quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Eleições EUA

de 2/11/2008 a 8/11/2008

"Recado a Mr. Obama. Nos seus últimos pronunciamentos, às vésperas do pleito presidencial dos EUA, o candidato Barak Hussein Obama tem enfatizado aos eleitores: 'nós podemos mudar este país e o mundo'! Destarte, como humilde habitante do mundo, tomo a liberdade de enviar a Mr. Obama o meu recado, como segue. Prezado Mr.Obama, caso V. Sa., tal como indicam as pesquisas, seja eleito, por favor, preocupe-se em mudar apenas os EUA. Não se preocupe com o resto do mundo. Deixe-o em paz! Sempre que os EUA querem mudar o mundo, o cheiro se torna insuportável. Chega de tanta arrogância e de falso protecionismo! Baixem a bola. Cantem de galo somente no seu terreiro. Livres e independentes para traçarem seus destinos, como melhor lhes aprouver, as demais nações do mundo agradecem. Todavia, prezado Mr. Obama, caso V. Sa. insista em seus propósitos, então, comece por retirar de imediato suas tropas do Iraque e promova a total reconstrução deste país, devastado pela insanidade do terrorista texano que o antecedeu na Presidência dos EUA. Isto feito, sobrará dinheiro suficiente para que V. Sa. acabe, também de imediato, com a fome no continente africano, berço dos seus ancestrais, sem olhar para a política dos respectivos países, mas, apenas olhando para a boca dos famintos. Igualmente, ponha um fim no sofrimento dos palestinos, pressionando Israel para devolução total dos territórios ocupados, com a criação de um Estado soberano, ainda que, para tanto, seja necessário suspender qualquer ajuda material, financeira e/ou diplomática àquele país. Assine e cumpra o protocolo de Kyoto e abandone a idéia de produzir etanol a partir do milho, mais poluente do que aquele produzido pelo Brasil, a partir da cana-de-açúcar. Nisto seu adversário tem razão. Eis aí, Mr. Obama, o que V. Sa. poderá, em curto prazo, fazer para mudar a imagem do seu país e do resto do mundo. Depois, a médio e longo prazo, pense numa profunda reformulação da ONU, para que esta entidade deixe de ser um capacho dos EUA e de seus aliados. Boa sorte!"

Romeu A. L. Prisco - 3/11/2008

"Inleição americana

Vai ter nesta quarta-feira

Inleição americana

Acho que ganha o Obama

Caboquinho de premêra

Mas a turma financeira

Tá fazendo mor baruio

Prá ganhar o tal bagúio

Aquele ex-marinheiro

Se depender do dinheiro

Nesta água eu num me múio."

Ontõe Gago - Ipu/CE - 3/11/2008

"Acho que dá Obama

Isso é fato concebido,

O McCain tá perdido,

Pra virar nessa altura

Nem quebrando a ferradura

Do jumento Democrata,

O elefante tá manco duma pata

Acho que entrega a rapadura."

Mano Meira – Carazinho/RS. - 4/11/2008

"Concordo, caro Prisco, como se diz por aí, em gênero, número e grau, com seu comentário. Quem quer que ganhe as eleições nos EUA, que se contente em mudar seu próprio país. Essa mania dos americanos de mudarem o mundo e, em especial, os países dos outros, realmente, provoca um terrível fedor. Mas, acho que, embora as pesquisas mostrem a vitória de Obama, a coisa ainda não está bem certa, em razão do 'voto envergonhado' dos que respondem que vão votar nele mas que, na hora 'H', votam no candidato branco, mais de acordo com as 'raízes' do povo norte-americano, para o qual será muito difícil (para não dizer impossível) aceitar um negro na presidência. Com o jogo abaixo, realmente não vai dar para McCain."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 4/11/2008

"Ao que parece, ao menos é o que indicam as pesquisas, Obama leva essa de lavada. Por isso, a família de Obama já juntou tudo e está indo para os Estados Unidos, para assumir seu lugar na Casa Branca, ao lado de seu filho dileto, o que chegou lá, na terra da oportunidade. Obama, dizem, já enviou emissários ao Brasil, para ver como é essa história de dezenas de ministérios, que serão necessários para 'acomodar' todo mundo. Quanto ao mais, nada que um bom 'banho de loja'. Não resolva, assim que forem distribuídos os cartões corporativos e a turma for solta para umas comprinhas. Do Quênia aos EUA o caminho é longo mas, afinal, vai valer a pena. Andando rápido, vai dar para chegar para a festa da vitória. (Clique aqui)"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 4/11/2008

