terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Jovem promotor

de 9/1/2005 a 15/1/2005

"Deu no Migalhas 1.084 - 10/1/05 –

"Concordo plenamente com os colegas Flávio La Farina, Frederico Augusto M. R. Marinho e Fábio Rocha Gentile. Deparar-se com um promotor (ou juiz) com gelzinho na franja ou no topete dos cabelos, falando afetado e exalando arrogância, causa calafrios em qualquer advogado, por mais experiente que seja."

Caramba! Como "caminha" a Humanidade! Houve tempo em que juiz que aparecesse no Tribunal de Justiça de São Paulo com gravata amarela ou vermelha, ou com terno claro, era mandado de volta para casa. Houve juiz que mandasse sair da sala um advogado que usava um paletó xadrez verde! Como o juiz já faleceu, silencio seu nome. Mulher de calça comprida? Nem pensar. Houve aquele caso da moça que, toda elegante, foi tentar entrar no fórum João Mendes com um belo terno de casimira, como se usava. Foi vetada pelo porteiro. Foi até o banheiro, tirou a calça comprida e entrou, porque o comprimento do paletó correspondia ao "comprimento" de uma mini-saia, que era moda na época. Agora se implica com o gel? E o nosso Bilcream da juventude? Ou o Glostora? Plus ça change plus c'est la même chose. Que diriam esses críticos se eu lhes dissesse que o diretor da Faculdade de Direito de Oslo, meu querido amigo Erik Roeseg, vai trabalhar de calça jeans e pedalando bicicleta? Como dizia o Jô Soares, "vocês não querem que eu volte!" - Um abraço não tão gelado (a neve derreteu antes do tempo!) do,"

Adauto Suannes - 11/1/2005

"Quanto à migalha "Velho Mundo" (Migalhas 1.085 - 11/1/05), o que a nota anterior quis dizer e ao que parece não ter sido entendida pelo Ilmo. Adauto Suannes, é que se deparar com um promotor de gelzinho na franja ou topete nos cabelos, significa apenas que o advogado estará enfrentando, no mais das vezes, alguém sem experiência e muito jovem (e por isso da arrogância e presunção) e cheio de achar-se deus, pois como é público e notório nos meios jurídicos: metade dos juízes e promotores pensam que é Deus e a outra metade, infelizmente, tem certeza que é o próprio (devo dizer que boa parte dos advogados também pensa assim). E foi só por total falta de experiência, arrogância e presunção que o jovem promotor estava armado e atirou, tirando a vida de outro jovem."

Rita Pimenta, OAB/SP 98.098 - 13/1/2005

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