sábado, 24 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Promotor armado

de 9/1/2005 a 15/1/2005

"Como seria o recrutamento de promotores com experiência de vida? Será que advogados, já experimentados pela vida, aceitariam ir para o interior, com suas famílias, por um salário de 6 mil por mês?"

Marco Antonio Candia - 10/1/2005

"Arma de fogo na mão de pessoa inexperiente é desgraça iminente, tiro, gritos, exclamação, cheiro a álcool, algemas, prisão, sangue, choro, vida ceifada, caixão, flores, morte matada, tristeza, sonhos interrompidos, luto, lamentação de amigos; e tudo isso... Por nada. A arma é só um instrumento. Concordo com Herivelton Vieria - Migalhas 1.083 - 7/1/05 - por isso creio que a lei deveria ser rígida na concessão do porte, no sentido de verificação das condições psicológicas dos usuários, mas nunca elitista."

Eldo Dias de Meira - 10/1/2005

"Em relação à pouca idade de alguns promotores e juízes, as críticas visam desacreditar, ainda que parcialmente, esses operadores e talvez amenizar uma ou outra batalha perdida no dia-a-dia dos causídicos. O início da advocacia se dá em tenra idade. A responsabilidade da defesa é tanta, ou maior, quanto à da acusação e podemos advogar livremente com menos de vinte e cinco anos. Contrário censo, pode-se exercer outras atividades de igual relevância. Certo. Outro ponto, o crime do Promotor Igor, sempre lembrado, e do Schoedl constituem chagas. Entretanto, sem pender para qualquer órgão, temos a vergonha de conhecer julgadores (com vasta "experiência de vida") condenados por corrupção, além de vários crimes inerentes à função, e advogados anti-éticos pegos em flagrante delito, ora corrompendo policiais, ora servindo de meio de comunicação entre criminosos. Por derradeiro, o porte de armas não é de meu agrado, mas o legislador viu a necessidade disso, e acertou, havemos de lembrar os hodiernos acontecimentos envolvendo os Fiscais Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais e o Juiz brutalmente assassinado em Presidente Prudente."

Rafael Luis de Sousa - Empresas Petróleo Ipiranga - 10/1/2005

"Concordo plenamente com os colegas Flávio La Farina, Frederico Augusto M. R. Marinho e Fábio Rocha Gentile. Deparar-se com um promotor (ou juiz) com gelzinho na franja ou no topete dos cabelos, falando afetado e exalando arrogância, causa calafrios em qualquer advogado, por mais experiente que seja. Mas o ponto nodal se encontra na mentalidade dita "progressista" de quem "pensa" estas regras de admissão em tão honrosos cargos (promotor e juiz de direito). Aliás, tenho comigo já há muito tempo, que o critério adotado - juvenilização do Ministério Público e da Magistratura, de "progressista" não tem nada. É, isto sim, odiosa forma elitista de preenchimento de cargos públicos, pois tolhe totalmente as possibilidades de pessoas que não vieram de "berço de ouro" (pais ou famílias ricas) de lograrem aceitação nestes quadros, pois na certa são reprovados na escolha subjetiva (entrevistas) como todos falam a boca pequena. Não há dúvida que o critério escolhido pelos burocratas foi o econômico (um juiz ou promotor jovem prestará serviços ao Estado por décadas, enquanto que um experiente profissional - com 35 ou 45 anos de idade, se lograr aprovação, trabalhará muito menos tempo), ainda que em detrimento da qualidade (ou seria experiência profissional e de vida?)."

Aluísio de Fátima Nobre de Jesus, Advogado - OAB/SP- 104362 - Vice-Presidente da 18ª Subsecção da OAB/SP (Taubaté-SP) - 11/1/2005

"O leitor Eldo Dias de Meira,  pelo visto,  execra o porte de arma, ao mesmo tempo em que alega que a arma é só um instrumento. Diz que a lei deveria ser rígida na concessão do porte. A pergunta que se faz é: se um promotor público não puder andar armado, então quem poderá? Para chegar à promotoria o exame do perfil psicológico é severo. E o cargo pressupõe risco de morte,  inevitavelmente. Está mais que evidente que, com 12 vândalos correndo atrás de si, ele tinha mais é que atirar mesmo. Disparou no chão, como advertência, mas não adiantou. Continuaram correndo atrás dele. Quem procurou, achou."

Conrado de Paulo - 12/1/2005

"Após ler o nobre migalheiro Conrado de Paulo, fui obrigado a dar a mão à palmatória, para aqueles que comungam da opinião, infelizmente cada vez mais corrente, que nossas instituições realmente estão desacreditadas, pois mesmo carregando uma pistola carregada e, o pior, atirando contra adolescentes desarmados, o indigitado Promotor não se fez "respeitar". Isso que é descrédito!!!"

Frederico Augusto M. R. Marinho - Advogado - 13/1/2005

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