quarta-feira, 25 de novembro de 2020

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Manifestações

OAB/RJ cobra reforma política das autoridades

Para o presidente da seccional, reforma política é a única saída que fortalece a democracia.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A sequência de manifestações realizada na última semana reflete a crise representativa das instituições democráticas e apontam para a necessidade de uma reforma política. Essa é a opinião do presidente da OAB/RJ, Felipe Santa Cruz, sobre os protestos que mobilizaram milhares de pessoas em diversas cidades do país.

"A Ordem vai cumprir seu papel institucional, que é cobrar da autoridade pública a busca por soluções. É inegável a necessidade de uma reforma política. A crise representativa é mundial, e se manifesta mais fortemente entre os jovens, mas os políticos no Brasil precisam entender que estão perdendo os canais democráticos de representação política. A população não compreende a atuação dos poderes estabelecidos, as disputas entre o Legislativo, Executivo e Judiciário", afirma Felipe.

Para o presidente da OAB/RJ, "há uma crise institucional", e a reforma política é a única saída que fortalece a democracia. "Deve ser uma reforma política ampla, que discuta o financiamento de campanhas eleitorais e outros pontos, e também que inclua os diversos setores da sociedade no debate, por meio de audiências públicas, plebiscitos", conclui.

Assistência jurídica

A Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ prestou atendimento jurídico a 25 pessoas que foram detidas de forma arbitrária durante a manifestação de terça-feira, 18/6, no Centro do Rio.

Vandalismo na Alerj

Felipe Santa Cruz condena a invasão à sede da Alerj e os atos de violência e vandalismo. Para ele, tais atitudes ferem o princípio de liberdade da cidadania e o exercício do estado democrático de direito defendidos pela entidade. "A manifestação é livre, saudável e deve ser garantida. Vemos com bons olhos manifestações que renovem a forma de participação política na nossa sociedade. Agora, repudiamos com a mesma veemência qualquer ato contra o patrimônio público. A depredação da sede do parlamento estadual não pode ser tolerada por ferir nossos princípios democráticos".

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Por: Redação do Migalhas

Atualizado em: 19/6/2013 07:43