quinta-feira, 22 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Governo Lula

de 9/11/2008 a 15/11/2008

"O adjetivo qualificativo, sua escolha fica a critério do leitor. São muitos, e abstenho-me de enumerá-lo para não cometer uma injustiça na omissão de um deles por ser cabível e pertinente. Em seu discurso sobre a economia mundial e seus dramas atuais, o Luiz Inácio diz o seguinte: 'Cabe aos líderes mundiais, com serenidade e responsabilidade, não nos deixarmos contaminar pelo medo.' Aí está: faz um discurso dirigindo-se àquelas pessoas que, como diz, são líderes mundiais; porém, logo em seguida emprega o verbo na primeira pessoa do plural para, dessa forma, incluir-se entre aqueles. Ora, deveríamos ser poupados de ter de ouvir as freqüentes manifestações de soberbia do Luiz Inácio nas reuniões internacionais. É muita presunção chamar para si a condição de chefe ou guia se, na pequena parte do mundo que é a América do Sul, sua política é tíbia, frouxa e morna, indigna de uma pessoa que queira ser considerada notável no trato das coisas públicas do seu país."

Pedro Luís de Campos Vergueiro - 10/11/2008

"Sobre o governo Lula e a crise financeira, interessante o editorial do Estadão desse fim de semana. Para quem não leu, vale a pena ler."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 10/11/2008

"Bem, eu chamaria de 'Síndrome Paranóide', uma forma branda de paranóia. A paranóia caracteriza-se por um estado de delírio, internamente bem estruturado, cuja aparente coerência externa resiste à argumentação lógica. O mais comum dos delírios paranóides é o de perseguição. São freqüentes, também, os delírios de grandeza, os eróticos e os depressivos. A exagerada tendência à auto-referência é sintomática do delírio paranóide. Os sinais que identificam a convicção paranóide são a disposição em aceitar as menores evidências que apóiam idéias delirantes e a incapacidade de aceitar qualquer evidência contrária. O portador da 'síndrome paranóide', bem como o paranóico 'tout court', consegue manter um aparência de normalidade uma vez que as funções intelectuais são razoavelmente preservadas. Quanto ao caso em questão deixo a critério dos migalheiros selecionar os 'melhores momentos da síndrome paranóide' todas a vez que abandona o escrito preparado pelo politburo palaciano e dá vazão aos delírios-ignorâncias paranóides. Desde o paradigmático 'Nunca neste país' ao 'a galega já engravidou na noite de núpcias' ou 'acordei invocado e liguei para o Bush'. Ou a fixação doentia no FHC. Etc, etc, etc,."

Alexandre de Macedo Marques - 10/11/2008

"Como sempre o Zé Vasconcelos dos chicaneiros não perde a oportunidade de fazer suas platitudes vira-latas que, como hiena, acha engraçadíssimo. Como direitoso que não se assume, no pior estilo 'eu chafurdo e quero que todos chafurdem comigo', o humorista da direita que perdeu a história, grita, grita e a caravana continua passando."

Armando Silva do Prado - 10/11/2008

"Paranóico é aquele que cisma com um assunto e não muda o disco. O 'atacante' ao presidente Lula, atua como o sociopata da orquestra do eu solo. Com elevada falta de compostura tenta fazer graça, mas só consegue ser o Zé Vasconcelos dos chicaneiros vira-latas."

Armando Silva do Prado - 10/11/2008

"O Zé Vasconcelos que sempre se põe a atacar a figura do presidente deveria olhar o rabo de vira-latas e começar assumindo o seu papel ridículo de direitosos. Assuma sua ideologia fascistóide e aí sim será possível discutir. Não dá é para discutir com um travesti das idéias ou melhor da falta delas."

Armando Silva do Prado - 10/11/2008

"O escriba aí de baixo que na sexta-feira passada escreveu: ... 'falando de forró e outras manifestações de alta cultura, tão apreciada por tão elevados espíritos'... tenta surpreender hoje falando de Aldir Blanc, da Vila Isabel, enfim, do compositor popular. Ficou claro pra mim que o folclórico migalheiro (sempre cheio de enfeites) não gosta mesmo é de forró. Pois que saiba que o forró tanto quanto o samba, são manifestações culturais do povo, o mesmo zé povinho que elegeu Lula duas vezes presidente. Chega de preconceito!"

