quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Gramatigalhas

de 4/1/2009 a 10/1/2009

"Conta a história que um homem, confrontando a 'santidade' do rei, escreveu nos muros do castelo: matar o rei não é pecado! O rei ficou furioso e ordenou que seus súditos encontrassem e cortassem a cabeça de quem escreveu a frase. O autor da arte, temendo perder a cabeça, arrumou a situação usando apenas uma vírgula. Como?"

Vanessa Bresqui - 5/1/2009

"O autor, astuto, apenas pôs uma vírgula antes do 'é', modificando a frase para que esta ficasse da seguinte maneira: 'matar o rei não, é pecado!' caso ainda pudessem ser postos pontos de exclamação e interrogação, teríamos ainda mais ênfase 'matar o rei? não! é pecado!'"

Carlos Roberto Tavares Andraus - 6/1/2009

"Em relação à dúvida lançada pela colega Raquel Otranto, no Migalhas 2.057 (- 7/1/09 - "Gramatigalhas" - clique aqui), respondida pelo dr. José Maria da Costa, acredito que houve omissão de uma importante palavra que muda totalmente o sentido da frase. Na minha opinião, realmente o correto é 'Condena-se o excesso; Condenam-se os excessos'. Ocorre que a frase escrita por Millôr, conforme a própria colega escreve é 'Condena-se muito os excessos...'. Neste caso o advérbio 'muito' não é de quantidade, 'Condenam-se os muitos excessos cometidos pela P.F...' por exemplo. Acredito tratar-se de um advérbio de intensidade ressaltando o grau de condenação, de forma que o verbo deve ser posto no singular. Por exemplo: 'Sente-se muito as mortes em Israel...' Espero ter ajudado. Atenciosamente."

Ivã Augusto Fedulo - Martorelli e Gouveia Advogados - 7/1/2009

"Já faz muito tempo, mas acho que me lembro de ter sido ensinado que havia para o 'se' uma função de 'partícula de indeterminação do sujeito' (Migalhas 2.057 - 7/1/09 - "Gramatigalhas" - clique aqui). Assim, nas construções que o usassem, o verbo ficaria na terceira do singular, 'impessoal'. Exemplos seriam o tradicional 'vende-se' ou 'aluga-se casas'. O Millôr de 'condene-se os excessos' estaria certo... Cordialmente."

Antônio Augusto Penteado - 7/1/2009

"Ainda sobre a análise da citação do Millôr: 'Condena-se muito os excessos (...)'; onde a palavra 'muito' não foi considerada. Gostaria de saber do eminente professor se seria incorreto dizer: 'Muito se condena os excessos cometidos por determinados políticos'."

Oswaldo Melo Franco - 7/1/2009

"Gostaria de saber por que se diz que o indivíduo suicidou-se? Não se pode suicidar a outra pessoa senão a si mesmo, não é?"

Sheyla Silva

Nota da redação – o informativo Migalhas 1.599, de 22/2/07, trouxe o verbete "Suicidar-se" na seção Gramatigalhas. Clique aqui para conferir.

Sheyla Silva - 7/1/2009

"De acordo com o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa, não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por R ou S. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Pergunto para os professores de português do Migalhas. Então, hoje, a resposta à apelação se escreve contrarrazões? Sem hífen e com o R dobrado?"

Pedro Rezende - 7/1/2009

"Sr. diretor, fiquei muito feliz ao deparar com questionamento gramatical feito pela Raquel Otranto, minha querida colega de turma na 'Velha e Sempre Nova Academia' (Raquel, fique tranquila: não vou dizer de que turma somos...). No entanto, na frase constante do item 3 do esclarecimento do Prof. José Maria da Costa ('...a regra geral de concordância verbal determina que o verbo concorda com o seu sujeito...'), não me pareceu acertada a conjugação do verbo ‘concordar’. Creio que o 'determinar', na oração principal, exige que na subordinada objetiva direta o verbo 'concordar' seja conjugado no presente do subjuntivo e não no presente do indicativo.  Isto porque 'determinar' implica um 'dever ser' e não a constatação de um 'ser'. Por conseguinte, penso que a frase deveria ser construída da seguinte maneira:  '...determina que o verbo concorde com o seu sujeito'. Sub censura. Atenciosamente,"

Lionel Zaclis - escritório Barretto Ferreira, Kujawski, Brancher e Gonçalves - Sociedade de Advogados - 8/1/2009

"Prezado dr. José Maria da Costa, O meu sobrenome 'Asfóra' tem acento em meus documentos, no entanto, tenho dúvida se o utilizo com acento ou sem acento, qual é a grafia correta? O sobrenome tem origem árabe. Obrigado."

Sheyner Asfóra - advogado criminalista - 9/1/2009

"Pelas novas regras ortográficas, como devo escrever: 'suberdeiros' ou 'sub-herdeiros'? Penso que o certo seria 'sub-herdeiros'. Estou certo ou errado?"

Elder Ulisses de Oliveira - 9/1/2009

"Posso estar enganado, mas parece-me que a novíssima Lei nº 11.900/2009 foi aprovada com um pequeno erro gramatical na nova redação dada ao CPP, em seu artigo 185, § 2º, inciso IV. Creio que é hipótese de admissibilidade do interrogatório por videoconferência a resposta a gravíssima questão de ordem pública. Sem crase, porque não há o artigo 'a' antes de 'gravíssima questão'. Uma vez que a lei é, por definição, abstrata, não se dirige a esta ou àquela gravíssima questão."

Fernando de Brito Garcia - 9/1/2009

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