos que pensam de forma diversa, não vejo qualquer exagero na idéia de intervenção federal no Estado de São Paulo. Aliás, a fase de negociações, ao que me parece, já se encontra superada. Conforme, de forma pertinente, observou o ilustre presidente do Superior Tribunal de Justiça, São Paulo, hoje, é um estado claudicante. Greve do Estado: dirá alguém que existe situação mais surreal que esta?"

Antônio Kedhi Neto - 22/9/2004

"E, por falar em falta de entendimento, com relação à greve do Judiciário Paulista... esta cai como uma luva!!!! "As discussões não durariam muito, se a falta de razão estivesse somente de um lado". (Duque François de la Rochefoucauld)."

Osmarta Fornari - Associação dos Advogados de São Paulo - AASP - 22/9/2004

"Finalmente o TJ/SP tomou uma atitude contra o radicalismo desta malfadada greve, pena que demorou. Importante salientar que decisões extremas não são boas mas neste caso o remédio amargo pode salvar o paciente."

Ieda Liria dos Reis Mattos - 23/9/2004

"Me revolta ouvir falar em intervenção federal no Estado de SP, ainda mais por um membro do Judiciário, pois sempre cabe lembrar que o STF negou tais pedidos anteriormente, em decisão tristemente política. Naquela ocasião, o motivo era tão relevante quanto o atual, senão mais: o calote que vem sendo dado no pagamento de precatórios alimentares desde o governo Mário Covas até hoje. Isso também vem deixando migalhas (de dinheiro) para filhos e netos de beneficiados por decisões judiciais, uma vez que estes vêm morrendo antes de poder desfrutar aquilo que lhes era devido. Lamentável, tanto quanto a greve."

Marcelo A. G. Reali – advogado - OAB/SP 178.624 - 23/9/2004

"Alegria de devedor não é com a greve dos bancários, mas com a greve do judiciário! O pior de tudo são as atitudes contraditórias do TJ. Aceita negociar, mas quer endurecer o tratamento, volta atrás nas propostas. Afinal, o TJ/SP tem ou não proposta a fazer aos grevistas? Essa greve já se arrastou demasiadamente. Ninguém aguenta mais. Os prejuízos se acumulam, e, mais prejudicada que os advogados, está a Sociedade, que deixa de ter um serviço essencial. Quem sabe se na hora em que estourar uma rebelião em algum presídio por excesso de lotação decorrente do atraso dos alvarás de soltura de réus que já cumpriram a pena, alguém se mexa!"

Valéria Terena Dias - 24/9/2004

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