domingo, 29 de novembro de 2020

MIGALHAS DE PESO

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A influência das redes sociais nos casos de suicídio entre jovens e adolescentes brasileiros e o seu aumento durante a pandemia

As causas são diversas. Depressão e outros distúrbios psicológicos, como ansiedade, psicose, bipolaridade; término de relacionamentos amorosos; doenças crônicas; situação econômica; problemas familiares e conjugais; uso abusivo de álcool e outras drogas; bullying; violência sexual; violência doméstica, entre outros.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

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1. Introdução

O assunto suicídio não é estranho à história da humanidade. Ao abordar o lado filosófico do ato, Oliveira (2018) menciona que Platão, no diálogo Fédon, considerava suicídio legítimo apenas os casos nos quais o suicida fosse portador de doenças crônicas, incuráveis e dolorosas, que lhe garantisse destino miserável e humilhante. Para Sócrates, é ato de impiedade. Ao considerar que os seres humanos pertencem aos deuses, apenas a estes cabem dar-lhes a morte. Não se trata, portanto, de escolher entre vida e a morte, já que para esta última não há escolha. O problema é volitivo, e o que se decide é o momento do ato.

As causas são diversas. Depressão e outros distúrbios psicológicos, como ansiedade, psicose, bipolaridade; término de relacionamentos amorosos; doenças crônicas; situação econômica; problemas familiares e conjugais; uso abusivo de álcool e outras drogas; bullying; violência sexual; violência doméstica, entre outros. Neste sentido:

A faixa etária entre a infância e a adolescência é a que mais cresce em número de suicídios comparativamente com anos anteriores. Os casos são diversos. Uma criança de dez anos se matou por não ter dinheiro para ir ao cinema. Outra porque não tinha um celular como seus colegas. Outra sofreu bullying na escola. Outra porque não gostava de sua própria aparência. Outra porque teve fotos íntimas de teor sexual vazadas na internet. E outras tantas exatamente pelos mesmos motivos ou por outros quaisquer. (CONTRERAS, 2019)

Vedana (2018) destaca que mídias sociais, em razão da capacidade de compartilhamento e interatividade, modificaram as formas de relacionamento entre jovens e adolescentes. Ao proporcionar, por meio de sites e aplicativos, ambiente de encontro entre indivíduos vulneráveis, se tornam fatores de risco para a saúde mental e o comportamento suicida. Jovens com transtornos mentais são usuários contundentes de redes sociais. Além do mais, conteúdos sobre práticas suicidas são postados em blogs e fóruns on-line, reforçando as ideações suicidas e a afetividade negativa de pessoas fragilizadas.

O texto que segue contempla duas problemáticas envolvendo redes sociais e suas influências sobre jovens e adolescentes brasileiros. Ao explorar a temática do Cyberbullying, busca-se compreender o efeito do bullying digital no contexto escolar e a sua influência sobre idealizações e realizações suicidas na vida de adolescentes. O Efeito Copycat ou efeito de modelagem, que remete ao comportamento suicida do adolescente, vem a tona sempre que há relatos de casos de violência desencadeados a partir de casos semelhantes já divulgados. O contexto familiar é imprescindível, uma vez que pode influenciar o adolescente de forma positiva, contribuindo para o seu amadurecimento e bem-estar, ou de forma negativa, capaz de deixar sequelas que o acompanharão por toda a vida.

O presente estudo foi fundamentado em livros, artigos, textos científicos, sites governamentais entre outros, que forneceram o respaldo necessário ao entendimento e produção do texto. Em linguagem clara e acessível buscou-se contextualizar o impacto das redes sociais dentro da realidade dos jovens e adolescentes brasileiros.

A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico, em que foram reunidas informações de vários autores sobre esta temática e reorganizadas para a constituição deste material. Há que se considerar dados quantitativos pois a temática abordou o aumento do índice de suicídios. Tais dados foram extraídos de sites governamentais, institutos de pesquisa e de organismos internacionais ligados diretamente a esta causa.

Para ler o artigo na íntegra clique aqui.

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t*Clodoaldo Moreira dos Santos Júnior é pós-doutor em Direito Constitucional na Itália, advogado, professor universitário, sócio fundador Escritório SME Advocacia, conselheiro da OAB/GO, presidente da Comissão Especial de Direito Civil da OAB/GO, membro consultor da Comissão de Estudos Direito Constitucional da OAB NACIONAL e árbitro da CAMES.


t*Ana Lúcia Vieira
 é graduanda em Direito do Centro Universitário de Goiás - UniGoiás. Especialista em Finanças e Controladoria pelo Centro Universitário de Goiás - Uni-Anhanguera. Graduada em Engenharia da Computação pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Empregada da Caixa Econômica Federal em Goiânia.

Atualizado em: 14/8/2020 12:06

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