"Por outro lado, caro Prisco, pode ser que Barak Obama seja, de fato eleito. E, eleito, queira, como sua campanha anunciou, mudar (CHANGE) tudo, o mundo todo. Vai ver que ele veio para mudar tudo, tudo mesmo. Afinal, é dos Estados Unidos que vem vindo a mudança da economia do mundo, a mudança do capitalismo. Essa crise tem nos dado a mensagem: abandona tudo o que é seu e nos siga. Para onde, exatamente, ainda não se sabe, mas há uma mensagem clara. Estamos todos na iminência de abandonar tudo, principalmente as nossas ações, nossos depósitos bancários, nossas economias. É hora de mudar. Change, pois, irmão. (Clique aqui)"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 4/11/2008

"Os EUA fizeram história viva Barack Obama. Amigas e amigos, acaba de ser anunciada a vitória, tão esperada, do jurista Barack Obama para a presidência dos Estados Unidos da América. Trata-se da vitória de um homem que começou sua vida pública como muitos de nós, organizando a comunidade mais simples, na correta reivindicação de seus direitos, na construção de sua cidadania. Sua história de vida e o modo como construiu sua carreira, sua campanha, seu programa, são não apenas inovadores, pelo fato de se tornar um líder norte-americano e mundial, mas inspiram esperança e confiança de que muitas páginas sejam viradas, na direção da construção de uma ordem internacional diferente e mais justa. A Presidência dos Estados Unidos é um símbolo, sem dúvida. Talvez os Fundadores da República moderna tenham se dado conta disto. Hoje, com a presença de um afro-americano, educado no seio da diversidade em todos os aspectos, este símbolo aponta, uma vez mais, para o pioneirismo dos americanos, que re-criaram a república, a democracia, na modernidade, no seio de inúmeros conflitos, declararam os direitos humanos, re-fundaram-se no seio de uma guerra civil, em que lograram a libertação da escravidão, lutaram pelos direitos civis, construíram as bases do estado social, em meio também a tantas contradições, confrontos, muita vez injustiça, que reconhecemos, apontamos, combatemos. Mesmo que haja o ceticismo, a crítica de muitos, acredito que seja hora de comemoração, em nome da democracia e uma série de princípios que parecem poder encontrar espaço para se reavivar, no coração e nas atitudes de todos e cada um de nós, que somos os verdadeiros responsáveis pela construção de uma sociedade melhor. Para todos que acompanharam todo o processo eleitoral norte-americano e torceram para a vitória do senador Obama, de tudo o que significava sua candidatura, é um momento emocionante. Viva a democracia, vivam os direitos humanos, animemo-nos todos que lutamos para a concretização dos mais belos ideais de uma comunidade internacional justa e solidária! Não sei se sabem, mas 'barack', no pouco árabe que conheço, pode ser traduzida por 'sorte' e é o que se pode desejar, neste importante momento que vivemos."

Alfredo Attié Júnior - juiz de Direito e Doutor em Filosofia da USP - 5/11/2008

"Obama é eleito o primeiro Presidente negro dos USA. É sabido que Nostradamus previu esta eleição que acaba de se tornar realidade. Também previu que no terceiro ano do terceiro milênio, uma 'besta' que, pelos detalhes a seu respeito é Lula, iludiria um 'povo ingênuo' do hemisfério sul e assumiria o poder, para levar a uma grande desgraça essa população. Caramba! É nóisss! O Brasil virtual criado por Meirelles não passa de uma bolha, com uma dívida interna 'impagável', etc. etc. etc, tudo o que todos estão cansados de saber a respeito dessa política econômica 'histérica e suicida'. É sabido que, mais dia menos dia, bolhas explodem no capitalismo. Saudações,"

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado - 5/11/2008

"Congo insurgente: primeira grande tarefa do presidente Barack Obama, após a acachapante vitória sobre a direita norte-americana. Saudações de quem tem orgulho de ser de esquerda."

Armando Silva do Prado - 5/11/2008

"Depois de ouvir o discurso de Barack Obama, em Chicago, e a emocionada e tocante profissão de fé nas virtudes do povo e da democracia americanas veio-me uma certeza:mais um presidente americano a ser odiado pela estupidez,desonestidade, infantilidade e estreiteza de caráter da esquerda brasileira.Tão estupidamente perto do Fidel, do Chavez, do Lula e tão longe da democracia praticada com elevados propósitos."

