sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Governo Lula

de 28/12/2008 a 3/1/2009

"Leio nos jornais, que Lula quer transformar o Brasil numa potência militar. E leio na Internet: Os militares golpistas da Guiné ordenaram que todos os oficiais do exército e os membros do governo se apresentem a um quartel nas próximas 24 horas, advertindo que após o prazo acontecerá uma grande operação em todo o país. Bem. Haverá sempre um risco de militares tentarem reapoderar-se do poder, devido à ignorância de um povo. Tivemos exemplo com mais de 20 anos de ditadura, ainda mais num País que os próprios da intentona escreveram sua própria anistia, sem represália, como aconteceu na Argentina e no Chile, represálias que os amedrontariam de tentarem praticar um novo golpe. Acredito que eles tentarão novamente, embora o Ministro Nelson Jobim, interpretando 'capitio diminutio', do latim, traduziu que o Governo transformou o exército em 'cápsula diminuta'. Viva a interpretação de nossos juristas, que nós, advogados, somos obrigados a conviver diariamente! 'Quousque tandem?' diria Cicero. Antes de transformar o País numa potência militar deve o Governo transformar o povo em verdadeiros democratas, dando-lhe educação, cultura e saúde, além de condições de sobrevivência. Aí o próprio povo defenderá a democracia e não haverá mais golpes. Ele se incumbirá de obstá-los. Li que, debaixo da ditadura, os Magalhães até criaram mordomia para uma favorecida de um deles, doando-lhes R$8.000,00 mensais, numa boa, sem trabalhar, em casa. Bem! Onde estavam aqueles defensores do direito e da decência (diziam-se) que acobertou a mordomia? Como ninguém levantou a vergonhosa atitude para exprobá-los e puni-los? Mas não é de reclamar: muitas, muitas 'mutretas' fizeram os representantes acumpliciados aos militares: em São Paulo: criaram, por exemplo, cargos efetivos, sem concurso, como no Gov. Laudo Natel, e não adiantou, por exemplo, eu derrubá-los no STF. Não deram sequer bola ao Judiciário. Isso foi um dos exemplos, porque o Governo Paulo Egidio Martins efetivou dezenas na Assembléia Legislativa, e no executivo, por exemplo, com o chamado pacotão e (diga-se de passagem) quando passei pela Assembléia, nomeado pela Mesa da saudosa Dulce Salles Cunha Braga, para corrigir textos da língua portuguesa; lá deparei com muitos que nem a língua portuguesa conheciam; mas foram efetivados por tempo de serviço, até como procuradores e, ou estão lá efetivados com altos salários; ou aposentados idem. Ah! a política! Confesso que, apesar de ser contra a Revolução, no início; fui enganado posteriormente, e até apoiei-a com versos, cujo poema foi o seguinte:

Maus momentos... inconstância...

Greves... rebeliões... jactância

Dos vis arruaceiros,

Penca de maus brasileiros

Que visavam tão somente,

Tornar o povo descrente

E, da confusão, proveito

Próprio tirar:

Ao caos a Pátria arrastar,

Sonegando-nos o direito

Do trabalho e do respeito...

Era tanta a confusão

E tanta a baderna então,

Que não havia outro jeito

À lei, à causa da Ordem:

Esborear a desordem!

31 de Março

Foste um marco na história

Deste País, e tua vitória

Impuseste à desrazão:

Ao povo o direito sagrado

Da liberdade e eleição!

31 de Março

Que esta data, ao calendário

Seja o novo marco horário,

De nossa libertação:

De extremos alienígenas

E também dos maus indígenas,

Vãos profetas, fariseus,

Cujos interesses são os seus...

31 de Março

Dê um basta a Revolução

Aos ditos amigos falsos, 

Que pouco importa, se descalços

Andamos, ou se nos falta pão...

31 de Março:

Que nossa costa se alargue

E o nosso peixe apague

O borrão da inanição...

Que o petróleo queime as choças

E as riquezas, só nossas,

Construam em seu lugar

Milhões de casas pra dar

Ao jeca tatu de outrora!

Que ao vir da nova aurora

Esta raça varonil.

Possa dar ao seu Brasil

Seu lidimo lugar na história.

Mas, depois, vendo que era tudo uma inominável farsa, lavrei o seguinte poema, dos quais transcrevo somente 2 estrofes, pois é enorme.

Retrato de uma revolução

Faz 18 anos, foi de

Março que, um certo dia,

em nome da democracia,

fez-se uma revolução!...

O Brasil, e não disseram

os tais revolucionários,

será forte, será livre,

fará jus a sua História,

haverá paz e harmonia,

trabalho, prosperidade;

E a criançada, sadia,

se orgulhará deste dia;

haverá democracia,

liberdade para o povo,

neste Continente novo...

E se passaram os dias,

foram-se meses e anos

e todas as vãs promessas

Uma a uma desfizeram-se:

Consagrou-se a injustiça

direitos inalienáveis

ficaram tão miseráveis,

que o assassino e o ladrão

uniram-se à desrazão,

com u m viva à revolução!

em vez de democracia,

houve atroz perseguição

mascarando a iniqüidade

muitos mártires fizeram

os falsos pais da verdade,

usando a revolução...

Caro diretor, peço perdoe-me por tentar desfrutar do espaço democrático de Migalhas, aliás o único a que tenho acesso. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 29/12/2008

"Sr. diretor, li na internet um repórter classificando as palavras de Lula  como oximoro (variação de oximoron), isto é, parodoxismo, figura que consiste em reunir palavras  contraditórias. Aguçou minha curiosidade de hermeneuta e fui para o BH que explicou-as, como eu disse. Agora, teria esse termo realmente, advindo de onde veio, do grego, (O x?µ????) significaria isso?  Primeiramente, procurei com a letra o (omicron) +  x, (capa  depois com a letra O (Omega) + x (capa) e encontrei a tradução: o que morre logo. Obviamente, não se  entende como se chegou a uma figura de linguagem tal expressão. E pensei: será que Lula não estaria  usando a Introspecção - (introspectio, onis) para Intuir (intueor, eris, itur sum, eri) = intuir (considerar), misturando o grego com o latim  o que acontecerá no futuro? Bem Lula não conhece  o grego e o latim, quiçá nem o português; mas, chegando onde chegou e como chegou, quiçá possa  falar por parábolas. Cuidemo-nos, pois. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 29/12/2008

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