domingo, 25 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Porvinha

de 16/1/2005 a 22/1/2005

"Mosquitos e bois. Em Migalhas de hoje (1.087 - 13/1/05), Roberto Contreras ao tecer comentários sobre a invasão pelo MST de um Fórum em MG, com a qual diz discordar, comenta ser "contra fazendeiros que desbravam o Acre e o Amazonas, contra tudo e contra todos", pois essa situação "gera um custo ambiental enorme". E aponta que "os mosquitos que picam os fazendeiros "desbravadores" ou as florestas que estes destroem, podem render muito mais ao país do que o gado aí introduzido". Nesta nova era de iluminados, seria, no mínimo de bom-tom, que detalhasse (nem precisa justificar) como isso se efetivaria. Seria para consumo interno ou geraria novas e grandiosas fontes de receitas, com custo zero, ajudando no superávit primário?"

Antonio Carlos de Abreu - 17/1/2005

"O migalheiro Roberto Contreras (Migalhas 1.087), investe estabanadamente contra meu comentário em Migalhas 1.086, onde afirmei que fazendeiros abriam neste momento, contra tudo e contra todos, fazendas no interior do Acre, Amazônia etc. enquanto MST aguarda tudo ficar pronto para aparecer e... Quando disse que se abriam fazendas contra tudo e contra todos, caríssimo ecologista, não quis obviamente afirmar que tais desbravadores agiriam contra lei. Quis dizer que só um abnegado, um desvairado romântico, um louco idealista apostaria atualmente tempo e dinheiro para abrir fazendas de plantio ou de gado no Brasil, onde o que hoje é admitido amanhã não mais será, enquanto que em outros países - com real estabilidade jurídica - oferece-se de tudo a interessados em plantar ou criar em seu território. Aqui na pátria varonil, após a fazenda estar pronta, chegará o MST reivindicando sabe-se lá o que e destruindo, por destruir, o que se sabe.... Quanto aos ecologistas, devemos hoje a eles todas as mortes que ocorrem com as chuvas nas áreas de mananciais que foram invadidas por desesperados trabalhadores a procura de moradia barata, embora de altíssimo risco. A legislação ecológica atual também só favoreceu a "venda" ilegal de lotes a desavisados, facilitando a destruição total das áreas que visava proteger. Lamento, mas preservar é igual a conservar com lucro, do contrário babau..."

Alexandre Thiollier - escritório Thiollier Advogados - 17/1/2005

"Prezado Diretor, Não pude conter os risos ao ler a aventura 'frustrada' da danada porvinha (Migalhas 1.086) no invejável gabinete de nosso ilustre campeão de MP's. Impressiona-me o saber jurídico de nosso chefe do Executivo... * Parabéns pelo informativo; é cada dia mais empolgante lê-lo!"

Luís Fernando Cardoso Rodrigues - 17/1/2005

"A propósito da "polêmica" em curso no Migalhas, acerca da atuação do MST, penso que devemos ponderar críticas e elogios. Ao Dr. Thiollier parece reprovável o uso de foices no ambiente urbano, por traduzir ato de força; mas será força diferente daquela produzida pelos maganos, a que sempre se refere Elio Gaspari, com suas canetas, talões de cheques e malas pretas? Por igual, as invasões de terras particulares praticadas por integrantes do MST são realmente diferentes da ocupação de ruas e calçadas públicas por comerciantes em geral, em particular de automóveis, de donos de bares e restaurantes, que demarcam como particular o espaço público? Que ali instalam mostruários, mesas, veículos? Que muitas vezes obrigam pedestres a transitar pela rua, ainda que sejam idosos, transportem objetos, conduzam crianças de colo ou em carrinhos? Por acaso o Dr. Thiollier já enfrentou um desses grileiros urbanos, que usam agora o nome chique de "valets"? Ou ele simples e comodamente entrega seu veículo a um desses engravatados "guardadores"? Vejamos bem, a conduta ilegítima está em ambas as pontas. Tanto agem contra a lei os "valets" que privatizaram o espaço público quanto os "guardadores de carro" mostrados ainda há dois dias pela TV. Tanto são grileiros os que invadem as propriedades privadas quanto os que se apossam de espaços públicos para exercício de seu comércio, à revelia das posturas. Tanto usurpam os que usam da força ou da ameaça físicas quanto os que compram decisões e sentenças, quando não magistrados e parlamentares. Atenciosamente,"

Luiz Fernando Augusto – advogado - 17/1/2005

"A respeito da manifestação do advogado Luis Fernando Augusto e do exacerbado raciocínio em que faz um paralelismo entre valets, guardadores de carros e MST. Cabe alertá-lo que "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa". A não ser que estejamos, por miopia física ou intelectual, dispostos a chamar o urubu de meu louro."

Alexandre de Macedo Marques - 17/1/2005

"Ninguém em sã consciência pode aprovar as ações terroristas do MST, sobretudo conhecendo um pouco dessa organização e dos propósitos desse movimento, constituído em parte por profissionais mercenários, que vem crescendo dia a dia por conta da complacência e subsídio financeiro agora mais explícitos do PT. Não se há, de outra parte, de louvar a bravura de fazendeiros, porque muitos deles (os verdadeiros reis da terra brasilis), em verdade, estavam encarapitados em cargos públicos do alto escalão quando (não faz tempo) abriram grandes fazendas a ferro, a fogo e à custa do sacrifício de muitos brasileiros sem voz. O Ilustre Dr. Thiollier deveria procurar conhecer os novos "fazendeiros" da soja deste Brasilzão antes de tomar-lhes a piedosa defesa. E talvez se inteirar por que será que o MST não invade tais áreas."

Léia Silveira Beraldo - advogada em SP - 18/1/2005

"O migalheiro Alexandre Thiollier, em texto publicado em (Migalhas 1.085), demonstra que está totalmente convencido de que o MST deve ser encarado como uma quadrilha, um perigo real a toda sociedade brasileira. Não concordo com este raciocínio. É certo que houve excesso e imprudência na ação de invasão ao prédio do Fórum do Estado de Minas Gerais, porém taxar o movimento de quadrilha, acho um exagero injusto e preconceituoso. Na condição de simples cidadão, pergunto ao caro leitor e migalheiro: Se ele caracteriza o MST como um movimento de quadrilhas organizadas, o que ele tem a dizer sobre os grupos de extermínio, formados por jagunços, contratados por grandes latifundiários, prontos a matar esfarrapados. Não serão estas as quadrilhas?"

José Jurandy A. de França - 21/1/2005

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