sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

A ausência sentida

de 1/2/2009 a 7/2/2009

"Compreendi agora, o porquê da ausência do colega Wilson Silveira nas páginas de Migalhas. Alguns colaboradores realmente são 'espaçosos', não gostam do debate, as vezes pegam pesado, são confusos e, na maioria dos casos escrevem sobre assuntos, com os quais não tem a mínima intimidade....E ainda ficam bravos quando são contestados! Dr. Wilson, volte ao círculo e coloque os inconvenientes no ignora, conforme eu fiz..."

Eduardo Augusto de Campos Pires - 2/2/2009

"Prezado dr. Wilson, como colega de trabalho também lamento profundamente todo o ocorrido e solicito que nos brinde com a volta de seus comentários sempre pontuais e oportunos. sinceramente,"

Eduardo Trigueiros – escritório Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados - Advogados - 2/2/2009

"Caro dr. Wilson Silveira, uma vez escrevi que comecei lendo-o por curiosidade, depois por interesse e, finalmente, por um incontestável prazer. Embora, às vezes, não partilhasse de suas opiniões, a verbe, o estilo, o humor e autenticidade com que eram expostas muito me agradavam. Entendo suas razões pois, eu mesmo, tomei várias vezes a decisão de não mais escrever face à corrosiva e equivocada reação de alguns pescadores de águas turvas. Muitas vezes intoxicados ideológicos, às vezes defensores de privilégios ou serôdios acometidos de juvenis equívocos. Caro dr. Wilson, nada de enfiar a viola no saco. Valho-me de dois poetas para reclamar sua volta. 'Tudo vale a pena se a vida nâo é pequena...' (F.Pessoa); 'Cantando espalharei por toda a parte/ Se a tanto me ajudar o engenho e a arte...' (Camões). Quanto a certos cigarras migalheiros lembro-lhe um ditado da tia avó Georgina: 'Palavras loucas, orelhas moucas...'"

Alexandre de Macedo Marques - 2/2/2009

"Prezados migalheiros, a bem da verdade, cumpre-me esclarecer que, parte da ausência destas colunas, do ilustre Colega Wilson Silveira, se deve à sua elegante e nobre manifestação de solidariedade comigo, ainda mais elegante e nobre porque não declarada. Wilson e eu entramos em 'recesso' quase simultaneamente. Não pretendo expor a debate o mérito das nossas 'razões de foro íntimo', porque entendo que isto, sem qualquer menosprezo à opinião dos demais migalheiros, poderia ser resolvido somente entre as partes envolvidas. Nada obstante, e invocando as palavras de Wilson, conforme consta em nossos diplomas, ambos somos bacharéis em 'ciências jurídicas e sociais', o que nos permite a livre abordagem de todos os temas, nacionais e internacionais, sem exceção, ou restrição. Finalmente, também por entender que os prezados migalheiros não devem ser privados da valiosa participação do dr. Wilson Silveira, no que me diz respeito, considero-o plenamente liberado da sua solidariedade, própria de um advogado de alta linhagem como ele é, ficando, assim, à vontade, para decidir sobre o seu retorno ao convívio de Migalhas, uma vez superados os demais motivos, que determinaram o afastamento." 

Romeu A. L. Prisco - 3/2/2009

"Também eu, caro colega Wilson Silveira, passei por situações semelhantes aqui em Migalhas, e certa vez retirando-me de um dos debates, recebi um conselho seu 'Não deixe de manifestar-se', no sentido de manter a luta pela verdade sempre. Conselho que sigo até hoje e devolvo, cordialmente, ao colega temporariamente ausente."

Dávio Antonio Prado Zarzana Júnior - 3/2/2009

"Sr. diretor, leio em Migalhas: 'Ambos somos bacharéis em 'ciências jurídicas e sociais', o que nos permite a livre abordagem de todos os temas, nacionais e internacionais, sem exceção, ou restrição.'  Bom, permita-me  intromissão:  sou bel também em ciências Jurídicas e sociais e bacharel em Letras Clássicas, e não me permito a abordagem em todos os temas. Há sempre restrição e exceção; mas, provavelmente levo vantagem em idade: estou para completar 83 anos, e exponho-me em poesia o que penso: eu não sou ninguém. Quiçá falte humildade aos migalheiros, eis porque, por questões íntimas, deixaram de expor-se culpando as críticas que terão sofrido. Ao completar meus 80 anos, lembrei-me de um poema que fiz há décadas e continuo pensando da mesma forma: não sou ninguém!

'Ninguém elucubrações de um agnóstico?

