domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalheiros

de 21/12/2008 a 27/12/2008

"Juazeiro do Norte - Fundação e Romaria

Correu o boato primeiro

No Vilarejo ignorado

No Cariri instalado

Do Ceará, o Juazeiro:

Um padre piedoso,

Acolhedor de peregrino,

No sertão nordestino,

De coração bondoso,

Instrutor do povo,

Desprovido e miserável.

A seca da terra arável,

O arado para o novo

De pedintes, aos sertanejos.

De penitentes à instrução,

Do trabalho a oração,

A sábia pregação,


 

No púlpito, chegou primeiro.

Assim nasce juazeiro

Do sertanejo, - A missão.

Qual era o penitente

Que não encontrava conforto

Na casinha lá do horto?

O patriarca presente,

As minas do Coxá

Para a futura messe,

A base que engrandece

A sua missão popular,

A Santa Cruz presente

No cruzeiro itinerante.

Não tem povo ignorante

Quando se planta a semente

Qual o raiar sem hino

Da harmonia ritmada.

Do Araripe - a chapada

De um povo peregrino,

O Sonho de Canaã

Jorrando leite e Mel

Nem a princesa Isabel,

Conseguiu àquela manhã.

Cícero Romão Batista, instalou

Uma nova realidade,

Juazeiro uma cidade

Que com o povo criou

Nasceu da fé popular,

No nordeste ganhou vida,

Do sertanejo a acolhida.

O Rezador estava lá,

A Ordem Organizada,

A Cruz que simbolizou

O patriarca aceitou

Esta grande empreitada.

Adjetivo se coloca,

Mas não se sabe a bonança.

Um povo com esperança.

Quando a cruz se desloca,

O cruzeiro vai à frente

Abrindo um novo destino

Do santo nordestino

Popular – Orador, Consciente.

Renovações cantadas,

Romarias em direção

Do sertanejo ao sertão.

Juazeiro – Em baladas

Cantai no alto da noite

O hino da Ladainha

Ao caminho, logo vinha.

Em busca de juazeiro."

Luiz Domingos de Luna - 22/12/2008

"Será que entendi direito? A fotografia estampada na capa de uma revista, lembrando a Virgem Maria, em trajes sumários, depõe contra a moral, mas não contra a religião? Sendo assim não haveria ofensa? É possível fazer essa distinção?"

Romeu A. L. Prisco - 22/12/2008

"Socorro às montadoras americanas? Tenho saudade de um 'Doginho (motor e caixa) e uma Caravan (espaço e visibilidade)' - Penso que desse limão poderia ser feita uma boa limonada! Enxergo entre as propostas de viabilização das companhias em questão, que o governo deveria exigir um plano de metas, para fabricação de veículos elétricos. Todo o esforço e investimento em gastos públicos, estaria justificado, se a frota de veículos sofresse imediatamente um incremento de 10%, 20%, 30%, ... e assim por diante de motores movidos a energia limpa. O efeito colateral dessa iniciativa obrigará as outras montadoras do mundo inteiro, rumar na mesma direção, compensando todos os investimentos em moeda pública, com o lucro ambiental. E vencidos alguns calendários, a humanidade inteira irá festejar essa 'crise financeira', a tal ponto de, ... se alguém ainda puder usar carro à gasolina ou outro tipo de energia não renovável, ser visto – e muitas vezes até perseguido - como as peruas que ainda guardam e usam casacos de pele de animais. Então, um 'ozana' a equipe do Obama, para que acertem a mão, e não copiem modelos ortodoxos, como o do seu colega e antecessor Bush, que, ... após ter feito milhares de vítimas civis com as guerras que disseminou mundo afora, ... ir ao Iraque, ... para levar o seu 'último beijo'. Cordiais saudações!"

