domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Absolvição

de 23/11/2008 a 29/11/2008

"Sobre a notícia da absolvição do Promotor Thales Ferri Schoedl, gostaria de ser informado se vão fazer uma análise sobre o caso, deste senhor com direito a porte de arma semi-automática 38 ser absolvido por seus pares, pela morte de um jovem e ferimentos em outro, devido a uma discussão (Migalhas 2.036 - 27/11/08 - "Absolvição"). Grato,"

Miklos Hromada - 27/11/2008

"Acredito que a análise do caso já tenha sido feita pelo Órgão Especial do TJ/SP, composto por desembargadores, que, analisando as provas constantes no processo, e não a opinião do Datena, concluiu que Thales agiu em legítima defesa e, assim como qualquer pessoa que assim age, mereceu a absolvição  (Migalhas 2.036 - 27/11/08 - "Absolvição"). Qualquer opinião sobre o caso deve ser embasada em conhecimento sobre as provas, e não sobre notícias fantásticas da imprensa, que tantas vezes vendem fatos inexistentes para uma população tão carente de discernimento."

Vanessa Vaitekunas Zapater - 28/11/2008

"Sr. diretor, leio em Migalhas o comentário do dr.  Miklos Hromada. Muito difícil chegar à conclusão mas acredito que os Desembargadores tenham examinado o evento e, como já me manifestei, a única que poderia dizer o que sucedeu era a mulher que estava com ele. Temo grupos que se dispõem a atacar e eu mesmo fui testemunha de um ataque, há décadas, na Ponte Grande, numa ponte do Tamanduateí, em que um rapaz foi surrado por uma turma que eu conhecia, pelo simples fato de que aquele rapaz fora namorar lá. Isso fez-me entrar em defesa dele e talvez meu ato tenha evitado o pior. O que sucedeu com o Promotor? Consta que antes de balear os dois, deu tiros para o alto e para o chão, para amedrontá-los: não se amedrontaram, infelizmente. Aí então ele atirou em ambos. Se o que aconteceu foi isso, eu acredito que os Desembargadores apuraram então, que foi em legítima defesa. É minha opinião; mas eu não presenciei os fatos e 'in dubio pro reo' é minha norma. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 28/11/2008

"Sobre a absolvição do promotor, que matou um rapaz e feriu outro, os desembargadores julgando as provas contidas nos autos, agiram dentro da lei absolvendo o rapaz, com base na legitima defesa (Migalhas 2.036 - 27/11/08 - "Absolvição"). Mesmo para quem está de fora fica claro que um rapaz franzino e covarde, estando acompanhado de uma moça e temendo que dois belos e fortes rapazes a atacassem se defendeu como pode. Com a sentença dos juízes eu concordo, porque eles são pessoas de notório saber, e julgaram segundo os autos, mas não aceito que esse rapaz continue a ser um Promotor de Justiça. Para o cargo de Promotor de Justiça ele não estava capacitado, agora sua incapacidade ficou pública e notória. Agradeço sua atenção. Um grande abraço,"

Maria Gilka Bastos da Cunha - 28/11/2008

"Muito sensatas as migalhas acima. O comportamento cafajeste, agressivo e desrespeitoso do grupo traçou o script da desgraça. Não tivesse o jovem promotor como se defender, teria sido surrado e humilhado tal a diferença do porte físico, disposição agressiva e número dos agressores (Migalhas 2.036 - 27/11/08 - "Absolvição"). Certamente o comportamento do grupo refletia a educação permissiva e sem limites que caracteriza o meio social a que pertenciam. Não há limites para nada, tudo é permitido, tudo se desrespeita. Na verdade o grupo comportou-se como um grupo predatório de jovens machos sem parceira e acasalamento. Podemos lamentar o ocorrido. Mas devemos reconhecer a justiça da absolvição."

Alexandre de Macedo Marques - 28/11/2008

"A verdade é que nenhum de nós, que não teve acesso aos autos, pode, agora se manifestar (Migalhas 2.036 - 27/11/08 - "Absolvição"). Antes, quando só se dispunha de notícias de jornais, os comentários eram sobre o que havia a comentar. Agora, depois do julgamento, a questão está decidida por aqueles que tiveram acesso a todos os fatos e, assim, puderam, não comentar ou opinar, mas julgar. Como tais fatos não são, ainda, de conhecimento público, desconfiar da seriedade do resultado do julgamento seria leviandade."

Wilson Silveira - CRUZEIRO/NEWMARC PROPRIEDADE INTELECTUAL - 28/11/2008

"Sr. diretor, leio no Estadão de hoje leitores que criticam a absolvição do Promotor, dizendo que ele deveria ser submetido ao Júri Popular, onde ele seria condenado (Migalhas 2.036 - 27/11/08 - "Absolvição"). Obviamente, são leigos. Quer dizer que o júri popular seria melhor que Desembargadores, talhados para julgamentos? Olha, essa prática, Júri popular não indica que haja justiça. Vimos a condenação de três, há uma semana, pelo voto de 4/3. Já o nosso tipo de Júri é completamente fora de propósito. A maioria simples de leigos? Nos States eles são 11 e deve haver unanimidade para condenação. Aliás, a certeza de que ele seria condenado já condena o Júri popular. Isso não é Justiça! Estranho, outrossim, o Estadão, na coluna dos leitores dar preferências. Também não é democrático 'data venia'. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 28/11/2008

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