sábado, 28 de novembro de 2020

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Lava Jato

MPF nega existência de delação ou leniência da Odebrecht

Força-tarefa disse: "a simples intenção demonstrada não tem o condão de descaracterizar a contínua ação do Grupo Odebrecht em obstruir as investigações em andamento".

quinta-feira, 24 de março de 2016

A força-tarefa da Lava Jato emitiu nota afirmando que sequer teve início negociação sobre acordos de colaboração com executivos ou leniência com o Grupo Odebrecht. A nota contradiz a empresa, que na terça-feira, 22, afirmou em comunicado intitulado"Compromisso com o Brasil", que após avaliações e reflexões de acionistas e dos executivos, a empresa iria colaborar de forma "definitiva" com as investigações da Lava Jato.

  • Veja abaixo a nota da Odebrecht.

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Nota pública

O Ministério Público Federal, diante da nota emitida pelo Grupo Odebrecht em 22 de março de 2016, bem como da sua repercussão na imprensa, vem esclarecer:

1. Não existe sequer negociação iniciada sobre acordos de colaboração com executivos ou leniência com o Grupo Odebrecht.

2. A simples manifestação dessa vontade pela imprensa, seja por indivíduos, seja por qualquer grupo empresarial investigado, não possui qualquer consequência jurídica, motivo pelo qual as investigações e atos processuais continuarão em andamento.

3. A divulgação de qualquer intenção de acordo através de imprensa fere o sigilo das negociações exigido pela lei para a celebração do acordo.

4. A simples intenção demonstrada não tem o condão de descaracterizar a contínua ação do Grupo Odebrecht em obstruir as investigações em andamento, como ficou caracterizado na recente 26ª fase da Operação Lavajato, com a tentativa de destruição de seu sistema de controle informatizado de propina.

5. O Ministério Público Federal mantém o entendimento de que acordos de leniência e de colaboração premiada somente são possíveis com o completo desvelamento, por parte dos envolvidos, dos fatos criminosos que já são investigados, além da revelação plena de outras ilegalidades que tenham cometido e que ainda não sejam de conhecimento das autoridades, e da reparação mais ampla possível de todas essas ilegalidades.

Por: Redação do Migalhas

Atualizado em: 24/3/2016 07:36