Abílio Neto - 11/11/2008

"Pegando carona na excelente migalha do valoroso migalheiro Alexandre de Macedo Marques a respeito da 'Síndrome Paranóide', ocorre-me mais uma vez a advertência formulada por Gabriel Palma (chileno, Doutor em Economia e Professor de Economia na Universidade de Cambridge, no Reino Unido) faz alguns anos, na qual classificava a política econômica dos lulistas de 'histérica e suicida'. Com a permissão do migalheiro Marques, estamos diante de uma 'Síndrome Pananóide Histérica e Suicida'. Os fundamentos para tal conclusão eram a inigualável liquidez que acontecia no mundo desde 2003 e a tendência de todos os Bancos Centrais de baixarem as taxas de juros nos respectivos países. Palma afirmou que, no Brasil, jamais teria havido necessidade de uma taxa Selic acima de 10% ao ano, o que manteria o dólar a R$ 3,00 e não provocaria o sucateamento do parque brasileiro de manufaturados. Bastava um pouco de boa-fé dos governantes.Com esse sucateamento, as importações tornaram-se inevitáveis. Como conseqüência, nossa dívida interna chegou a R$ 1 trilhão e trezentos milhões, a taxa Selic hoje é menor, 13,75% a.a., porém indecente cotejada com as dos demais países, de sorte que não há espaço para aumentá-la. Contudo, a notícia de hoje é que 'a inflação avança em todas as capitais pesquisadas'. Ora, é cediço que inflação combate-se com aumento da taxa de juros. Todavia, todos os Bancos Centrais baixam suas taxas. E agora, José? Nem é necessário tocar no assunto 'custo da formação de nosso estoque de dólares', igualmente pago pelos contribuintes brasileiros e suportado pelos brasileiros marginalizados em razão do pior retorno de tributação de que se tem notícia neste planeta. Saudações,"

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado - 11/11/2008

"'Gestões Maluf e Pitta têm de devolver R$ 160 milhões, conforme condenação do STJ que atingiu também a Odebrecht, a CBPO, a Cliba, ex-diretores da Limpurb e um ex-secretário municipal a devolverem esse valor aos cofres de SP por irregularidades em limpeza pública nas gestões Maluf e Pitta.' Conforme já afirmei em inúmeras oportunidades, a maior parte dos integrantes de nossa classe política adora terceirizações. Se e quando grande parte dos lulistas devolverem ao Brasil tudo o que já afanaram de dinheiro público, haverá um excesso de bonança 'nestepaís'. Bastante pertinentes estes versos geniais, sempre atuais:

'Senhor Deus dos desgraçados!

Dizei-me vós, Senhor Deus, 

Se eu deliro... ou se é verdade 

Tanto horror perante os céus?!...'

Existe um povo que a bandeira empresta

P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...

(Castro Alves - Navio Negreiro)

Saudações,"

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado - 11/11/2008

"Ilustre dr. Aderbal Bacchi Bergo, meus respeitos e obrigado pelo seu comentário. Se for atacado por uma dupla furiosa, espumando bilioso 'orgulho esquerdista', conte com a minha solidariedade. Parodiando Gertrude Stein, 'um petralha, é um petralha, é um petralha'..."

Alexandre de Macedo Marques - 11/11/2008

"Lula vive se comparando. Ora com Juscelino, ora com Getúlio, ora com Tiradentes e, até com Jesus Cristo. E, no seu entender, das comparações, sempre se sai melhor, muito melhor. Por isso, já que é ele que faz as comparações, podemos fazer algumas também, lembrando alguns casos históricos. Veja só como são as coisas:

Caso 1:

O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, formou-se em Medicina e se especializou em Paris . Como presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras e amantes; humilde e obstinado, é (e era) querido por todos.

