quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Crise financeira

de 9/11/2008 a 15/11/2008

"Praticamente confirmada a aquisição da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. Segundo noticia-se, o valor do negócio gira em torno de R$ 6,4 bilhões. Sabe-se que o Banco do Brasil possui 85 mil funcionários e a Nossa Caixa, 15 mil.  É  cediço que em tempos de crise ocorrem fusões e aquisições de empresas, com o fito de, utilizando-se da sinergia, fortalecê-las, tornando-as mais competitivas. Todavia, algumas dúvidas e incertezas pairam no ar, tal como a manutenção de empregos, já que haverá sobreposição de agências bancárias, bem como duplicidade de funções de seus empregados. Talvez para o Governador José Serra inexistam tais preocupações, na medida em que o que interessa mesmo é ter dinheiro em caixa para a realização de obras, afinal 2010 se avizinha e nada como um bom currículo para eleger-se Presidente da República."

Armando Bergo Neto – advogado, OAB/SP 132.034 - 10/11/2008

"Dada a crise financeira nos EUA, é bom saber a essa altura dos acontecimentos, quem é quem, atualmente...(Clique aqui)."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 10/11/2008

"O Brasil tem sua maneira – peculiar, digamos – de mensurar as crises financeiras e o alcance das mesmas no bolso da população brasileira. Já houve época em que a medida era o preço do coco gelado nas praias do Rio de Janeiro. Depois, houve a época da manutenção do preço do quilo do frango. Agora, está todo mundo de olho nos engraxates que trabalham em frente à BM&F, no Centro de São Paulo. O jornal 'O Estado de S. Paulo' do último domingo exibe, em foto de meia página, extremamente preocupante para quem não está entendendo nada dessa história de sobe-desce das Bolsas, os engraxates, de mãos abanando, a ver navios com o sumiço de seus clientes constantes, os corretores da Bolsa."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 10/11/2008

"Sobre a crise financeira, dêem uma olhada na internet (diversos vídeos no Youtube, sites) sobre o 'Amero', suposta futura moeda da América do Norte, que irá substituir o dólar. O que acham?"

Dávio Antonio Prado Zarzana Júnior - 11/11/2008

"Levando drops de aniz para reflexão migalheira valho-me da coluna do Clóvis Rossi, na Folha. Cita ele um salvadorenho que trabalha no Holanda, formado no Brasil. Não chega a ser um multicultural padrão Obama, mas não faz feio. Diz ele:

'Venho me perguntando, faz algumas semanas, até que ponto o mundo está preparado para receber tanta informação com tamanha velocidade. Para menconal somene as Bolsas: antes, para saber os resultados, havia que ligar para o corretor ou esperar o telejornal da noite ou, então, o jornal do dia seguinte. Hoje tudo flui na velocidade do pensamento... hoje neguinho não tem que esperar o corretor par comparar e vender; ele é o corretor, é ele quem compra e vende. É exatamente essa dinâmica que move o humor do mercado (leia-se compradores e vendedores)... Entretanto, a economia real continua a caminhar na mesma velocidade de antigamente. Nós ainda demoramos o mesmo tempo de sempre para comprar uma calça ou fazer um supermercado. Ou seja, há um descompasso ainda maior entre o mercado financeiro e a economia real; entre o valor real das coisas e o valor nominal de uma empresa... Tem hora em que não acredito mais na crise; ela hoje é, amanhã não mais, e depois de amanhã, quem sabe? Uma loucura.'

Tá aí"

Alexandre de Macedo Marques - 11/11/2008

"Em homenagem aos bem lançados comentários do valoroso migalheiro Alexandre de Macedo Marques, na qualidade de eterno aprendiz repito que os pressupostos de que me utilizei para emitir juízos de valor sobre grande parte de nossa classe política não são de minha autoria, mas, sim, pinçados da História. Para maior clareza, acrescento o registro do convencimento do Exmo. Procurador Geral da República, ao oferecer Denúncia ao número emblemático de '40' amigos aloprados do Presidente que de nada sabia e tudo indica que 'nada sabe ou saberá'. Na verdade, nada de surpreendente, porque quem manda de fato 'nestepaís' é o Dr. Meirelles."

Aderbal Bacchi Bergo - magistrado aposentado - 11/11/2008

"Marriner Stoddard Eccles, presidente do Banco Central dos EUA, de 1934 a 1948, falando da crise de 1.929: 'Se a riqueza nacional tivesse sido melhor repartida, isto é, se as empresas se tivessem contentado com lucros menos elevados, se as classes mais ricas tivessem auferido rendimentos mais baixos e os agregados familiares mais modestos remunerações mais elevadas, a estabilidade da nossa economia teria sido maior'. Não aprenderam a lição e nem aprenderão."

Armando Silva do Prado - 14/11/2008

"'O sistema de crédito centralizado nos bancos nacionais e os detentores do grande capital que o rodeia, dá a esta classe de parasitas um poder fabuloso, não só para controlar os capitalistas industriais, mas também para intervir diretamente na produção da maneira mais perigosa. Esta gente nada sabe sobre produção e nada tem a acrescentar sobre isso'. Karl Marx, O Capital, vol.3, cap.33."

Armando Silva do Prado - 14/11/2008

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