terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Migalheiros

de 18/1/2009 a 24/1/2009

"Um giro no Cariri. A História da humanidade foi toda baseada na destruição do espaço geográfico para a preservação da espécie humana, milhares de espécies foram extintas pela ação contínua, dos seres racionais. O Ato destruidor do homo Sapiens está impregnado no DNA biológico e cultural; conscientizar o humano de que são desumanas suas ações para com a sua própria existência civilizatória é tarefa de gigante. Inconcebível à luz do pensar existencial e de sua carga genética cultural, advinda desde a era cenozóica no período do pleistoceno. Um grito isolado de defesa ambiental no meio da multidão soa como ridículo, esdrúxulo. Creio que os devoradores do planeta são os grandes grupos empresariais, porém, eles fazem isto porque a vida no modelo atual exige isto,o qual, é uma cadeia alimentar, social, política, econômica{...}, o padrão; {parar isto}, seria parar o desenvolvimento da sociedade dentro do foco que conhecemos. Logo a questão ambiental está ligada à linha de consumo, hábitos que foram bem elaborados no processo histórico civilizatório da humanidade. Ora, O rio salgado no cariri cearense até meados de 1835 era um rio perene e saudável, hoje virou um esgoto do lixo cultural do cariri, porém, sem este esgoto não teria outra forma de desenvolvimento? De uma das regiões que mais crescem no interior do Ceará. – Cariri, pela ótica do processo interativo de convívio humano conhecido e vivido, assim: ou se mata o Rio ou se mata o Cariri. Creio que, assim com os demais seres humanos estamos agindo na lógica da corrente do tempo no processo existencial. A Questão do grande lixão que estamos transformando o planeta terra é conseqüência de todo um processo civilizatório contido na epistemologia genética da humanidade. Mudar o curso da história, para a preservação do planeta terra; teria primeiro: a necessidade de mudar toda a forma de pensar, de agir, de existir, de saber que não existe outro planeta terra a espera para ser devorado - um novo renascimento. Agir isoladamente, como um aplicativo psicológico para amainar consciências as questões ambientais é mero paliativo. Enfrentar a problemática de frente teria que, antes, mudar toda uma mentalidade, toda uma forma de viver, onde todo o processo civilizatório consumista seria jogado no lixo e criado outro padrão humano para dar vida plena ao corpo vivo do planeta terra. É possível conciliar progresso, evolução, desenvolvimento econômico em escala planetária, sem lesionar a bola azulada?"

Luiz Domingos de Luna - 19/1/2009

"Os diplomatas brasileiros de alto escalão nomeados pelo governo atual escrevem (?) e pensam como nosso presidente. O diplomata Antonio Augusto Martins Cesar, em seu artigo de ontem, na Folha de São Paulo, defende a caça iniciando-o com a frase de Maitê Proença, bela e sem talento e cuja cultura geral não me parece que mereça sua citação: 'Se o desorientado Bush caçasse, não teria invadido o Iraque'. Acrescenta o autor que tal frase 'levantou polêmica'. Defende a caça legal por trazer benefícios para economias, populações envolvidas e (pasmem!) meio ambiente! E, citando os valores de alguns animais (um rinoceronte vale US$60 mil), faz uma comparação entre a caça legal e a ilegal, em sua redação pobre para um advogado e diplomata de carreira: 'renegar a atividade como um todo é uma grande besteira'. Sim, 'besteira'! Não vou entrar no mérito de como passou nas provas de português, redação e conhecimentos gerais. Mas defender a matança de animais com o intuito de, abertamente, beneficiar os fazendeiros, é o mesmo que defender a predação geral, num país onde as cotas legais de corte de árvores tornaram-se cortes ilegais e perdemos o que de mais precioso tínhamos: a Amazônia, a Mata Atlântica e as espécies raras, com a falta de fiscalização que todos conhecemos."

Maria Cecilia Gouvêa Waechter - 19/1/2009

"Migalheiros e mezinhas

Leio verso e dois relaxos

Nas migalhas d' isturdia

Da mezinha que fazia

Mais que rezas e despachos

Porque tenho voos baixos

(voo não tem mais o acento!)

C' umas pingas me contento

Longe do tal farmacêutico

(sou poeta e hermenêutico,

Com meus porres me contento)!

Prá inchaço solto é vento

Pr' esse bando de apedêutico!"

Ontõe Gago - Ipu/CE - 19/1/2009

"Li a notícia:

'Em Campinas, uma família de cães é jogada fora e gera revolta dos moradores na Vila Perseu Leite de Barros. O dono dos animais deixou a cadela e 6 filhotes dentro de uma caixa de papelão, apenas com um bilhete com a data de nascimento dos cachorrinhos: 22 de dezembro de 2008' (fonte: Agência Anhanguera de Notícias, 21/1/09).

Acontecimento desse jaez  causa-me indignação, porquanto os cães são nossos leais companheiros e acabam, por vezes, abandonados à própria sorte. Ao mesmo tempo vem-me a comiseração ao autor do fato - criatura humana 'racional' -, por ter agido desta forma, visto que terá de colher, inevitavelmente, o espinhoso plantio semeado, pois a lei de causa e efeito é algo irrevogável pela vontade do homem, e será sempre cumprida, por ser imutável. 'A cada um segundo suas obras.'"

Armando Bergo Neto – advogado, OAB/SP 132.034 - 22/1/2009

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