Alexandre de Macedo Marques - 6/11/2008

"Ola Migalhas. Sé é que dá para fazer uma comparação daqui com o Brasil, o clima é de vitória da Copa do Mundo, estamos todos muito felizes. Os latinos, esperando a solução para o problema da imigração, os negros, comemorando o primeiro 'cumpanheiro' negro, os brancos, expiando a culpa do enorme crime que cometeram com a história da escravidão. Assisti a apuração final no comitê de campanha, num jantar. Um casarão antigo, de bom gosto, enorme, os únicos brancos eram eu, o Dan e o Daniel, eles americanos de alma brasileira. Todo mundo muito bem vestido, educados, gostei muito de estar lá. Quando Ohio encerrou a apuração, umas 21h3O, hora local, Barack Obama havia ganhado. Todos comemoramos com alegria, foi uma longa jornada esta campanha. Vencedora mesmo foi a vontade de resolver este enorme 'imbróglio' chamado economia americana em recessão. Agora toca a ver si o homem sabe fazer milagres, porque como todos nós sabemos, o rombo não é pequeno. Boa sorte Barack Obama, o mundo torce por ti."

Susana Menda - USA - 6/11/2008

"Podemos ter novos tempos? 'Yes. We can'. As eleições nos Estados Unidos mostraram que sim, conforme afirmou o candidato Obama eleito com expressiva votação. As pessoas vão, com os sofrimentos e dificuldades, aprendendo a votar melhor, melhor exercer seus direitos de cidadãos. Depois de oito anos de mau governo no país mais rico do mundo, parece que o povo acordou. Nunca foi possível entender os propósitos do atual presidente americano. Interferência no ambiente (recusa de seguir um acordo internacional de não poluição), nos outros países (caso da invasão do Iraque) para destruir armas que, na verdade nunca existiram, e com isso causar um dano praticamente irreparável da economia americana e mundial. Além de milhares de mortos, tanto de americanos como de iraquianos. O ataque do terror em 2001 deveria ter outras respostas que não as simples invasões e guerras. O custo disso tudo, para o povo americano, vai chegar aos trilhões de dólares. Claro que a economia foi atingida. E, quando algo assim acontece numa nação como a americana, mesmo 'sem atravessar o Atlântico', acaba atingindo a todos nós.  Nosso governo fez pouco caso, tratou o assunto com piadas mas, finalmente, teve que se curvar diante do risco econômico e social que estamos correndo. Temos um ótimo gerente da economia, o chefe do Banco Central, que bem preparou o país para esta dificuldade. Esperamos que suas decisões não sejam bloqueadas por 'palpites', inclusive do presidente. Estamos sim com problemas sérios no setor mas, as experiências do mundo todo, a partir da derrocada de 1929, permitiram imediatas reações. Uma delas, muito importante, foi a fusão de dois grandes bancos que agora – e com um capital extraordinário, à disposição – terá condições de contribuir para evitar piores conseqüências da crise. A América do norte, com a vitória do democrata, deu uma reviravolta total. A conduta do então candidato, suas propostas, sua aparência de sinceridade e amor à Pátria e, com a vitória no pleito, fizeram nascer novas esperanças, não só para o povo americano como para todo o mundo. As reações mostradas pelos países em geral, particularmente do Oriente Médio provaram isso. Será um trabalho árduo. Ele necessitará de inteligência, conhecimentos e mesmo simpatia, para tratar dos problemas. Como um ex-segregado, seu lema atual: 'Sim. Nós podemos', sintetiza a esperança de todo o mundo. Vitória de Martin Luther King que há 45 anos lançou os pilares da mudança que parece acontecer agora."

Plínio Zabeu - 6/11/2008

"Theodore Roosevelt já estava morto em 1929 (Migalhas Quentes - 6/11/08 - "OAB/SP divulga nota sobre vitória de Barack Obama" - clique aqui) . O presidente que ajudou os EUA a superaram a crise foi Franklin Delano Roosevelt e a sua política do 'New Deal'."