Brasília, 2003.

Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não ter estudado. Acha bobagem falar inglês. 'Tenho diploma da vida', afirma.

E para ele basta. Meses depois, diz que ler é um hábito chato. Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje, ao que parece.

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Caso 2:

Londres, 1940.

Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos bombardeios. Hoje ela é a rainha Elizabeth II.

Brasília, 2005.

A primeira-dama Marisa requer cidadania italiana - e consegue.

Explica, candidamente, que quer 'um futuro melhor para seus filhos'.

E o futuro dos nossos filhos?

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Caso 3:

Washington, 1974.

A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando.

Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.

Brasília, 2005.

Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o 'eu não sabia de nada!', e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que foi 'traído', mas não conta por quem.

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Caso 4:

Londres, 2001.

O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.

Brasília, 2005.

O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho nessa ""sujeira"".

Qual sujeira?

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Caso 5:

Nova Délhi, 2003.

O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo BEM-195, da Embraer, por US$ 10 milhões.

Brasília, 2003.

Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão. Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA.

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E um cara desses apresenta o maior índice de aprovação de todos os tempos... Vai entender o paradoxo da vida!"

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 11/11/2008

"Acho que a única coisa mais ou menos eficiente 'nessste desguverno' é o Departamento de Efeitos especiais que funciona ao lado do Politburo do Palácio do Planalto. O numerito encenado em Roma, com a participação constrangida dos atletas expatriados (o esquisito e exótico Ronaldinho ui, ui! talvez tenha sido exceção). A participação especial do televisivo italiano 'Burlãoscone' lembrava o Silvio Santos perguntando 'Quem quer dinheiro'? Pergunto aos cinéfilos migalheiros: chanchada ou comédia à italiana?"

Alexandre de Macedo Marques - 12/11/2008

"Porque, caro Alexandre de Macedo Marques, uma forma 'branda' de paranóia. Estudando o tipo, depois que o colega chamou a atenção, e lendo um pouco de Freud, que entendia a neurose como o resultado de um conflito entre o Ego e o Id, ou seja, entre aquilo que o indivíduo é (ou foi) de fato, com aquilo que ele desejaria ser (ou ter sido), o que provoca a psicose, uma doença mental caracterizada pela distorção do senso de realidade, a psicose delirante crônica, sinônimo do Transtorno Delirante Persistente (antes chamado Paranóia), cujos delírios – e o colega tem razão – são interpretativos, egocêntricos, sistematizados e coerentes. Nos do tipo grandeza, que é um subtipo do Transtorno Delirante Persistente, a pessoa é convencida, pelo seu delírio, possuir algum grau de parentesco ou ligação com personalidades importantes (Juscelino, Getúlio, Tiradentes, Jesus Cristo) ou possuir algum grande irreconhecível talento especial, algum dom magistral para resolver grandes problemas, por exemplo (para conseguir ou fazer o que ninguém antes nesse país fez ou conseguiu fazer). Não é, como vê, uma forma 'branda' de psicose. A Organização Mundial da Saúde, através da Classificação Internacional das Doenças (CID), qualifica como afecção psicótica que deve ser entendida como aquelas na qual os fatores ambientais tem a maior influência etiológica. Os estudos determinam que o desenvolvimento da psicose reativa, anormal, pode satisfazer a necessidade do paciente em representar, simbolicamente, a si e aos outros através da natureza interna de suas contradições, angústias e paixões, numa espécie de falência aguda de sua capacidade de adaptação a uma situação sofrível. Os sintomas podem ser bizarros, como posturas peculiares, trejeitos esquisitos, esgares, gritos, desorientação, confusão e distúrbios de memória, alucinações transitórias, delírios e confabulações. Há, também, modificações rápidas, de um afeto intenso para outro, a perplexidade, a regressão com atitudes pueris, casos de simulação e histeria. Infelizmente, dados os aspectos gerais, não há indícios e nem aspectos de um bom prognóstico de cura, nem por abordagem antidepressiva medicamentosa."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 14/11/2008

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