Cleanto Farina Weidlich – migalheiro, Carazinho/RS - 22/12/2008

"Maracutaia! A filhinha de mininistro do STJ é beneficiada numa maracutaia imoral, deixando para trás cerca de 300 candidatos aprovados em concurso. Depois ficam reclamando que os bandidos estão dominando o país. Que bandidos? Glória Maria Lopes Guimarães de Pádua Ribeiro Portella, filha do ministro do STJ Antônio de Pádua Ribeiro, aquela que entrou com queixa de assédio sexual contra o ministro do STJ Paulo Medina, acaba de conseguir uma decisão na Justiça Federal que é uma imoralidade e um desrespeito sem tamanho ao direito de candidatos a concursos públicos. O processo é a ação ordinária Nº 1998.34.00.001170-0 classe 1300, que está no Tribunal Regional Federal da 1ª região (clique aqui) Autora: Glória M P Ribeiro e Rés: a União Federal e a Fundação Universidade de Brasília. Glória Maria fez concurso público pela Cespe-Unb para o cargo de técnico-judiciário, área-fim em 27/5/95 para o STJ, onde seu pai é ministro. Foi reprovada na prova objetiva. Entrou com uma ação cautelar e, adivinhem, obteve liminar. Fez a prova da segunda fase, a prova discursiva. Foi reprovada novamente. Entrou com nova ação para ver seus pontos aumentados. Adivinhem: ganhou nova liminar e mais: foi 'nomeada provisoriamente' e está ganhando esse tempo todo no tribunal do papai (desde 1995!). Detalhe: Havia tirado 13,45 pontos e pediu que esses pontos fossem elevados a 28,22. Parece brincadeira, mas conseguiu. Seus pontos foram elevados num passe de mágica. O caminho das pedras foi arranjar um 'professor particular' (isso mesmo!) que corrigiu sua prova, para quem estava tudo mais que certinho, e praticar o tráfico de influência de seu pai ministro, Antônio Pádua Ribeiro. Aí veio o julgamento do mérito do caso. O Juiz Federal de Brasília (1ª Instância), José Pires da Cunha, não caiu nessa e refutou o pedido, que considerou ilegal e imoral e ainda condenou Glória Maria Pádua Ribeiro, nas custas e honorários de R$ 10.000,00 (ainda existem juízes!), mas houve recurso ao Tribunal Regional Federal da 1ª região e, adivinhem, os juízes Fagundes de Deus, João Batista e Antônio Ezequiel louvaram a candidata, analisaram tim-tim por tim-tim sua prova e aprovaram-na com louvor! Debalde a Universidade de Brasília (UNB) peticionou dizendo que a prova foi igual para todos e não seria justo que um professor escolhido pela candidata corrigisse sua prova, a não ser que o mesmo professor corrigisse a prova de todos. Não é justo? A UNB argumentou que, pela jurisprudência, o judiciário não corrige provas de concurso, devido à independência da banca e porque senão a Justiça não faria mais nada, a não ser se transformar numa super-banca dos milhares de concursos. Todo mundo sabe o que houve nos bastidores. Houve apostas no meio jurídico se a 'banca Pádua Ribeiro' iria conseguir. Veio agora recentemente a sentença do TRF 1ª região, 5ª turma, que é mais um descalabro, mostrando a necessidade do controle externo. Pádua Ribeiro e sua patota espoliaram o verdadeiro dono da vaga, que disputou em igualdade de condições e passou. Passou e foi preterido! Glória Maria de Pádua Ribeiro ganhou no tapetão sujo do tráfico de influência... De 13 pontos passar a 28, quando um décimo (veja bem: um décimo) já elimina muitos candidatos! A sentença analisa as preposições, as conjunções, a virgulação, a ortografia da redação, acatando a tese da 'banca Pádua Ribeiro'. Nem tudo está perdido. Existe recurso para o STJ, e todos esperam que a União Federal, a Advocacia da União e o Ministério Público Federal não fiquem coniventes. Se Glória Maria Pádua Ribeiro perder a causa, perde o cargo e o verdadeiro dono da vaga, pobre mortal sem padrinhos, será chamado. E agora vem a chave de ouro, a deixar claro que este País não é sério mesmo. O mesmo Pádua Ribeiro, ministro do STJ, pai da falcatrua acima relatada e de muitas outras praticadas por sua mulher, a famosa 'Glorinha', está prestes a assumir o cargo de Corregedor do Conselho Nacional de Justiça (o chamado controle externo), conforme noticiado nos jornais. Parece gozação!... Divulguem. Vamos acabar com essa pouca vergonha!"

José Renato M. de Almeida - Salvador/BA - 23/12/2008

"Leio em Migalhas o que se vê: 'Maracutaia! A filhinha de ministro do STJ é beneficiada numa maracutaia imoral, deixando para trás cerca de 300 candidatos aprovados em concurso. - José Renato M. de Almeida - Salvador/BA'. Bem há muito expus minha opinião,desde que a Deputada Zélia Cobra foi Relatora da elaboração do CNJ e sabia que colocando juízes lá iria dar em nada: só o corporativismo,ainda mais quando a última palavra é dada pelo STF, indiscutivelmente uma Casa política. Se o Legislativo quer fazer do CNJ uma coisa séria o CNJ jamais deverá ter juízes em seus quadros. Onde se viu juiz ser juiz de si mesmos: julgá-los? Só no Brasil. Bem, a piada já vem no acesso ao STF: acesso político! Quando o Legislativo (Senado e Congresso) vão merecer ser uma das Autoridades (Poderes) neste País,construindo algo sólido em defesa da Justiça, na acepção da palavra, porque o que temos é um engodo? Vi, outro dia, na TV, uma sessão do STF para julgar um simples caso daqueles que são impingidos para o STF julgar porque o réu era ex-Deputado. Uma tarde toda perdida. Não é à toa que anulam 80% dos casos (apelações e recursos) por causa de falta de documentos. E note-se: sempre faltam alguns Ministros com desculpas, nas sessões. Muito dificilmente lá estão os 11 componentes. O que diria Cícero de um caso desses? Provavelmente: ó tempora, o mores, milhares de anos após. Atenciosamente."

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 23/12/2008

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