Flávio Alexander Delaqua Lucas - 6/11/2008

"Depois de ouvir o discurso de Barack Obama, em Chicago, também me veio uma certeza: que maus momentos deve estar passando o 'filósofo' Olavo de Carvalho, guru da direita brasileira, lá na Virgínia. Ele e sua ex-tropa do Mídia Sem Máscara viviam tentando, sem sucesso, 'tirar a máscara' do vitorioso candidato. Aliás, o Olavão está numa pindaíba de fazer dó, pois aceita doação de até 'dez real'. Se alguns dos seus fanzocos migalheiros quiserem lhe enviar alguns trocados, eu posso lhes fornecer os números das contas bancárias citadas pelo nosso impagável comediante!"

Abílio Neto - 6/11/2008

"Após a eleição de Obama, dois comentários chamaram a atenção nesse tópico em Migalhas. Um do migalheiro Armando Silva Do Prado, comemorando a vitória acachapante de Barack Obama sobre a direita norta-americana, uma vitória da esquerda, saudada por quem tem orgulho de ser de esquerda. Outro, do colega Alexandre de Macedo Marques, também saudando a vitória de Obama, mas lamentando a certeza de vir a ser o vencedor odiado pela esquerda brasileira, o que parece não acontecer com o migalheiro que o antecedeu no comentário. Eu, que assisti o discurso da vitória notei que Obama falou muito de Lincoln, que era do Partido Republicano. Aliás, o fim de escravatura nos EUA, se deve aos republicanos, assim como certos valores como 'unidade nacional', responsabilidade individual e 'liberdade', seguidos pelos americanos, e por Obama também, são valores republicanos, afinal. Mas, voltando ao discurso da vitória, Obama falou muito em 'patriotismo', 'trabalho árduo', 'sacrifício' e... 'Deus'. Convenhamos que esse discurso, aqui no Brasil, seria classificado, pela esquerda, senão de neo-liberal, até de quase-fascista. Daí, enquanto pensava a respeito, li o texto abaixo, que ainda mais aumentou a confusão, mas que dá uma certa razão à satisfação do migalheiro Armando da Silva do Prado.

Obama e 'a esquerda'.

Editorias - Cultura, Economia, Estados Unidos, Política

Apesar de o senador Barack Obama ter se aliado com uma sucessão de indivíduos da extrema esquerda ao longo dos anos, esta é somente metade da história. Há, afinal, algumas pessoas honestas e decentes na esquerda. Mas estes não têm sido com quem Obama tem se aliado – aliado, não meramente ‘associado’.

ACORN não é somente uma organização de esquerda. Além da fraude eleitoral em que a ACORN tem se envolvido ao longo dos anos, ela é uma organização com uma história de selvageria, incluindo-se aí a perseguição de banqueiros e suas famílias, indo a suas casas, a fim de forçar os bancos a emprestarem dinheiro para pessoas de alto risco financeiro.

Tampouco a relação de Barack Obama com a ACORN é apenas uma questão de ter sido advogado dela tempos atrás. Mais recentemente, ele direcionou centenas de milhares de dólares para a organização. E dinheiro fala – e o que ele diz é mais importante do que a retórica de um político em ano eleitoral.

Jeremiah Wright e Michael Pfleger não são apenas pessoas de opiniões esquerdistas. Eles são demagogos temerários que pregam ódio do mais baixo calão – e ambos receberam dinheiro de Obama.

Bill Ayers não é somente um 'professor de educação' que tem algumas idéias de esquerda. Ele é um terrorista confesso e impenitente, que mais recentemente tem propagandeado sua mensagem de ressentimento nas escolas – um empreendimento que usa o dinheiro de uma fundação que Obama preside.

Essa ajuda não tem sido apenas unidirecional. Durante o último debate entre John McCain e Barack Obama, o senador McCain mencionou que a campanha política do senador Obama começou na casa de Bill Ayers. Obama imediatamente negou e McCain não respondeu.

Não foi a campanha deste ano que começou na casa de Bill Ayers, mas uma campanha anterior para a legislatura estadual em Illinois. Barack Obama iguala-se a Bill Clinton na malícia de escolher palavras para fugir de acusações.

Essa é uma forma de chegar à Casa Branca. Mas malícia discursiva não vai ajudar o presidente a gerenciar as crises econômicas domésticas ou os crescentes perigos de um Irã nuclearizado.

As pessoas que pensam que conversa mole sobre isso ou aquilo constituem ‘questões substantivas’ sobre que o devemos falar, em vez de prestarem atenção no histórico de Obama, ignoram um fato fundamental sobre um governo representativo.