Ninguém sentiu o espasmo obscuro, O ser humilde... entre os humildes seres, Embriagado, tonto de prazeres, O mundo para ti  foi  negro e duro. Cruz e Souza

Não sou nem uma gota d' água que vai se esvair, em vapor, retornando aos espaços vazios... para um novo ciclo dos lagos, rios e oceanos, que banham este Mundo.

Não sou nem um grão de areia do areal desértico,

que, ao sabor dos ventos e das tempestades,

está ali e acolá, porém perenemente. Não sou... pois,

riem um minúsculo corpúsculo eterno deste imenso Universo...

Não sou nem sequer um meson... que se interpõe

entre prótons e elétrons, que se transformam em átomos,

dando origem às moléculas!

Sei que estou neste mundo por um fugaz momento,

ligado por um tênue fio á maquina do Tempo,

que compassa lentamente, impassível, serenamente,

por segundos, minutos, horas dias, meses e séculos,

e que serei um dia dele desligado, inexoravelmente...'

E quando chegar o momento, nada mais serei do que sempre fui: ninguém, ninguém, para sempre ninguém; e ninguém eternamente, que nesta vida está por um mero acidente de percurso de um microgameta, que fecundou um óvulo, chegando à frente... Por que razão acreditar, pois, que há Alguém nesse imenso Infinito que me tenha feito a sua imagem e semelhança; ou até saiba que eu existo; ou que se importe com a minha efêmera e mísera existência? Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 3/2/2009

"Ninguém cutuca as migalhas alheias. Ninguém critica as opiniões abertamente, com ar professoral, indicando supostos erros de toda espécie. Ninguém consegue se achar em posição infinitamente privilegiada para diminuir o pensamento exposto, mudando o foco da tribuna para o ataque à manifestação do próximo. Ninguém afirma, textualmente, ter mais capacidade, conhecimento e propriedade jurídica (e não de vida, registre-se, esta sim inegável e que não tem preço que pague!) para diminuir as migalhas expostas por um ou outro conviva. Ninguém se dirige diretamente ao migalheiro criticado, passando tecer suas migalhas destinadas apenas ao DD. Diretor desse poderosíssimo rotativo. Enfim, Ninguém, que contraditório!"

Leônidas Magalhães de Alcântara - 3/2/2009

"Resposta a Leônidas Magalhães de Alcântara.  O diretor é o manda chuva de Migalhas, logo dirigir-se a ele é norma. Crítica é arma do advogado, logo uso da arma; mas não me revolto com críticas, ao contrário, busco nelas me aperfeiçoar, com a idade, esta tenho pra dar e vender, e experiência. Sei, porém, que não sou dono da verdade e sei principalmente que não sou, que não somos ninguém, portanto é norma termos humildade. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 3/2/2009

"Até onde eu sei, a livre expressão de idéia é princípio constitucional em nosso país, e como tal deve ser defendido com unhas e dentes. Podemos expressar nossa opinião sobre qualquer assunto! E isso não é um privilégio somente de bacharéis em direito, ciências sociais, letras, medicina, moda, etc., mas de todo e qualquer cidadão. O que acredito que deveria ser mais comedido entre migalheiros é o ataque pessoal, que acabou por virar regra em alguns debates mais acalorados e, infelizmente, está diminuindo a grandeza deste portentoso diário! Não é porque uma pessoa tem a inscrição na Ordem na casa dos 50 mil ou nos 200 e tantos que ela é melhor que outra. Ou porque escreveu um livro ou por qualquer outro motivo! Devemos pautar nossos debates em nossas opiniões, embasadas ou não, afinal a paixão também faz parte do ser humano, mas não nos esqueçamos de um princípio do direito, da religião ou de qualquer outro meio que imaginem: o respeito ao próximo e à opinião alheia!"

Daniel Consorti - 4/2/2009

"Meus caros colegas, acho que cometi uma gafe ao comentar a ausência do dr. Wilson Silveira. Como estava acostumada a ler seus comentários sobre os mais diversos assuntos, estranhei seu silêncio. Não sabia, contudo, que havia uma questão no ar. Se fui inconveniente, me desculpo."

