quarta-feira, 28 de outubro de 2020

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Será que a vitória de Trump foi uma surpresa?

Confira as análises do resultado da eleição.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A mídia dá como se fosse uma surpresa a vitória de Trump. Isso é uma mentira. Era mais a demonstração do interesse do que um retrato da realidade. Tal se dava porque a imprensa ianque, no geral, idolatrava Obama. E como não gostar de um presidente como ele... A mídia nacional, papagaiava o que via, sem sopesar nada. Algo como "NYTimes é nosso pastor e nada nos faltará..." No entanto, era preciso ver a coisa com outros olhos. Siga adiante.

Trump - Motivos

Um analista migalheiro já tinha observado que a chance de vitória do Trump era muito grande. Segundo ele, o resultado revela mais um retrato da distorção do sistema eleitoral americano do que do eleitorado em si. De fato, como o voto não é obrigatório, e a abstenção chega a 50%, ganharia aquele que conseguisse levar o eleitor às urnas. Considerando que o país é tradicionalmente dividido em 40% democratas e 40% republicanos, as disputas anteriores se basearam em buscar os 20% que oscilam, ora com um, ora com outro. Trump não. Ele foi por outro caminho : focou sua campanha nos republicanos convictos, deixando de lado o eleitor médio. Com isso, apostou no fraco apelo de Hillary perante os próprios democratas. Por isso, quando as pesquisas mostravam (e não estavam erradas) Clinton um pouco à frente (2 a 3%) em alguns Estados, a vitória de Trump era certeira, porque os eleitores dele estavam mais "mexidos" para ir votar. Os dela, por outro lado, eram pusilânimes. Como se vê, tudo não passou de tática de campanha. E deu certo. Veja como ficou a divisão dos Estados.

Trump - Divisão

Os Estados mais ricos dos EUA, NY e Califórnia, votaram em Hillary. Os mais "pobres", excetuam-se os abastados Texas e Flórida, ficaram com a direita.

Trump - Self made man

Ninguém se engane. Embora Trump tenha esse jeito canastrão, não é bobo. Tem maioria no Senado e vai saber governar. Evidentemente que de maneira diferente de Obama. Mas depois que atravessarmos oito anos de Bush, não vai ser um Trump qualquer que vai acabar com o mundo.

Trump - Análise

Francisco Petros analisa a vitória de Trump. Para ele, não devemos minimizar "o que ocorreu na Democracia da América".

Direto da Redação

Trimmm... trimmm... No parque gráfico migalheiro o som ressoava nesta madrugada. Era o telefone vermelho da alta Direção, cujo número só cinco pessoas têm no planeta. Do outro lado da linha, Mr. Obama. Foi uma conversa breve, na qual justificou a derrota ao amado Diretor deste nosso poderoso rotativo. Ato contínuo, o aparelho novamente pôde ser ouvido. A madrugada estava agitada. Desta vez, Mr. Trump. Depois de longa conversa, nosso amantíssimo líder desligou, não sem antes fazer diversas admoestações para que ele não brincasse com os botões nucleares. "Não mexa nessas coisas."

Virada suprema

Além de perder as eleições presidenciais, os liberais também perderam a chance de preencher a vaga na Suprema Corte dos EUA, aberta desde a morte do juiz Antonin Scalia, ícone do conservadorismo, em fevereiro deste ano. A nona cadeira no tribunal está vaga há quase 270 dias, segundo período mais longo da história, e a composição da Corte dividida : quatro liberais contra quatro conservadores. Obama até chegou a indicar um juiz de perfil moderado, em março, mas a oposição republicana, maioria no Congresso, logo se voltou contra a decisão e se recusou a discutir e votar a indicação. Com a eleição de Trump, a balança deve pender para o lado dos conservadores. Observe-se ainda que há três juízes com mais de 78 anos que podem deixar a Corte ainda no mandato do Republicano.

Obra inacabada

Quem visita o Capitólio, em DC, encontra uma interessante escultura em mármore feita pelas mãos da feminista Sarah Adeline Johnson. Na obra, são retratados os bustos de três líderes do movimento do sufrágio feminino (Elizabeth Cady Stanton, Susan B. Anthony e Lucretia Mott). Há também um quarto busto, não esculpido, a indicar as mulheres anônimas. Há, no entanto, uma lenda segundo a qual o lugar estaria reservado para a primeira mulher a ser eleita presidente dos EUA. Pelo visto, lenda ou não, a escultura continuará pelos próximos quatro anos intocável.

Machismo ianque

Sobre a escultura da nota acima, ela foi entregue em 1921, não foi sem muita controvérsia. O Congresso aceitou o presente com indisfarçável má vontade. Antes da inauguração, o Congresso ordenou que a inscrição original na escultura fosse caiada, removendo os dizeres "Homens, seus direitos e nada mais. Mulheres, seus direitos e nada menos". Depois de inaugurada, ela foi transferida para o porão do prédio, onde sopitou por sete décadas. Apenas em 1996 ela foi resgatada e voltou ao salão central.

Trump - Memes

Hoje vai ser uma invasão de memes na internet. Veja alguns.



 

Atualizado em: 9/11/2016 09:29