quarta-feira, 21 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Fome zero

de 16/1/2005 a 22/1/2005

"Juízes do Fórum João Mendes Júnior, terão uma verba de R$ 360 mil, (fonte Diário Oficial 11/1/05) para lanches no intervalo de suas jornadas de trabalho, no restaurante localizado no 7º andar do Fórum Central. O cardápio inclui sanduíche natural, sucos, frutas, bolo doce, bolo salgado, três ou quatro tipos de pães, bolachas, biscoitos, lanche quente e geléias. Isso sim é o verdadeiro Fome Zero."

Emerson Rizzi - escritório Rocha, Calderon e Advogados Associados - 18/1/2005

"Falando sério: alguém poderia me explicar com que moral os juízes do Fórum João Mendes Jr. podem gastar R$ 360 mil em lanches no intervalo de suas jornadas? É dinheiro nosso, pô!"

Paulo Serôdio - 19/1/2005

"Eu acredito que se nós termos juízes bem alimentados, teremos um julgamento mais "gordo", repleto de imparcialidades, inclusive com aplicação das leis. Porque passar fome dá uma dor profunda na barriga e imagina um julgamento, onde quem decide, esta com fome? Aí... essa deu fome... Fraternalmente,"

Bruno Zanim - 19/1/2005

(1.090 - 18/1/05), "Juízes do Fórum João Mendes Júnior, terão uma verba de R$ 360 mil, (fonte Diário Oficial 11/1/05) para lanches no intervalo de suas jornadas de trabalho, no restaurante localizado no 7º andar do Fórum Central. O cardápio inclui sanduíche natural, sucos, frutas, bolo doce, bolo salgado, três ou quatro tipos de pães, bolachas, biscoitos, lanche quente e geléias. Isso sim é o verdadeiro Fome Zero." Emerson Rizzi - escritório Rocha, Calderon e Advogados Associados

"Diante da publicação em Migalhas (1.090 - 18/1/05), devo, como cidadão, tecer algumas considerações e formular algumas sugestões:

se de 365 você tira 12 x 2 = 24, são 341 dias ou R$ 1,055,00 ao dia. São 20 varas cíveis, 12 de família e sucessões, 2 de registros públicos, vara central da infância e da juventude, total de 35, com um juiz titular e um auxiliar em cada uma, total de 70 juízes, ou seja, R$ 15,00 /dia/juiz , preço que custa um lanche vagabundo num desses mac. da vida. Há grande quantidade de juízes que começam a trabalhar no fórum no período da manhã e que tomam esse lanche como sendo um almoço. O Dr. Emerson Rizzi deveria comparar esse dispêndio com o absurdo valor que o povo gasta com as compras feitas pelos palácios presidenciais em Brasília, divulgadas no DOU e objeto de inúmeros e-mails que já recebi, deveria fazê-lo ao publicar essa notícia no Migalhas em tom de crítica ao valor do lanche dos Magistrados que judicam nesse fórum, a fim de não participar, acredito que de boa fé, do esquema de implosão do Poder Judiciário, que já está quase completo e que se baseia em dois alicerces mestres: (i) não há verbas para contratar juízes e toda a estrutura para acompanhar o aumento da quantidade de processos com conseqüente lentidão na prestação jurisdicional, causando o descrédito da instituição diante dos cidadãos e há uma campanha persistente para desacreditar o Judiciário perante a opinião pública, por isso que para a maioria dos cidadãos, segundo a imprensa manipulada ou burra, todos os juízes são lalau ou rocha Mattos; (ii) é curial que não há democracia sem Judiciário eficiente, que decida muito rapidamente, e que por isso seja respeitado, até pelos políticos corruptos e desclassificados, que numa nação dotada de um Judiciário desta envergadura certamente são em quantidade mínima, a contrário do que ocorre em países em que o Judiciário é levado a descrédito. Se fosse possível contratar Juizes, Professores, Médicos para o SUS, de maneira terceirizada, como virou moda na administração pública em geral, é óbvio que haveria sobra destes profissionais, porque nos contratos de terceirização correria a conhecida mala preta, uma das fontes de dólares investigadas pela CPI do Banestado. Como não é possível, não há interesse nessa adequação. É simples demais entender o que ocorre em determinados países: o que não rende mala preta não funciona. Então, vai aqui uma sugestão para a OAB, para que propugne por mudança constitucional a fim de que sejam permitidos contratos de terceirização na contratação de Juizes e toda a estrutura para um eficiente funcionamento do Poder Judiciário."

Aderbal Bacchi Bergo, Juiz de Direito Aposentado - 21/1/2005

"Com relação aos dispêndios realizados pelo TJ-SP com lanches para juízes, acho importante dizer que a divulgação dos gastos efetuados pelo poder público, seja ele o Judiciário, o Legislativo e o Executivo, sejam amplamente divulgados. Assim como é curial que o Judiciário seja rápido e eficiente, é também fundamental que possamos saber onde é gasto o dinheiro público. Não creio que isso seja uma campanha de desmoralização, mas sim uma fiscalização da imprensa para que o direcionamento das verbas públicas seja feito da forma mais eficiente possível. No que diz respeito ao mérito da questão, acho insensato que o Tribunal paulista, que é um dos mais atrasados do país em termos tecnológicos, disponha-se a gastar uma verba que deveria ser utilizada na agilização de sua prestação jurisdicional. Um forte abraço à redação de Migalhas, sempre atenta aos acontecimentos do mundo jurídico."

Flávio Siqueira, repórter da revista jurídica Última Instância - 21/1/2005

"Sobre o lanche dos juízes do Fórum João Mendes Jr., com todo respeito à opinião do ex-juiz, Dr. Aderbal Bacchi Bergo (Migalhas 1.092), deve-se concordar em primeiro lugar que o povo não tem a obrigação de pagar por refeições dos magistrados, além de seus vencimentos já privilegiados. Em segundo lugar, se existe tentativa de implosão do Judiciário, isto se deve a várias coisas que a sociedade não quer mais tolerar: corporativismo, inveja (gastar o que os palácios gastam mesmo que seja absurdo), ineficácia absoluta como prestadores de serviço, etc. Queria dizer também que os cálculos apresentados não estão corretos porque nenhum juiz trabalha 341 dias por ano."

Antonio do Vale - 21/1/2005

Comente

Cadastre-se para receber o informativo gratuitamente

WhatsApp Telegram