Ação de imprensa

3/6/2009
João Guilherme Barbedo Marques

"Com o respeito devido a uma decisão judicial, parece-me que não foi feita justiça (Migalhas 2.153 - 1/6/09 - "Juro que não sabia" - clique aqui). O autor da ação foi altamente prejudicado por se ter veiculado uma notícia falsa e a justiça entende que ele não tem direito a qualquer indenização. Isto é um absurdo, mas vem a justificação de que não se pode exigir à mídia que dê uma notícia só depois de ter a certeza de que ela é verdadeira. De fato, não se pode exigir tal coisa, mas se a mídia quer usar uma notícia sem saber se é verdadeira ou não, apenas e só para ter vantagens, é justíssimo que aeque com a responsabilidade dos prejuízos causados se a notícia é falsa. O 'juro que não sabia' já está mais gasto do que o pano esfarrapado! Será que se quer tornar a populção refem da mídia? Que poderá dizer o quiser, sem qualquer responsabilidade? Os direitos ao bom nome não contam mais?"

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