Governo representativo existe, em primeiro lugar, porque nós eleitores não podemos ter todas as informações necessárias para tomarmos decisões racionais sobre todas as coisas que um governo faz. Não podemos governar por meio de pesquisa de opinião e referendos. Devemos confiar em alguém para nos representar, especialmente como presidente dos Estados Unidos.

Uma vez que reconheçamos este fato básico com o governo representativo, então a questão de quão confiável é um candidato se torna a mais urgente das questões, dentre as chamadas ‘questões substantivas’.

Um candidato que gasta duas décadas promovendo a polarização e então quer vender a imagem de um candidato que vai curar e unir, em vez de dividir, trai toda a confiança exatamente por isso.

Se Ronald Reagan tivesse tentado concorrer à presidência dos Estados Unidos como um esquerdista, a mídia teria caído de pau nele. Seu apoio a Barry Goldwater teria ocasionado manchetes e editorias denunciadores em todo o país.

Ele não teria, de forma alguma, conseguido se desvencilhar da situação usando palavras suaves para sugerir que ele e Barry Goldwater seriam como ‘navios que se cruzaram numa noite’.

Se Barack Obama se apresentasse como o homem que ele sempre foi, em vez de como alguém que ele nunca foi, então nós simplesmente votaríamos baseados em nossa concordância ou discordância com o que ele sempre defendeu.

Algumas pessoas se confortam com o fato de que o senador Obama tem verbalmente mudado suas posições sobre algumas questões, como a exploração de petróleo e o controle de armas. Isso supostamente mostra que ele é ‘pragmático’ em vez de ideológico.

Mas zig-zags políticos não mostram tal moderação como alguns supõem. Lênin zig-zagueou, e assim o fez Hitler. Zig-zags podem mostrar apenas que alguém está considerando a platéia como um bando de idiotas.

Os que veêm fraude no que Obama está dizendo ficam impressionados que outros não vejam. Mas Obama sabe o que os trapaceiros também sabem de longa data: que o trabalho deles não é convencer os céticos, mas possibilitar que os ingênuos continuem acreditando no que eles querem acreditar. E ele faz isso muito bem.

Publicado por Townhall.com

Tradução de Antônio Emílio Angueth de Araújo

À vista dessas considerações, o que será que vem por aí?'"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 6/11/2008

"Caro dr. Wilson, o texto que trouxe à luz migalheira levanta as mesmas desconfianças que os chamados, e xingados, 'conservadores' alertavam durante a campanha. Pessoalmente tive uma posição inicial de cautela frente a Barack por discernir na 'Obamania' que contaminou uma boa parte da opinião pública fora dos Estados Unidos, nomeadamente no Brasil, uma manifestação antiamericana. Na realidade os obamamaníacos viam na possibilidade Barack presidente uma bofetada na face da detestada América: mulato, pai africano, de vivência africana e muçulmana durante um período de sua vida. Uma espécie de raivoso 'têm que engoli-lo'. Depois do 11 de Setembro quando militantes muçulmanos feriram produndamente o coração da América, um negro quase muçulmano, assume o poder na América. Na linha do ódio da esquerda aos Estados Unidos.O cenário político lhe era favorável em vista da calamidade ético-administrativa do ocupante da Casa Branca. O seu oponente, um ancião de certa forma combalido, do mesmo partido no poder, aumentava suas chances. As acusações de hábil manipulador e brilhante e inconseqüente orador, nos deixavam em dúvida. Aí a catástrofe da crise financeira, nascida em parte da falta de regulação e controle dos criativos manipuladores de mercado por parte do governo Busch e do 'Oráculo' Greenspan. Aos poucos o carisma - qualidade para o bem e para o mal do candidato abriram os caminhos da vitória. Confesso que o discurso em Chicado me tocou. Se foi sincero mantenho o meu ponto de vista exposto na migalha que citou em seu comentário. Se os críticos que alertavam para a inconseqüência e demagogia dos discursos,lamento. Pelos Estados Unidos, pelo que resta da Civilização que foi nosso berço. Para terminar digo que leio e ouço com profundo desencanto os comentários à eleição de Barack Obama presidente dos Estados Unidos da América. Loas à sua cor, às suas raízes africanas, à sua vivência islâmica. Nada ao caminho percorrido na América: as oportunidades de estudo e desenvolvimento, aos caminhos abertos na política, ao trabalho e ao sucesso.Um hino à terra das oportunidades, advogado por Harvard. Afinal mais do que um negro com tintas islâmicas a América elegeu um homem inteligente, formado pelas melhores universidades do país, senador em exercício. Os politicamente corretos e as esquerdas descabeçadas na sua euforia talvez tentem apagar o fato que, no Brasil elegemos para presidente da República um boçal semi alfabetizado. Se as palavras de Obama, pronunciadas em Chicago foram apenas vã oratória lamentarei profundamente. E ao desalento brasileiro, frente á patifaria lulo-petista, terei um desalento adicional. Embora confie que a América tem reservas morais capazes de fazerem frente ao engodo, se existir, esperança do orgulho do 'ser esquerdista'. Se não teremos a idiotia esquerdista bociferarando as mesmas besteiras de sempre. PS. Confesso que as primeiras linha de seu escrito me deixaram algo surpreso. Depois entendi o que queria dizer."

