terça-feira, 20 de outubro de 2020

ISSN 1983-392X

Fórum Social Mundial

de 13/2/2005 a 19/2/2005

"É incrível que nossa "esquerda tupiniquim", depois de cinco dias de discussões no FSM, não conseguiu produzir nada além de uma "folclórica passeata de pelados e uma grande tolerância com o consumo de maconha". Como se isso, tivesse alguma identidade com a luta histórica dos revolucionários do mundo. Em sua total ausência de novas idéias, do contraditório, ou de uma pregação lógica que retire dos ditos "excluídos" a condição de meros pedintes de mais benesses públicas, não se viu de nenhum dirigente do FSM nenhuma palavra de que a riqueza produzida pela humanidade são calcadas em duas premissas básicas: pesquisa aprofundada do conhecimento e trabalho árduo. Esses dois fatores, fundamentais para o desenvolvimento e progresso de qualquer povo, simplesmente passaram ao largo dos discursos oficialistas por uma razão simples; jamais a esquerda brasileira, se preocupou em produzir ou gerar um só posto de trabalho em suas iniciativas de construção do "homem novo". O incrível disso tudo, é que passados 25 anos de formação do Partido dos Trabalhadores, todo seu compromisso de ser vanguarda, se tornou despudoradamente pelego e oficialista. O próprio presidente Lula, deslumbrado com ele mesmo, também foi brindado com laudos apupos de seus antigos seguidores quando tentava "ensinar" aos presentes como fazer as transformações que nossa sociedade clama. Parece que os próprios participantes do FSM já se cansaram de tanta demagogia, arrogância e deslumbramento, e nem adiantou as já famosas "operações abafa dos 100% Lula", por sua dubiedade, Lula foi literalmente vaiado. É risível se não fosse trágico. O Brasil, apesar do receituário do FMI, continua progredindo apesar de sua dita vanguarda, mas nossos índices de mortalidade infantil, de desemprego, de insegurança generalizada, continuam progredindo como se nenhuma ação governamental houvesse. Pior que a ausência sentida de políticas de estado, é a ausência sentida de novas idéias. É lamentável, que passados 25 anos de um "Partido dos Trabalhadores", organizador do FSM, comprometido com a mudança de nossas profundas chagas sociais, só tenha isso a nos apresentar; "uma corrida de pelados e uma nova e sem talento versão de Woodstock", onde a poesia e o lirismo, também, passaram longe dos nossos corações e mentes."

José Freitas - advogado OAB-RS 34051 - 17/2/2005

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