Dalila Suannes Pucci - 4/2/2009

"Quando uma mensagem não é compreendida pelo leitor, como seu autor-remetente esperava que fosse, a culpa tanto pode ser dele, autor-remetente, do leitor, ou de ambos. Sem indicar, especificamente, qual destas hipóteses ocorre com mais freqüência, estudos realizados pelo 'Journal of Personality and Social Psychology' comprovaram que apenas 50% dos 'e-mails' têm chance de ser corretamente interpretados. Destarte, e a partir da minha mensagem anterior, esclareço que Wilson e eu não temos a menor pretensão de ser onipotentes,  porque nos julgamos capacitados a abordar qualquer tema, nacional ou internacional. Só queremos ter o sagrado direito de escolher o tema e sobre este nos manifestarmos livremente, sem exceções, ou restrições, como bacharéis que somos em ciências jurídicas e sociais. Outrossim, também nada temos contra críticas e contestações aos nossos textos, porque, se assim fosse, além de estarmos tolhendo o nosso próprio direito de criticar e contestar, não estaríamos participando de um espaço reservado a debates. Procuraríamos um espaço onde só se admitisse o monólogo. Ressalvada uma ou outra rusga, passageira, nada temos contra qualquer migalheiro. Talvez agora fique mais fácil aos amigos tirarem suas conclusões."

Romeu A. L. Prisco - 4/2/2009

"Sr. diretor, após ler alguns comentários sobre o quê, o motivo que deixou de participar um migalheiro, houve por bem retornar as mensagens de dezembro de 2008, e lá encontrei uma que provavelmente deu 'pane' no relacionamento. Tratava-se uma notícia sobre a Virgem Maria num Jornal mexicano. Na realidade, quem deveria sentir-se ofendido deveria ser eu que, pelo fato de exprobrar a notícia, fui chamado de fascista amigo da Revolução etc.etc. Sucede que ambos os migalheiros que me atacaram não haviam entendido que eu me referia à Virgem Maria da Religião Católica, não a uma virgem qualquer. Obviamente, na discussão aproveitei o fato de atacar a liberalidade existente, chamando de liberticida quem me atacou; e exprobrei o fato de ter sido atacado, sem motivo. Não fui eu quem atacou, fui criticado e defendi-me. Na maioria das vezes eu ataco problemas judiciais e não corriqueiros, limitando-me àquilo de que realmente entendo. Há migalheiros que entendem que se tem liberdade de falar sobre tudo. Tem-se realmente; mas torna-se ridículo na minha impressão, falar-se sobre aquilo que não se está a par. Um dos migalheiros disse que eu critico tudo: não é verdade. Que eu dou uma de professor. Realmente não é estranho eu dar uma de professor, pois fui professor toda minha vida, de línguas, de  Direito; e falo de cátedra  sobre a interpretação da língua portuguesa, pois sou não só bacharel em  línguas clássicas, formado em 1961, na PUC,  como dei aulas delas,  em inúmeros colégios e até faculdade; e tenho notado a péssima interpretação de leis de parte do Judiciário, tanto que até lancei um livro sobre o assunto, sobre a interpretação. Ouço inúmeras vezes advogados criticarem o Judiciário, logo não estou sozinho. Sou sim um dos poucos que têm coragem de dizê-lo, de público, e tentar provocar atitudes do Legislativo a fim de corrigir o que  vejo errado no nosso sistema judiciário estimulando advogados e a OAB a reagir contra a subserviência, não só  deles, mas dos demais Poderes ao Judiciário, que é mais que latente.  Disseram-me até que eu não respeito autoridades. Respeito-as, desde que mereçam ser respeitadas. Não as respeito pelo nome; mas pelas atitudes. Não é porque fulano falou que está falado, porque tem títulos, em se sabendo como títulos são alcançados no Brasil. Revi aquilo que pode ter causado problemas; mas isento-me de culpa; porém peço desculpas pela má interpretação dada às minhas intenções, pois a única intenção é conseguir Justiça, na acepção da palavra. Atenciosamente,"

Olavo Príncipe Credidio – advogado, OAB 56.299/SP - 5/2/2009

"Volte, Dr. Wilson!"

Léia Silveira Beraldo - 6/2/2009

"Sempre admirei a profusão participativa do dr. Wilson em Migalhas. A pergunta que não quer calar é: O que houve para obstar tal atitude? Ocorre-me agora que pode ter sido uma das irmãs mencionadas por um Rei de Portugal na citação de abertura, em pretérita edição do Migalhas: '...são duas irmãs. Uma, de onde sai, nunca mais entra. A outra, onde entra nunca mais sai. São a vergonha e a suspeita.' Se for a primeira, dr. Wilson, lhe garanto com toda a segurança de que são infundados os motivos de sua ausência. Todas as suas participações ensejaram-me o que bem salientou o colega migalheiro Alexandre de Macedo Marques... Se for a segunda irmã, aí sim, o colega nos deve o comparecimento, ao menos para expor os fatos a fim de que possamos considerar objetivamente as razões da ausência. Saudações migalheiras!"

André Graeff Riczaneck - OAB/RS 52.394 - 6/2/2009

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