Alexandre de Macedo Marques - 6/11/2008

"Que azar o do Olavo de Carvalho! Podia ter usado sua inteligência e cultura para disputar uma sinecura na viúva estatal, em algum Estado nordestino. Por exemplo, fiscal. Dizem que é ótimo. Certamente com o nível da concorrência passaria em primeiro lugar. Sem necessitar do empenho de algum 'coroné', cacique político ou Nézinho do Burro. Hoje estaria aposentado, dormitando seus ócios, biritando sua Pitú, lendo a 'Carta Capital'. Enfim o Paraíso após alguns poucos anos de exercício em ritmo de 'trepa, trepa no coqueiro, gip, gip, nheco, nheco'. E ainda poderia fazer coro com os muitos iguais que reclamam, via azias ideológicas, do pão-durismo da viúva (ou Collor, ou FHC...) que não atenderam aos insaciáveis apetites da sua mesquiinhez burguesa. Hoje o Olavo estaria passando as tardes em algum boteco da beira mar, jogando conversa fora, falando de forró e outras manifestações de alta cultura, tão apreciada por tão elevados espíritos. E cultivando, em vez de sabicharias de almanaque, humor rasteiro e citações do mercador Mino Carta, a sua refinada cultura. Uma vez mais, Nelson Rodrigues: 'Eles' são maioria! Arghhhhhhhhhhh!hhhhhhhhhhhhhhhhhh! Em vez disso o Olavo tem que lutar pelo pão nosso de cada dia. Bem feito! Por que não optou pelo PT?"

Alexandre de Macedo Marques - 7/11/2008

"E agora, B. Hussein Obama, quando vais retirar as tropas do Iraque e do Afeganistão? E o que vais fazer para resolver a crise das hipotecas? Vais continuar dando dinheiro do povo aos banqueiros? E como vais solucionar os problemas de Israel e dos Palestinos? Como vais acertar o preço do petróleo com os árabes da OPEP? Já sabes onde está o Osama BL? E que vais dizer ao coronel Chavez sobre os negócios de gás com a Citigo? E ao Mahmoud Ahmadinejad sobre as experiências nucleares? E sobre os latinos que te deram tanto apoio, vão poder continuar entretanto clandestinos pela fronteira do México? Todo mundo vai ganhar 'green card'? E o etanol do Brasil, vai continuar sobretaxado? Vais manter os mísseis na Polônia sem medo do Dimitry? Vai tudo continuar 'made in China' mesmo às custas dos salários dos trabalhadores americanos? Como vão reagir os cubanos de Miami se fizeres agrados para o Raulzinho? O 'resto' tu tiras de letra? Que encrenca hein, ó meu?"

Antonio B. A. Sarmento - 7/11/2008

"E mais, registrem: Barack Hussein Obama, logo, logo, vai derrubar o odioso embargo à Cuba. Nada o prende aos reacionários cubanos de Miami. E talvez até elimine o campo de concentração de Guantánamo. Quem viver verá."

Armando Silva do Prado - 7/11/2008

"O que pergunto é o seguinte: por que o Olavo de Carvalho é tão incapaz de ganhar a sua vida? Por que os jornais e revistas o demitem? Qual o exemplo que ele dá para o individualismo (vencer nem que seja pisando no pescoço da mãe), célula mater do tão decantado liberalismo econômico? Sobre o resto eu não falo. Nem que seja sobre o choro de quem sente as ações da Vale despencando!"

Abílio Neto - 7/11/2008

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram