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Protesto de títulos cai 13% em junho em São Paulo

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segunda-feira, 17 de julho de 2006

 

Em queda

 

Protesto de títulos cai 13% em junho em São Paulo

 

Pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos de Protesto de Títulos - Seção São Paulo junto aos 10 tabeliães da capital de São Paulo revelou que em junho de 2006 foram apresentados 227.032 títulos, contra 259.893 em maio, 201.563 em abril, 264.750 em março, 188.810 em fevereiro, 241.741 em janeiro. Do total, foram devolvidos como irregulares 24.079 títulos, que por alguma razão não puderam ser sequer intimados: restaram 202.953 em condições de ir para protesto.

 

O movimento de títulos efetivamente protestados caiu 13% em: 90.514 títulos contra 102.326 em maio, 78.048 em abril, 99.765 em março, 78.804 em fevereiro, 92. 227 em janeiro. Em relação aos 99.421 títulos protestados em junho de 2005, a queda foi de apenas 9,84 % . Os protestos cancelados também caíram em junho: 27.023 contra 28.402 em maio, 23049 em abril, 29.991 em março, 23.076 em fevereiro, 27.501 em janeiro.

 

Importante: protesto é absolutamente gratuito - Desde 2001, no Estado de São Paulo cabe ao devedor, ao saldar seu débito, pagar tudo, já que o protesto é absolutamente gratuito para o credor. Uma vez cancelado o protesto, a pessoa imediatamente "limpa" o nome e não pode mais ser incluída em listagens como inadimplente.

 

Apresentação

 

Após serem apresentados no SCPT (Serviço Central de Protesto de Títulos) os títulos podem ser liquidados (pagos) pelo devedor, que terá sido intimado: caso contrário, são enviados a protesto. Mesmo após o protesto, o devedor ainda pode cancelar seu nome da lista de cidadãos oficialmente declarados inadimplentes: basta pagar a dívida e as despesas no cartório.

 

Cheques

 

De todos os títulos protestados, somente 34,6 % foram cheques: 31.324 contra 35.689 em maio, 29.076 em abril, 33.102 em março, 28.628 em fevereiro, 27.810 em janeiro. No passado, o porcentual de cheques correspondia normalmente a mais de 50% do total, mas este vem caindo mês a mês, refletindo o crescimento de outros tipos de títulos.

 

Duplicatas

 

Duplicatas desceram bastante em junho: 44.345 contra 53.320 em maio, 36.707 em abril, 51.940 em março, 38.116 em fevereiro, 49.718 em janeiro. Números envolvendo principalmente duplicatas mercantis por indicação, mas também duplicatas mercantis, duplicatas de serviço, duplicatas de serviço por indicação, triplicatas mercantis e de serviço.

 

Promissórias

 

As notas promissórias também caíram em junho: 11.750 contra 12.719 em maio, 9040 em abril, 11.134 em março, 8.327 em fevereiro, 9.657 em janeiro.

 

Letras de câmbio

 

As letras de câmbio baixaram muito da mesma forma em junho: 2.582 contra 3.392 em maio, 3.050 em abril, 3.312 em março, 2.615 em fevereiro, 4606 em janeiro.

 

Novos e outros títulos

 

Os títulos novos ou outros (que vinham numa crescente escalada há um ano) cresceram muito em junho: 408 contra 262 em maio, 173 em abril, 297 em março, 768 em fevereiro, 436 em janeiro, 286 em dezembro, 241 em novembro, 349 em outubro, 230 em setembro, 246 em agosto, 272 em julho, 224 em junho, 248 em maio de 2005.

 

Entre esses títulos, as cédulas de crédito bancário: 119 contra 138 em maio, 87 em abril, 86 em março, 421 em fevereiro, 156 em janeiro. Restaram apenas 289 novos tipos de títulos, como certidões da dívida ativa, contratos de locação e aluguel, contratos de câmbio, sentenças judiciais, notas de crédito, termos de conciliação, confissões e documentos de dívida.

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Por: Redação do Migalhas

Atualizado em: 17/7/2006 07:48