terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Dízimo petista

de 30/1/2005 a 5/2/2005

"Respeitabilíssimo Editor, todos os dias vemos notícias sobre a nomeação de partidários petistas (e correligionários) para cargos de direção em agências reguladoras nacionais, estatais, cargos em comissão, etc. Várias foram também as contratações de petistas para cargos públicos de toda sorte. Por último, segundo noticiou  o jornalista Claudio Humberto em sua coluna deste domingo, 30/1, a Câmara dos Deputados contratou (terceirizou) 60 motoristas, todos indicados pelo PT, "transformados em petistas de carteirinha", segundo aquele jornalista. Ora, não é segredo para ninguém que os petistas contribuem para o partido com um percentual dos seus vencimentos mensais (10%, salvo engano), ainda que tais vencimentos sejam pagos pelo Poder Público, qualquer que seja o cargo ocupado. Indago aos migalheiros: será ético e moral nomear correligionários e partidários filiados ao PT, pagando-os com verbas públicas, e ao mesmo tempo esses mesmos nomeados repassarem ao partido o "dízimo" todos os meses? Não será o Poder Público financiando, ainda que indiretamente, um partido político? Entendo que isto merece, no mínimo, uma investigação. Com a palavra o Ministério Público."

Castor Amaral Filho – escritório Ronald Amaral Advogados Associados - 31/1/2005

"Dr. Castor Amaral, o PT é parecido com algumas igrejas evangélicas em que se exige que os fiéis contribuam com 10% da sua remuneração, e assim estão pagando pra aceitar Jesus, mas em troca lhes são prometidos lotes no céu. Os petistas são mais práticos, pois a comissão de 10%, paga com o dinheiro público, existe pra que os filiados do partido participem do mesão de sindicato que é o governo de Lula. Eles não querem as graças do céu, preferem as vantagens aqui na terra mesmo. Viva a teoria da prosperidade presente, afinada com a filosofia de São Francisco de Assis: "é dando que se recebe"."

Abílio Neto - 1/2/2005

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