Pirataria - como controlar

3/11/2008
Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL

"Todos os dias o público acompanha os esforços contra a 'pirataria', principalmente a referente às cópias não autorizadas de CDs e DVDs, encontrados à venda em galerias das grandes metrópoles como São Paulo, por exemplo. É só apreender que, de imediato, aparecem centenas de milhares de cópias piratas à venda, causando enormes prejuízos, não só aos artistas, mas às gravadoras e aos detentores de direitos autorais. Especula-se que são bilhões de dólares os prejuízos com a pirataria, não só no Brasil, mas no mundo todo, sendo tímidas as medidas que visam a restringir essa prática danosa. E a pirataria não ocorre apenas no primeiro mundo, ou nos países emergentes, mas também nos países ditos pobres, como, por exemplo, no Paquistão. Só que lá, as medidas restritivas tem mais impacto... e, certamente, mais efeito. Em Lahore, a segunda cidade do Paquistão, as vendas de filmes 'piratas', notadamente os pornográficos, tiveram queda brutal depois que o mercado Hall Road, um dos principais da cidade,  que conta com mais de 6.000 lojas, das quais cerca de 400 comercializam CDs e DVDs de músicas e filmes, e que tem um histórico de resistência às batidas policiais e das campanhas dos defensores da propriedade intelectual, decidiu abandonar as vendas de produtos piratas, após receber uma carta que ameaçava explodir o mercado caso a prática prosseguisse. Segundo Babar Ali Khan, presidente da Associação dos Comerciantes, foi uma vitória dos Talibãs que, antes, já haviam advertido o mercado por receber em suas instalações casais que não eram casados. Como se vê, a 'cruzada moral' dos talibãs, lá em Lahore, tem servido para reduzir a pirataria."

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